RD Saúde, dona das redes Raia e Drogasil, lança linha de produtos sustentáveis

RD Saúde, dona das redes Raia e Drogasil, lançou uma submarca da marca própria Needs

Com Needs Natos, grupo passa a explorar um novo segmento de mercado; divulgação, focada em digital, é da McCann Health Brasil

A RD Saúde, dona das redes Raia e Drogasil, lançou oficialmente na quarta-feira, 25, uma submarca da sua marca própria Needs.

O desenvolvimento da Needs Natos – o nome vem da junção de “natureza” e “atos” – vinha sendo feito ao longo dos últimos três anos e contou com muita pesquisa e cocriação com o consumidor, segundo Mariana Senhore, gerente-executiva de Marcas Próprias da RD Saúde.

Os produtos da nova linha levam 90% de ingredientes naturais, têm embalagens – criadas pela Pande – feitas de material reciclado e são recicláveis (o que gera 90% menos uso de plástico) e um percentual da renda obtida com as vendas de Natos será revertido ao Instituto Ipê. Até o momento, compõem o portfólio sabonetes e hidratantes stick para o rosto, sabonetes e hidratantes corporais e desodorantes (em formato stick e creme).

Equilíbrio delicado

Mariana Senhore reconhece que lançar uma marca com esse perfil de produtos não é fácil, justamente porque é preciso equilibrar uma proposta sustentável com a rentabilidade do negócio e demandas do consumidor (que, por exemplo, não acredita no potencial de limpeza de produtos que não façam espuma).

“Natos nos leva a explorar como oportunidade o consumo consciente. E está ligada à própria origem de Needs como um todo, que tem o propósito de contribuir com pessoas, planeta e negócios saudáveis”, afirma a executiva.

Marketing digital

A comunicação da nova marca, capitaneada pela McCann Health Brasil, tem como mensagem central “Tudo o que faz bem, pra você e pra natureza”. No evento de lançamento, em São Paulo, a marca apresentou um vídeo-manifesto, que também será veiculado em redes sociais.

A estratégia de marketing para Needs Natos, aliás, é toda calcada em mídia digital, com inserções nas plataformas da Meta, no TikTok, YouTube e uso de mídia programática. Carolina Gonçalves, consumer business director da McCann Health Brasil, exalta que a comunicação também terá o envolvimento de influenciadores que tenham afinidade ao tema da sustentabilidade socioambiental.

Potencial de expansão

A linha Needs Natos também é vista como uma forma de testar ações de sustentabilidade que possam ser escaladas para outros itens do portfólio de Needs, que hoje está presente em cerca de 50 categorias.

A marca-mãe atingiu faturamento de R$ 1 bilhão, em 2023, vem registrando crescimento médio anual de 20% e já é a quarta maior marca do setor farmacêutico como um todo (dados iQvia). Segundo Renata Mascarenhas, diretora de marcas próprias da RD, a nova marca resume uma série de compromissos socioambientais assumidos pela companhia até 2030.

O investimento na nova marca não é revelado, mas Renata ressalta que esse é um movimento “estratégico para o portfólio”.

Os preços dos produtos da linha Natos serão em média 10% mais altos que os demais no portfólio de Needs, mas ainda abaixo dos itens naturais e veganos do mercado.

 

COOP amplia a sua linha de produtos de marca própria

Companhia cria estratégia de exposição dos itens para atrair a atenção dos clientes

Os produtos de marca própria caíram no gosto dos consumidores e, segundo estudo da NielsenIQ (NIQ), encomendado pela Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro), eles já estão presentes em 34% dos lares brasileiros. E não faltam vantagens para o setor de private label: confiança, qualidade e preços competitivos.

Na Coop, por exemplo, cuja marca está completando 27 anos, o mix de produtos já chega a cerca de 500 itens e envolve a marca Coop e a marca de fabricação própria, a Delícias da Coop. “O nosso festival de marcas próprias sempre acontece no mês de setembro e neste ano, será estendido até meados de novembro para comemorar junto com os 70 anos de fundação da rede”, destaca a gerente comercial Diana Queirós.

Para acompanhar o sucesso dos itens de marca própria, a Coop lançou somente neste ano 34 novos produtos e entre eles estão farinha de trigo, removedores, lustra-móveis e lava-roupas concentrado. De acordo com a gerente, o destaque fica para a entrada da marca própria na categoria de utilidades domésticas, já materializada em canecas, pratos e bowls.

