E-commerce no Brasil atinge R$ 100,5 bilhões no primeiro semestre de 2025

E-commerce fatura R$ 125 bilhões e cresce 24% no primeiro semestre

O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 125 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 24,37% em relação ao mesmo período de 2025, quando o faturamento foi de R$ 100,5 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM).

No período, foram registrados 242 milhões de pedidos, com ticket médio de R$ 517. A entidade projeta que 2026 termine com 460,87 milhões de pedidos e faturamento acima de R$ 260 bilhões.

Segundo Fernando Mansano, presidente da ABIACOM, “a preferência pelos canais virtuais continua crescendo e mantém o e-commerce aquecido”.

A associação também destaca o surgimento de novas plataformas, o investimento dos lojistas em redes sociais, vídeos, transmissões ao vivo e influenciadores, além do uso de inteligência artificial, como fatores presentes na evolução do setor.

Fonte: Giro News

Marca própria será a evolução estratégica natural e decisiva no atacarejo

O setor de atacarejo tem sido o formato e modelo de negócio com maior expansão no mercado brasileiro. Nos últimos tempos, porém, tem sofrido com o próprio sucesso. Inspirado nos clubes de atacado, os warehouse clubs dos EUA, é o formato que melhor entende e atende aos consumidores cada vez mais orientados para valor nos segmentos de alimentação, bebidas e limpeza.

O sucesso do modelo estimulou uma forte expansão do número de operadores, marcas e grupos empresariais atuando no setor.

O modelo desenvolvido no Brasil tem avançado em participação de mercado e provocado transformações relevantes nos demais formatos e modelos de negócios que atuam nessas categorias.

E uma de suas principais características é que atende igualmente ao consumidor final, ao transformador e ao pequeno revendedor.

Suas premissas fundamentais como modelo envolvem custos baixos, operações em escala, alta produtividade e poder de fogo nas negociações com fornecedores.

Como resultado de tudo isso, tornou-se o setor prioritário para a indústria e as marcas.

O sucesso alcançado fez crescer muito a concorrência entre antigos e novos operadores desse conceito, impondo perdas de participação a outros formatos concorrentes diretos como super e hipermercados.

A próxima fronteira

A multiplicação dos atacarejos no Brasil criou uma situação particular, pois, quanto mais crescem e ampliam sua participação, mais iguais se tornam na sua essência operacional e mais concentram a diferenciação fundamental na questão do preço.

Com sortimentos similares, layouts parecidos, serviços limitados pelo modelo e propostas muito semelhantes, todos dependem das mesmas marcas, produtos e fornecedores e concentram sua eventual diferenciação na localização e no preço.

O movimento de desenvolver marcas próprias, recém-lançadas pelo Assaí caracteriza a próxima fronteira nesse negócio e tende a crescer de forma marcante.

Na busca por melhoria da competitividade em preço, diferenciação e alguma fidelização, o atacarejo no Brasil vai evoluir para incorporar marcas próprias como uma evolução estratégica natural.

O modelo global, mais uma vez, é o benchmarking referencial.

Na Costco, o mais relevante operador no mundo, sua marca própria Kirkland, presente em todas as categorias de produtos, de vestuário a alimentos, bebidas, vinhos, vitaminas e medicamentos, é um diferencial competitivo fundamental pelos preços praticados e pela qualidade dos produtos.

De alguma forma, a operação Kirkland na Costco redefiniu o papel da marca própria dentro do varejo como um todo e tem participação pouco superior a 35% nas vendas totais da corporação.

O que ocorreu com a Costco e agora se inicia por aqui é uma etapa que será fundamental na análise do desempenho futuro desse setor, pois deverá mudar estrategicamente o modelo de negócio.

Movimento estrutural, e não tático

Importante lembrar que o movimento de marcas próprias nos setores de alimentos e bebidas no Brasil tem características distintas das que acontecem na Europa ou nos EUA.