Em dois meses de ação promocional, a previsão da rede de supermercados é elevar de 8% para 10% a participação dos produtos de marca própria no faturamento geral da Coop.

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“A Coop dispõe de uma equipe que atua nas várias fases do processo de criação e desenvolvimento, incluindo o suporte de um laboratório que monitora a qualidade por meio de testes. A exigência quanto à qualidade não é menor em relação à marca Delícias da Coop, produzida pela nossa Central de Panificação”, reforça Diana Queirós.

Outra estratégia que a Coop tem utilizado para reforçar os itens de marca própria são os “paredões”, espaços localizados em pontos estratégicos em algumas lojas e que deverão estar presentes em todas as unidades de varejo alimentar até o final deste ano. Os paredões têm como finalidade captar a atenção dos clientes, promover ofertas, estimular compras impulsivas e aumentar a visibilidade da marca. Nesses pontos são priorizados itens de mercearia, como arroz, feijão, açúcar, suco e refrigerante, além de amaciantes, papel higiênico, papel toalha e a linha pet.

Fonte: Super Varejo

Marcas próprias ganham impulso com apoio de grandes varejistas nos Estados Unidos

As marcas próprias representaram 21,9% das vendas no varejo de alimentos no primeiro semestre de 2024

Um estudo recente da Numerator, destacado pela Baking Business, mostra que as marcas próprias estão conquistando um espaço significativo nas compras de alimentos nos Estados Unidos. Grandes varejistas, como Aldi, Trader Joe’s, Costco e Walmart, estão na vanguarda desse crescimento, com suas marcas próprias, como Great Value (Walmart) e Kirkland Signature (Costco), mostrando forte penetração nos lares americanos.

De acordo com o estudo, as marcas próprias representaram 21,9% das vendas no varejo de alimentos no primeiro semestre de 2024. Esse aumento na participação de mercado é atribuído principalmente ao fato de que os consumidores estão procurando alternativas mais acessíveis em tempos de inflação persistente. No entanto, a qualidade das marcas próprias continua sendo uma preocupação para muitos compradores, com 41% dos entrevistados acreditando que a qualidade dos produtos de marca própria é inferior às marcas nacionais.

Além disso, o estudo revelou que o crescimento das marcas próprias não se limita a apenas alimentos básicos; há uma diversificação significativa nas categorias de produtos oferecidos, incluindo alimentos frescos e produtos de consumo rápido. Varejistas como Costco têm se destacado ao focar em categorias específicas, como produtos orgânicos e alimentos premium, utilizando sua marca própria para atrair consumidores que buscam qualidade a preços mais baixos.

Esses dados destacam a crescente importância das marcas próprias na estratégia dos grandes varejistas dos EUA, com impactos significativos nas escolhas de consumo e na dinâmica do mercado.

Para mais detalhes, consulte o artigo completo na Baking Business.

Grupo Pão de Açúcar investe em reformulação da marca própria Qualitá

Além da mudança no visual, os mais de 1.000 itens foram reorganizados em cinco categorias distintas

A Qualitá, marca própria do GPA responsável por 22,5% das vendas totais do varejista, passou por reformulações. Além da mudança no visual, os mais de 1.000 itens foram reorganizados em cinco categorias distintas: Exclusive, com itens de maior valor agregado; Home, de mercadorias para a casa; Care, de cuidados pessoais diários; Baby, para a linha infantil; e Pet, para os animais de estimação.

Até o fim de junho, o varejista já havia relançado 347 produtos sob o novo conceito da marca, e lançou 102 novos itens – até o final do ano a previsão é que sejam lançados mais 148 produtos.

Além da Qualitá, o GPA tem as marcas Taeq, Casino e Club des Sommeliers. No segundo trimestre, essas marcas representaram 23% das vendas do Pão de Açúcar, já no Extra Mercado foi 26,5%, enquanto nos formatos de proximidade foram 20,4%.

O Grupo entrou para o mercado do Private Label em 2008 e passou por um rebranding em 2015. Agora, a mais nova reformulação também envolveu encerrar alguns produtos que não condizem mais com os hábitos de consumo, e alteração de receitas em conjunto com a indústria para reduzir açúcar e sódio.

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Em meio a fase de turnaround, a marca Qualitá faz parte dos projetos estratégicos para auxiliar no processo de recuperação de rentabilidade da companhia. Isso ocorre pois a marca própria incentiva a fidelização, que, por sua vez, aumenta o fluxo nas lojas e, consequentemente, aumenta as vendas.

Uma pesquisa recente da empresa, aponta que os consumidores que compram essas mercadorias têm um tíquete médio 60% mais alto e apresentam uma frequência média 2,4 vezes maior.

Agora, para o segundo semestre, a empresa irá investir em uma campanha institucional com foco na exposição dos produtos da marca.

 

Fonte: Valor Econômico (por SA+ Conteúdo)

Carrefour revela 5 motivos estratégicos para investir em marcas próprias

Diretora de marca própria do companhia destaca a importância para fidelização de clientes, redução de custos e inovação no portfólio

No varejo brasileiro, as marcas próprias estão se consolidando como uma estratégia vital para atrair e fidelizar consumidores. No Carrefour, essa tendência não é diferente. Com um crescimento significativo nos últimos anos, as marcas próprias representam atualmente cerca de 21% das vendas da rede.

Ana Laura Tambasco, diretora de marca própria e sourcing do Grupo Carrefour Brasil, compartilha insights sobre como a empresa tem trabalhado para atender às necessidades dos consumidores e superar os desafios do mercado.

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De acordo com a diretora de marca própria do Grupo Carrefour Brasil, a qualidade, o alinhamento estratégico e a inovação são os pilares essenciais para o sucesso de produtos de marcas próprias no mercado varejista. Em entrevista para o portal SuperVarejo, Ana Laura detalha como o Carrefour desenvolve seus produtos de marca própria e os desafios enfrentados no mercado brasileiro. Confira a entrevista completa.

SV – Que características são essenciais para produtos de marcas próprias do Carrefour?
ALT – Em todo o nosso processo de inovação e lançamento de novos produtos, temos um olhar para o cliente e suas necessidades. Nós acompanhamos os hábitos de consumo e analisamos dados que nos orientam em relação ao que o cliente de cada um dos nossos formatos busca. Aí então partimos para a parte de desenvolvimento e até importação, seja das 23 marcas do Carrefour, seja da marca Member’s Mark (Sam’s Club).

O desenvolvimento de novos produtos no Carrefour segue três critérios: ser aprovado por mais de 50% dos consumidores em teste cego; ser até 30% mais barato em relação à marca líder de mercado; e ter um perfil nutricional, no mínimo, equivalente ao das marcas líderes (produtos alimentares), ressaltando o custo-benefício. Todos os produtos Marca Própria passam por controles rígidos de qualidade e processos de auditoria e validação do portfólio de fornecedores.

Nosso objetivo é democratizar o acesso dos consumidores a produtos de qualidade em diversas categorias, além de ampliar a oferta de produtos frescos, saudáveis, produzidos com responsabilidade socioambiental e com preços mais acessíveis em nossas lojas.

SV – Qual a média de participação dos itens de marcas próprias no mix das lojas da rede?
ALT – Atualmente, a Marca Própria já representa cerca de 21% das vendas dentro de seus respectivos negócios (Varejo e Sam’s Club). Nos últimos cinco anos, as marcas próprias Carrefour aumentaram sua participação em 10 pontos percentuais, enquanto a Member’s Mark, do Sam’s Club, cresceu 4 pontos percentuais nos últimos dois anos.

O sortimento da Marca Própria Carrefour conta com 23 marcas e cerca de 3,5 mil produtos e está presente em 90% das categorias; enquanto a Member’s Mark, do Sam’s Club, possui aproximadamente 800 variedades de mercadoria nas prateleiras.

SV – Qual o principal desafio para as marcas próprias no Brasil?
ALT – O maior desafio da marca própria no Brasil é entrar na lista de compras do consumidor, vencendo a barreira de experimentação. No varejo internacional, por exemplo, a participação de marcas próprias de supermercados sempre foi bastante relevante. De acordo com estudos da Nielsen, as marcas próprias representam cerca de 40% das vendas de alimentos e bebidas em solo europeu.

Em 2023, segundo a Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (ABMAPRO), o valor das marcas próprias teve um aumento médio de 3,5% no mercado global, e 27,4% na América Latina. No Brasil, está presente em 40% dos lares. Estes dados comprovam que os consumidores estão cada vez mais abertos a marcas próprias.