Por aqui, as marcas próprias nesses setores representam em torno de 7% das vendas dos operadores de super e hipermercados. Nos Estados Unidos, em torno de 22%, e na Europa, se aproxima dos 40%. Alguns grupos, como Tesco na Inglaterra, chegam a ter cinco marcas próprias numa mesma categoria de produtos.

A evolução para as marcas próprias no setor de atacarejo é uma alternativa estratégica necessária para os grupos que queiram e possam entrar nesse jogo para concorrer num segmento cada vez mais adensado de competidores e com a intensificação da concorrência entre operadores, precipitada por um consumidor mais empoderado pela ampliação de alternativas.

Ao desenvolver uma marca própria, o operador pode melhorar a margem, controlar preços de referência, diferenciar sua proposta e, de alguma forma, reduzir a dependência de alguns fornecedores industriais, pois amplifica as alternativas de abastecimento, local e global..

O redesenho do mercado

Interessante observar que esse movimento de desenvolvimento de marcas próprias no atacarejo também acontece de alguma forma no setor de farmácias. Esses são os dois segmentos com os maiores índices de crescimento no Brasil nos últimos tempos.

Ainda que no setor farmacêutico, com todo um processo de controle e limitações.

A evolução desse processo, com a expansão das marcas próprias no atacarejo, ao mesmo tempo que também evolui no setor de farmácias, deverá gerar aumento da pressão de margens em parte da indústria, eventual consolidação de fornecedores, crescimento de novos fabricantes dedicados às marcas próprias e uma redefinição de peso e poder nas cadeias de distribuição. E, de alguma forma, estimular o aumento da importação de algumas categorias de produtos passíveis de serem comercializados com marca própria.

Os principais operadores de atacarejo do Brasil, como Atacadão, Assaí, Mateus, Tenda, Max-Muffato, Fort-Pereira, Mart Minas, Spani, Roldão e muitos mais, deverão dedicar crescente atenção ao tema das marcas próprias como caminho natural para se manterem competitivos e buscarem melhorias nos resultados.

Da mesma forma que as principais redes de farmácias, como RD, DPSP, Pague Menos, Panvel, Drogaria São Paulo, São João, Nissei, Araújo e mais as redes associativas e centrais de negócios atuando no setor, como Farmarcas, Febrafar, Unifarma e outras, também poderão buscar alternativas para ampliar sua competência em desenvolver, operar e se consolidar com marcas próprias.

O que temos em algumas outras categorias de produtos, como nos setores de moda, com predominância dos modelos de negócios concentrados com marcas próprias, como Renner, Riachuelo, Zara, H&M e outras, ainda que com características muito diferentes por conta da força da indústria fornecedora, poderá ser uma sinalização da potencial transformação em gestação.

Reflexão final

O Brasil não evoluiu tanto nas marcas próprias de alimentos, limpeza e bebidas nos setores de super e hipermercados como aconteceu no resto do mundo e como acontece por aqui em outras categorias.

A evolução e o empoderamento do omniconsumidor, combinados com o crescimento da demanda orientada para valor, redesenha toda a realidade de mercado.

E parte dessa reconfiguração tem como implicação também o desenvolvimento de canais diretos de conexão e venda para os consumidores por parte da indústria, por meio de operações próprias ou franqueadas, como é o movimento em evolução envolvendo JBS, Nestlé, Unilever, Samsung e muitos outros.

E se considerarmos a potencialização e aceleração dessas transformações pela integração de IA, tudo isso vale muita reflexão.

E, principalmente, ação.

Fonte: Mercado & Consumo

Assaí investe na região Norte com novo CD e loja em Manaus (AM)

Assaí amplia marcas próprias e estreia na categoria de sucos integrais

Novo produto, elaborado com 100% de suco de uva, reforça a estratégia da rede de oferecer qualidade, variedade e preço competitivo para o dia a dia dos(as) clientes

O Assaí dá continuidade à sua estratégia de Marcas Próprias e anuncia a ampliação de seu portfólio com a entrada na categoria de sucos integrais.

Com a marca Assaí, o novo Suco de Uva Integral está disponível em embalagens de 1,35L, nas opções Pet e de Vidro. Produzido na Serra Gaúcha, a partir de colheita manual das frutas, garantindo uma rigorosa seleção de matéria-prima, é composto por 100% de suco de uva, sem adição de açúcares, preservando as características naturais.

“Cada lançamento das nossas Marcas Próprias representa mais um passo na construção de um portfólio pensado para atender diferentes momentos de consumo. A estreia na categoria de sucos integrais reforça esse compromisso ao oferecer um produto que atende requisitos cada vez mais valorizados pelos(as) nossos(as) clientes, como insumos de qualidade e origem reconhecida”, afirma Loiane Silveira, Diretora de Marcas Próprias do Assaí.

As duas versões já estão disponíveis nas 118 lojas do Assaí no estado de São Paulo.

O crescimento das marcas próprias no varejo

Marcas próprias deixam de disputar apenas preço e redefinem a estratégia do varejo

Qualidade, inovação e fidelização impulsionam avanço das marcas exclusivas das redes, enquanto especialistas apontam uma nova relação entre varejo, indústria e consumidor

Já foi o tempo em que as marcas próprias eram associadas principalmente a preços menores. Hoje, elas ocupam uma posição cada vez mais estratégica no varejo: passaram a ser utilizadas pelas redes para fidelizar clientes, ampliar a diferenciação e conquistar espaço em novas categorias.

Por outo lado, depois de anos marcados por inflação elevada, perda de poder de compra e mudanças nos hábitos de consumo, o cliente passou a fazer escolhas menos baseadas em tradição e mais orientadas pela relação entre custo, qualidade e confiança.

Segundo levantamento global da NielsenIQ realizado em 25 países, 69% dos consumidores acreditam que as marcas próprias oferecem excelente custo-benefício, enquanto 68% consideram esses produtos boas alternativas às marcas tradicionais. Além disso, 58% afirmam que a marca deixou de ser determinante na decisão de compra: o importante é encontrar um produto que atenda às necessidades.

Essa mudança de comportamento levou grandes varejistas brasileiros a ampliar seus investimentos em marcas próprias. Ao lançar linhas exclusivas, as redes conseguem oferecer itens que não podem ser encontrados nos concorrentes, fortalecem a fidelização dos consumidores e ampliam sua capacidade de responder rapidamente às mudanças de comportamento do mercado.

O Assaí Atacadista, por exemplo, ampliou recentemente sua estratégia de marcas próprias com o lançamento de duas novas bandeiras: Assaí, voltada ao consumidor final, e Assaí Chef, direcionada aos pequenos empreendedores e ao food service. A empresa também reformulou a Econobom, sua marca de primeiro preço.

Segundo Loiane Silveira, diretora de Marcas Próprias do Assaí, a iniciativa faz parte de uma estratégia de longo prazo. “As marcas próprias representam um novo passo na nossa estratégia e uma importante avenida de crescimento sustentável a longo prazo, conectando nossa escala, eficiência operacional e profundo conhecimento do cliente.”

Categorias de alto consumo orientam lançamentos

Silveira afirma que a estratégia começa pelas categorias de maior giro e presença no cotidiano dos consumidores, mas também por novas ocasiões de consumo para ampliar o portfólio.

“Priorizamos categorias que possuam alta penetração e alto giro no cotidiano dos nossos clientes”, explica. Entre os lançamentos recentes está a linha de vegetais congelados do Assaí Chef Profissional, voltada principalmente ao segmento de alimentação fora do lar.

De acordo com Loiane, a estratégia também considera aspectos como qualidade, embalagens adequadas e competitividade.

“O desenvolvimento das nossas marcas próprias visa fortalecer a competitividade e a eficiência na nossa relação comercial com os fornecedores e as indústrias parceiras. Acreditamos que um portfólio diversificado em nossas lojas atrai ainda mais fluxo de clientes, o que beneficia todo o ecossistema de fornecimento”, explica.