Uma vez que esta barreira de entrada é quebrada, e o cliente prova o produto, a aceitação é positiva e comprovada pela taxa de recompra. Neste sentido, atuamos nas lojas com degustações e ações especiais para produtos de marca própria (cupons, base CRM entre outros). No Carrefour, também temos campanhas que garantem a qualidade dos itens marcas próprias, no qual o cliente pode reclamar o seu dinheiro de volta caso não goste de algum de nossos produtos.

Uma novidade é que abrimos neste mês nossa primeira Store in Store Marca Própria Carrefour: um espaço exclusivo no setor de refrigerados e congelados dedicado às marcas próprias do Carrefour. Um local com comunicação visual para fácil acesso a tudo o que é preciso para uma receita, churrasco ou snack, com preço e qualidade garantidos. O Hipermercado de São Caetano (SP) foi o primeiro a receber o modelo, que conta com 120 metros quadrados.

SV – Cite 5 razões pelas quais o Carrefour investe em marcas próprias:
ALT – A primeira que gostaria de destacar é a fidelização do cliente. Nas lojas do Grupo Carrefour Brasil, clientes que consomem Marca Própria têm um gasto médio total nas compras 5,9 vezes maior do que aqueles que não consomem. Além disso, esses produtos têm uma penetração grande no carrinho de compra: no Carrefour, 74% dos clientes que entram nas lojas de Varejo levam pelo menos um produto de marca Própria. Já no Sam’s Club, são 80%. Esses consumidores entendem que um produto de marca própria tem qualidade e, no caso do Carrefour, podem ser até 30% mais baratos que marcas líderes.

Outro ponto relevante é o apoio que a marca própria tem da marca mãe. No caso do Carrefour, os produtos também vêm com o nome da empresa, o que facilita o entendimento do cliente de que aquela mercadoria se trata de marca própria, e traz toda a credibilidade que a marca já tem, para o produto. Com isso, o investimento em marketing, por exemplo, pode ser reduzido, o que ajuda a manter os preços competitivos.

Além disso, todos os produtos de Marca Própria do Grupo Carrefour Brasil são fabricados por fornecedores parceiros nacionais ou mesmo de importação direta, e nossa participação não se limita apenas ao momento de colocar nosso nome nos produtos. Nós acompanhamos todo o processo de desenvolvimento, curadoria de produtos desde a revisão de formulação dos itens, passando por auditorias qualitativas e sociais até chegarem às nossas prateleiras, comprovando que são feitos com base em critérios rígidos de qualidade e sustentabilidade. Este investimento garante a qualidade e manutenção de valores que o consumidor conhece e confia.

Fonte: Super Varejo

Private Label Brazil Feira de Marcas Próprias

Private Label Brazil: oportunidade para o mercado de Marcas Próprias no Norte e Nordeste

O maior evento de marcas próprias do Brasil chega ao Norte e Nordeste, trazendo oportunidades de negócios, networking e conhecimento especializado para a região

O evento mais aguardado do setor de marcas próprias, o Private Label Brazil, chega ao Norte e Nordeste em uma edição especial que promete transformar o cenário local. Com data marcada para os dias 6 e 7 de agosto, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, o encontro reunirá os principais players da indústria, oferecendo um ambiente propício para negócios, networking e conhecimento.

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O Private Label Brazil – Edição Norte e Nordeste ocorrerá simultaneamente à Embala Nordeste, ampliando as oportunidades para os participantes explorarem sinergias entre os setores de marcas próprias e embalagens. Essa realização conjunta permitirá que expositores e visitantes aproveitem ao máximo o potencial de ambos os eventos, fomentando parcerias e trocas de conhecimento que podem impulsionar ainda mais o crescimento e a inovação no mercado regional.

Destaques do evento:
  • Exposição de produtos: empresas de diferentes segmentos apresentarão suas inovações e soluções em marcas próprias, abrangendo desde alimentos e bebidas até cosméticos e produtos de higiene.
  • Palestras e painéis: especialistas renomados compartilharão insights sobre as tendências do mercado, estratégias de crescimento e cases de sucesso no setor de marcas próprias. Para se inscrever nas palestras, acesse: https://privatelabelbrazil.com.br/palestras2024/
  • Networking: um ambiente dinâmico para interação entre profissionais do setor, permitindo a troca de experiências e a construção de novas relações comerciais.

A região Nordeste do Brasil tem recebido significativos investimentos nos últimos anos, especialmente nos setores de infraestrutura, energia renovável e tecnologia. Projetos de parques solares e eólicos, além de melhorias em portos e rodovias, têm impulsionado o desenvolvimento econômico local. 