Além dos produtos de consumo recorrente, o Assaí também acompanha sazonalidades e ocasiões específicas para ampliar seu portfólio. Um exemplo são os lançamentos voltados para momentos de confraternização, como discos com mix de amendoins e versões tradicional e picante de pão de alho comercializadas sob a marca Assaí.

“O objetivo do Assaí não é reduzir o espaço da indústria, mas oferecer mais opções ao cliente e fortalecer sua própria competitividade”, diz a executiva.

Marcas próprias ganham novos atributos

No Grupo Pão de Açúcar (GPA), as marcas próprias também deixaram de ser sinônimo de preço baixo para ocupar diferentes nichos de consumo.

O grupo estruturou um portfólio segmentado, que reúne marcas voltadas para perfis distintos de consumidores. A Taeq concentra produtos ligados à saudabilidade; a Qualitá atua em diversas categorias de alimentos, higiene, limpeza e cuidados com a casa; a marca Pão de Açúcar atende ao segmento gourmet e premium; enquanto a Club des Sommeliers reforça a atuação da companhia no mercado de vinhos.

Segundo Anderson Gonçalves de Brito, gerente de Desenvolvimento de Marcas Exclusivas do GPA, o objetivo é oferecer uma proposta de valor que vá além da economia.

“O consumidor já não precisa escolher entre preço e qualidade. Hoje ele encontra ambos reunidos na mesma proposta de valor. Exatamente por isso, percebemos um cliente muito mais aberto a experimentar produtos que entreguem qualidade, inovação, saudabilidade, conveniência e uma experiência diferenciada”, diz Brito.

Para chegar a esse resultado, o desenvolvimento de um novo produto pode levar até dois anos, passando por testes laboratoriais, avaliações sensoriais e um processo conjunto de desenvolvimento com fornecedores.

Para o executivo, essa arquitetura permite acompanhar diferentes jornadas de consumo e responder às novas demandas do mercado. Para isso, a Inteligência Artificial é decisiva ao apoiar o entendimento do que é apenas tendência e o que é demanda real.

“O desenvolvimento das nossas marcas próprias parte de uma leitura contínua do comportamento do consumidor. Utilizamos dados e inteligência de mercado para identificar oportunidades de inovação, ajustar o portfólio e desenvolver produtos que tragam diferenciação dentro de categorias já consolidadas”, explica Brito.

Apesar do avanço da IA e da personalização no varejo, o futuro das marcas próprias dependerá da construção de vínculos mais fortes com os consumidores. A Circana, consultoria global especializada em inteligência de mercado e comportamento do consumidor, aponta que a Geração Z já lidera essa transformação, com maior percepção de qualidade e forte engajamento com essas marcas nas redes sociais.

O avanço também é global

O fortalecimento das marcas próprias também avança para além dos supermercados. Empresas de diferentes segmentos têm apostado na estratégia para oferecer produtos exclusivos e fortalecer o relacionamento com os clientes.

A Amazon reúne linhas próprias em diversas categorias com a Amazon Basics, a Renner aposta na Alchemia para ampliar sua presença na perfumaria de nicho e a RD Saúde expande o papel da Needs, que ganhou espaço além dos itens tradicionais de higiene e cuidados pessoais.

Nos Estados Unidos, grandes redes como Walmart, Costco, Kroger e Target também vêm ampliando seus portfólios exclusivos como estratégia para diferenciar a oferta, fidelizar clientes e aumentar a competitividade.

Os números reforçam essa tendência. De acordo com relatório da Private Label Manufacturers Association (PLMA), com dados da Circana, as marcas próprias continuaram ganhando espaço no primeiro semestre de 2026 e superaram as marcas nacionais na principal métrica do setor: o volume de produtos vendidos.