Com esses avanços, a expectativa é que a economia da região cresça substancialmente nos próximos anos, atraindo ainda mais empresas e fomentando novos negócios. Este cenário promissor faz do Private Label Brazil – Edição Norte e Nordeste uma plataforma ideal para aproveitar as oportunidades emergentes e estabelecer parcerias estratégicas que acompanhem esse ritmo de crescimento.

Inscrições e mais informações:

Garanta sua participação e fique por dentro das últimas novidades do evento acessando o site oficial Private Label Brazil

Sobre o Private Label Brazil:

O Private Label Brazil é um evento de referência para o mercado de Marcas Próprias no Brasil, promovendo o desenvolvimento do setor através de exposições e conteúdos relevantes. Com 7 edições de sucesso da Private Label Brazil – edição Nacional, o evento se consolida como um ponto de encontro essencial para profissionais e empresas que buscam inovação e crescimento.

Carrefour tem números positivos puxados pela aceleração das vendas

Carrefour tem números positivos puxados pela aceleração das vendas

Resultados do 2T24 foram considerados sólidos, impulsionados pelo forte desempenho da receita no atacarejo e expansão de margem

O Grupo Carrefour Brasil (CRFB3), dono do Atacadão, registrou na última segunda-feira (22) um aumento na base anual de 412,5% no lucro líquido ajustado no segundo trimestre de 2024, alcançando R$ 151 milhões. As ações, contudo, registravam baixa de 1,78% (R$ 10,51), às 10h10 (horário de Brasília), com investidores também embolsando lucros após forte alta de 4,39% na véspera, sessão antes do balanço.

A equipe de research do Bradesco BBI avalia os resultados como marginalmente positivos, com o principal destaque sendo a aceleração das vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) do Atacadão impulsionada por uma soma de fatores.

Segundo o BBI, as vendas foram sustentadas pela atividade promocional agressiva em abril e junho, inflação de alimentos atingindo o pico de 4,9% em junho, clientes B2B normalizando compras, bem como pelo lançamento de serviços atingindo 80 lojas em junho e a política agressiva de parcelamento em 3 meses em todas as lojas cash e carry (C&C) no Brasil.

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No entanto, o BBI disse precisar de mais detalhes para que possa de fato ver um ponto de inflexão em termos de qualidade dos lucros no futuro.

Ainda na visão do BBI, o anúncio de 8 a 10 inaugurações adicionais do Atacadão em 2024 é outra indicação positiva, sugerindo que a administração está confortável com o atual cenário competitivo, bem como com suas políticas comerciais agressivas em sua marca principal, o Atacadão.

Analistas do BBI mantêm visão otimista sobre as ações, pois vê uma avaliação atraente de 11,3 vezes Preço/Lucro em 2025, considerando o forte Taxa de crescimento anual composta (CAGR) de lucro por ação de 59,0% entre 2024 e 2027. Dessa forma, o BBI mantém classificação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 17.

O Itaú BBA, por sua vez, comenta que o Carrefour relatou resultados positivos no 2T24, com uma receita líquida ligeiramente melhor do que o esperado (crescimento sólido de 7% do SSS na divisão C&C) e margens virtualmente em linha (a divisão de Varejo foi o ponto baixo, 20 bps abaixo da sua previsão).

Do lado negativo, o BBA aponta o crescimento de R$ 2 bilhões da dívida líquida (incl. recebíveis descontados) na comparação com o trimestre anterior, “refletindo a deterioração nas tendências de capital de giro causada pelo aumento nas vendas a prazo nas lojas Atacadão – um ponto-chave a ser monitorado à frente”.

O BBA mantém recomendação equivalente à compra e preço-alvo de R$ 15,50.

Na mesma linha que BBA e BBI, a XP Investimentos classifica os resultados como sólidos, com forte desempenho de receita no atacarejo e sólida expansão da margem Ebitda (receita sobre Ebitda) ajustada. Além disso, a companhia elevou o guidance de sinergias do BIG para R$ 3 bilhões até 2025, sustentado por eficiências de custo melhores que o esperado.

Em termos de rentabilidade, a XP comenta que a margem bruta consolidada diminuiu 0,9 p.p em relação ao ano anterior, uma vez que a recuperação do B2B e as iniciativas promocionais no atacarejo (-0,3 p.p), juntamente com a maior competitividade no varejo (-1,9 p.p), mais do que compensaram a maior penetração de marcas próprias e SKUs (unidade de manutenção de estoque) importados no Sam’s (+1,8 p.p).

No entanto, a alavancagem operacional, as sinergias de custos e a maturação das lojas levaram a uma expansão da margem EBITDA ajustada de 0,6 p.p em relação ao ano anterior.

Já o lucro líquido foi de R$ 391 milhões, acima dos R$ 191 milhões previstos pela XP, impactado positivamente por uma reversão de provisão não recorrente de R$ 180 milhões e um ganho de R$43 milhões com a venda de ativos, enquanto a geração de caixa livre atingiu R$ 3,2 bilhões, apoiada por uma melhor dinâmica de capital de giro, principalmente pela nova política de pagamento de fornecedores.

Após trimestres de fracos SSS e rentabilidade abaixo da média histórica, a Genial Investimentos acredita esse trimestre deve direcionar os holofotes do varejo alimentar para o Carrefour, coroando a “volta dos que não foram” e abrindo espaço para um 2º semestre ainda mais forte no segmento alimentar.

A Genial avalia que o único ponto de atenção do resultado veio em relação ao aumento de alavancagem financeira – que passou de 3,5 vezes em 2T23 para 3,7 vezes neste trimestre. “Apesar do aumento de lucro operacional no período, o montante de dívida bruta aumentou ainda mais, fruto das captações nos últimos meses.”

A casa de análise não acredita que, neste primeiro momento, “isto deva soar os alarmes do mercado, dado que a sazonalidade positiva para vendas no 2º semestre junto a maturação de lojas convertidas deve trazer um efeito positivo para o lucro operacional da companhia − aliviando esse pequeno desconforto momentâneo”.

Negociando a um Preço/Lucro de 12,0 vezes, a Genial reitera recomendação de compra para o Carrefour, com preço-alvo de 13,50 – potencial de valorização de 26% em relação ao fechamento do último pregão.

Conforme o JPMorgan, o Carrefour Brasil reportou bons resultados no 2º trimestre de 2024, com resultados operacionais superando as expectativas do banco e as do mercado, impulsionados por melhores tendências em sua principal divisão de atacarejo.

De forma geral, dado o lucro ainda deprimido, o JPMorgan acredita que o mercado deve focar nas tendências de crescimento na receita principal e maior alavancagem operacional, e na revisão para cima da sinergia, de R$ 1 bilhão para R$ 3 bilhões no nível do Ebitda até o final de 2025, enquanto a empresa aumentou seu plano de conversão de atacarejo. Assim, as ações devem reagir positivamente, especialmente considerando que é uma das ações de varejo mais vendidas na América Latina. Com um P/L de 13 vezes para 2025, o banco americano reitera classificação neutra e preço-alvo de R$ 13.

Fonte: InfoMoney 

Setor da indústria de alimentos confirma investimento de mais de R$ 120 bilhões até 2026

Setor da indústria de alimentos confirma investimento de mais de R$ 120 bilhões até 2026

Anúncio foi realizado em reunião do presidente Lula com a Associação Brasileira de Alimentos (ABIA). Na ocasião, o ministro Fávaro destacou o crescimento de oportunidades do Brasil no mercado exterior

A indústria alimentícia confirmou, nesta terça-feira (16), o investimento de R$ 120 bilhões no Brasil até o final de 2026. O anúncio foi feito pela Associação Brasileira de Alimentos (ABIA), em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Do valor total, aproximadamente R$ 75 bilhões serão destinados à ampliação e modernização de plantas, além da construção de novas unidades em todo o Brasil. Já os outros R$ 45 bilhões serão para novas máquinas, equipamentos e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

“Meu otimismo se comprova com anúncios como este. O setor que representa 10,8% do PIB e exporta para 190 países voltou a investir no nosso país. É o resultado da volta do Brasil ao cenário global e do aumento do poder de compra dos brasileiros, com o retorno das políticas sociais e com a geração de empregos, também impulsionada pelo setor de alimentos”, destacou o presidente Lula.

Já o vice-presidente pontuou que os investimentos anunciados pela ABIA vão de encontro com duas medidas do governo do presidente Lula. A primeira é a depreciação acelerada e a segunda é o programa Brasil Mais Produtivo, que apoia micro, pequenas e médias empresas de todo o Brasil na jornada de produtividade e transformação digital de seus negócios.