Nos primeiros seis meses do ano, as vendas em unidades de marcas próprias cresceram 0,2%, enquanto as das marcas nacionais recuaram 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com esse desempenho, a participação de mercado das marcas próprias atingiu 23,8%, o maior patamar já registrado pela série histórica da Circana.

Um consumidor menos fiel às grandes marcas

A expansão das marcas próprias acompanha uma mudança importante no comportamento de compra. A fidelidade às marcas tradicionais perdeu força à medida que os consumidores passaram a avaliar mais a experiência de uso do que o nome estampado na embalagem.

Dados da NielsenIQ mostram que 58% dos consumidores afirmam comprar hoje mais variedade de marcas do que compravam anteriormente, enquanto 65% acreditam que conseguem encontrar produtos capazes de atender às suas necessidades independentemente do fabricante.

O resultado é um consumidor mais aberto a testar produtos de marca própria, um fator que tem contribuído para a expansão da categoria.

Fonte: Consumidor Moderno

Nutrella é comprada por R$ 4,7 milhões

O novo dono da Nutrella foi definido na sexta-feira (24). A marca de pães foi arrematada por R$ 4,7 milhões em leilão, encerrando um capítulo de meses de impasse entre a Bimbo e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Com a comissão de 5% do leiloeiro, o valor total da operação chega a R$ 4,935 milhões.

A identidade do comprador ainda não foi revelada. A venda da Nutrella foi uma exigência do Cade para aprovar a aquisição da Wickbold pela Bimbo, em setembro de 2025, por meio de um Acordo em Controle de Concentrações (ACC).

Capítulo pode não estar encerrado

Pelo acordo, a marca precisava ser vendida para uma empresa que não atuasse no segmento de pães industrializados, garantindo a manutenção da concorrência no mercado. As restrições limitaram o número de interessados e, após tentativas frustradas de venda direta, a Nutrella acabou indo para leilão.

Mesmo com a conclusão da disputa, o processo ainda pode ter novos capítulos, já que a Bimbo contestou pontos do edital e pode questionar o resultado, segundo informações da Exame. O Grupo Bimbo assinou o contrato de compra das operações da Wickbold em 2024 e recebeu aprovação do Cade em setembro do ano passado.

Fonte: Giro News

Estratégia de marcas próprias impulsiona expansão do food service

Estratégia de marcas próprias impulsiona expansão do food service

No primeiro quadrimestre de 2026, de acordo com o Sebrae, a abertura de pequenos negócios no Brasil cresceu 14% em relação a igual período de 2025

No primeiro quadrimestre de 2026, de acordo com o Sebrae, a abertura de pequenos negócios no Brasil cresceu 14% em relação a igual período de 2025, o equivalente a mais de 2 milhões de novos negócios registrados. Além disso, o país aparece em segundo lugar, em ranking mundial, com a maior população com potencial empreendedor do mundo.

Diante desse cenário, o setor de food service se destaca entre os que mais cresceram com novos negócios, sejam formais ou informais. Nesse contexto de expansão, o Grupo Queiroz vem diversificando seu próprio portfólio para oferecer melhor custo-benefício ao pequeno e médio empreendedor.

O Grupo ampliou sua estratégia de desenvolvimento de marcas próprias, criando um conjunto de marcas voltado principalmente às demandas do food service, setor que reúne negócios de alimentação como restaurantes, lanchonetes, padarias, cafeterias e serviços de delivery.

Entre as marcas mantidas pela empresa está a Pakan, que atualmente conta com uma linha composta por produtos como batata congelada, morango congelado, queijo muçarela, presunto, presunto de peru, delícia de peru, bacon fatiado e em cubos, linguiça calabresa, alho e batata palha.

A decisão de investir em marcas próprias permite ao Grupo ampliar o controle sobre qualidade, preços e disponibilidade dos produtos, além de oferecer soluções mais competitivas aos empreendedores do setor de alimentação.