O ministro Fávaro destacou que o Brasil está se confirmando como um supermercado para o mundo ao se consolidar como um grande produtor de alimentos. Explicou ainda que com esta oferta é possível gerar mais renda e emprego dentro do país. Também evidenciou o crescimento brasileiro no mercado exterior.

“Essa reunião reflete a todos nós o momento espetacular que estamos, restabelecendo o Brasil nas relações diplomáticas. Fazendo um balanço, já abrimos 160 novos mercados desde o início de 2023, em 54 países. E certamente vamos ampliar ainda mais esses números”, disse Fávaro.

O presidente executivo da ABIA, João Dornellas, realçou a importância do anúncio e oportunidades. “O Brasil se consolidou em 2023 como maior exportador de alimentos industrializado do planeta. Essa reunião veio para confirmar ao governo a aposta que a indústria brasileira de alimentos faz no país. Nós continuamos apostando na potencialidade do nosso país”.

Mercado externo

As exportações do agronegócio brasileiro, em 2023, atingiram um recorde de US$ 167 bilhões, representando um aumento de cerca de 5% em relação a 2022. Com 49%, o setor foi responsável por quase metade de todas as exportações brasileiras.

Com as novas negociações bilaterais e o reconhecimento internacional da qualidade e do controle sanitário e fitossanitário dos produtos nacionais, o Brasil, desde o início do governo Lula, já abriu 160 novos mercados em 54 país, distribuídos pelos cinco continentes.

 

 
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Vendas no varejo surpreendem e sobem 1,2% em maio, no 5º mês de alta, diz IBGE

Vendas no varejo surpreendem e sobem 1,2% em maio, no 5º mês de alta, diz IBGE

O dado de maio veio bem acima das projeções do consenso LSEG de analistas, que previam queda de 0,9% na comparação mensal; no ano, a expansão acumulada é de 5,6%

O volume de vendas do comércio varejista do Brasil cresceu 1,2% em maio ante abril, engatando cinco meses seguidos de alta, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, a expansão acumulada é de 5,6%, enquanto nos últimos 12 meses, a alta é de 3,4%.

O dado de maio veio bem acima das projeções do consenso LSEG de analistas, que previam queda de 0,9% na comparação mensal e alta de 4,0% na anual.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas cresceu 0,8% na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral variou 0,1%.

Na série sem ajuste sazonal, o varejo ampliado cresceu 5,0%, acumulando no ano alta de 4,8% ante o mesmo período de 2023 e de 3,7% em 12 meses.

Cinco das oito atividades pesquisadas ficaram no campo positivo em maio e as principais influências sobre o resultado geral foram exercidas por hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,7%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%).

Foi o segundo mês seguido de alta para hiper e supermercados, segmento que acumula ganho de 2,6% nesse período. O setor responde por 54,7% do volume de vendas no varejo.

“O resultado positivo foi bem disseminado, com apenas três atividades com queda. As de maior peso, como hiper e supermercados, artigos farmacêuticos e outros artigos de uso pessoal e doméstico cresceram. Além disso, houve questões conjunturais, como o aumento das vendas do setor de vestuário, mais focadas em calçados”, comentou em nota Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE.

Entre os elementos macroeconômicos que influenciaram os resultados do varejo, ele citou o aumento da concessão de crédito para as pessoas físicas e o crescimento da massa de rendimento salarial e do número de pessoas ocupadas. “São fatores que levam a esse resultado global maior do que o registrado em 2023”, explicou.

Os setores de tecidos, vestuário e calçados (2,0%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,2%) e livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%) também tiveram resultados positivos. No caso do primeiro segmento, a alta veio após dois meses seguidos de variações negativas.

De modo distinto, no setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, o resultado de maio representou o quarto positivo seguido nessa comparação, acumulando alta de 12,6% no período.

Já no caso de livros, jornais, revistas e papelaria, a variação positiva foi precedida por dois meses seguidos no campo negativo.

Os demais setores tiveram resultados negativos: móveis e eletrodomésticos (-1,2%), combustíveis e lubrificantes (-2,5%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-8,5%).

“No setor de combustíveis e lubrificantes, essa queda tem a ver com a diminuição de uma atividade de transporte no sul do país, em decorrência das enchentes”, detalhou o pesquisador.

“Em móveis e eletrodomésticos, houve duas trajetórias distintas: enquanto as vendas dos eletrodomésticos cresceram, as dos móveis caíram. Já na atividade de material para escritório, informática e comunicação, o dólar estava valorizado em relação ao real, o que afugenta as demandas do setor de informática, que são mais de produtos importados”, pontuou.

Maio ante maio

Na comparação com maio do ano passado, o volume de vendas do varejo avançou 8,1%. Essa alta foi disseminada por cinco das oito atividades: outros artigos de uso pessoal e doméstico (14,5%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (13,6%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (10,5%), móveis e eletrodomésticos (2,1%) e tecidos, vestuário e calçados (2,0%).

As outras três atividades tiveram resultados negativos: livros, jornais, revistas e papelaria (-8,9%), combustíveis e lubrificantes (-3,2%) e equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-0,2%).

“Esse crescimento de 8,1% é bem consistente e só se assemelha a fevereiro deste ano. Hiper e supermercados, artigos farmacêuticos e outros artigos de uso pessoal e doméstico tiveram ganhos mais pronunciados, de dois dígitos, e ajudaram a manter esse ritmo de crescimento mais forte”, avaliou Cristiano Santos.

Fonte: Infomoney

 

 
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Neste mês entra em vigor novas regras de rotulagem para embalagens de café

Neste mês entra em vigor novas regras de rotulagem para embalagens de café

Para o Instituto de Embalagens, nova rotulagem das embalagens de café desempenhará um papel essencial na orientação dos consumidores, além de se conectar ainda com as suas necessidades

Com alterações aprovadas em 2023, os padrões de classificação para o café torrado comercializado no Brasil, estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, a partir da portaria 570, devem entrar em vigor a partir de julho deste ano. Com um ano e meio para se adequar, a indústria nacional pretende aumentar o consumo interno de sacas de café – em 2023, foram mais de 21 milhões de sacas de 60kg, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café.

Com o objetivo de monitorar a qualidade do produto entregue aos consumidores, os novos rótulos buscam garantir a qualidade do café torrado. Algumas mudanças poderão ser percebidas diretamente pelo consumidor, já que estarão expostas nas embalagens, como: a tipo de café, o ponto de torra e a denominação “fora de tipo”, caso o produto não consiga atingir os padrões mínimos de cafeína, extrato aquoso e a nota de qualidade global da análise sensorial oficialmente estabelecidos.

E como isso impacta o consumidor? Na análise da diretora do Instituto de Embalagens, Assunta Napolitano Camilo, as alterações nas embalagens são importantes para melhor direcionar o consumidor. “A rotulagem de embalagens de café desempenha um papel essencial na orientação dos consumidores, fornecendo informações importantes sobre a origem, qualidade, frescor e características nutricionais do produto, permitindo que façam escolhas de acordo com suas preferências e necessidades individuais”, destaca a diretora.

Assunta ainda ressalta que a indústria, principalmente no setor de alimentos, precisa caminhar para se conectar com as necessidades dos consumidores. “Os consumidores estão cada vez mais interessados em saber o que estão consumindo e de onde vêm os produtos. Rótulos claros que fornecem informações detalhadas sobre os ingredientes, processos de fabricação, origem e impacto ambiental do produto ajudam a satisfazer essa demanda por transparência. As empresas têm que investir em rotulagem transparente e informativa, fornecendo detalhes sobre os produtos que vão além dos requisitos regulatórios mínimos”, informou.

A responsabilidade pela venda de produto adulterado será compartilhada entre os produtores de café e o varejo. Na prática, essa medida deve coibir a venda de produtos irregulares e elevar o padrão de qualidade do café. “Examine cuidadosamente a embalagem e os rótulos dos produtos em busca de sinais de autenticidade, como logotipos, hologramas, códigos de barras, selos de qualidade e certificações. Preste atenção em qualquer sinal de adulteração, como embalagens danificadas, rótulos mal impressos ou selos ausentes”, indica Assunta.

Os consumidores estão cada vez mais interessados na história por trás do café que consomem. A nova rotulagem das embalagens é uma oportunidade para explorar o design para destacar a origem do café, incluindo informações sobre a região de cultivo, fazenda ou cooperativa, e as histórias por trás da produção. “A sustentabilidade das embalagens é uma tendência crescente, com marcas optando por materiais de embalagem recicláveis e que usem reciclados, bem como por embalagens reutilizáveis”, observa Assunta.

Além disso, segundo ela, a segurança com o uso de tampas mais seguras ou com lacres evidentes, bem como a conveniência de tampas que permitem o refechamento, e embalagens que após podem ser utilizadas para outros fins. são outros fatores que impactam na escolha dos consumidores.

 

 
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