A linha de produtos da Pakan, segundo o diretor do grupo, Anderson Queiroz, está em constante ampliação. “Em breve devemos lançar novos itens, o que vai nos permitir diversificar ainda mais o portfólio”, disse.

A empresa também mantém a Embalar Mais, marca direcionada ao segmento de embalagens, área em que o Grupo Queiroz é referência na região Norte. Nesse segmento há uma variedade de itens que vão desde o saco plástico, copo, talher, formas, luva, espeto de bambu até pano multiuso.

De acordo com Anderson Queiroz, com esse mix de produtos, o Grupo se posiciona no mercado como uma fornecedora completa para atender o negócio de quem atua na capital e também no interior do estado.

“Nosso investimento em marcas próprias representa um compromisso com o fortalecimento do empreendedorismo. Mais do que comercializar produtos, buscamos entregar soluções que gerem valor para quem está à frente de um negócio de alimentação. Quando oferecemos qualidade, inovação, competitividade e preços acessíveis, contribuímos para que nossos clientes tenham mais eficiência operacional e maior rentabilidade”, destaca o diretor.

Fonte: A Crítica.Com

Nestlé simplifica operações e negocia venda de divisão de sorvetes

Nestlé investirá R$ 540 milhões na fábrica de Araçatuba (SP)

A Nestlé anuncia um investimento de R$ 540 milhões em sua fábrica de Araçatuba (SP) até 2028, reforçando o papel estratégico da unidade para a operação brasileira de Nutrição e Saúde. Os recursos serão destinados à modernização industrial, ao ganho de eficiência operacional, à incorporação de novas tecnologias e ao fortalecimento da capacidade produtiva da fábrica, que reúne algumas das linhas de maior complexidade tecnológica do portfólio da companhia.

A unidade é a maior fábrica da Nestlé Brasil em receita líquida, impulsionada pela produção de categorias de alto valor agregado, como fórmulas infantis, nutrição médica e produtos para o envelhecimento saudável. Atualmente, produz mais de 180 itens para todas as fases da vida e conta com cerca de 800 colaboradores diretos e 200 indiretos, abastecendo principalmente o mercado nacional, além de exportar para países da América Latina e do Oriente Médio.

Investimento reforça estratégia da companhia

O anúncio faz parte do ciclo de investimentos da Nestlé no Brasil entre 2025 e 2028 e reforça a estratégia global da companhia, que tem a área de Nutrição e Saúde como um de seus quatro negócios prioritários.

“A área de Nutrição e Saúde representa uma das principais avenidas de crescimento da Nestlé no mundo, e o Brasil ocupa uma posição estratégica nessa jornada. O investimento em Araçatuba demonstra nossa confiança na capacidade da operação brasileira de produzir alimentos de alta complexidade tecnológica e com os mais elevados padrões de qualidade, para atender consumidores do Brasil e de outros países”, afirma Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil.

Fonte: Giro News

Novo Atacarejo expande operação e chega a Alagoas

A rede nordestina Novo Atacarejo anunciou a expansão de seus negócios para Alagoas por meio da conversão de cinco unidades da bandeira Mix Mateus, pertencentes ao Grupo Novo Mateus. O processo de reposicionamento também envolve a mudança de marca de 14 lojas em Pernambuco e nove na Paraíba. Com esse movimento estratégico, a bandeira de atacarejo consolida sua presença regional e passa a contabilizar um total de 67 pontos de venda distribuídos por 43 cidades nos três estados.

Bandeira Novo Mercatto

O plano do grupo, nono maior do setor atacadista no ranking Abras 2026, também inclui a estreia da bandeira Novo Mercatto com foco em serviços nas unidades Mateus Casa Forte (PE) e Mateus Altiplano (PB), enquanto a marca Mix Mateus segue ativa nas demais regiões do país. Fundada em 2019 no interior pernambucano, a rede Novo Atacarejo opera agora com 51 lojas em Pernambuco, 11 na Paraíba e as 5 novas filiais alagoanas.

Fonte: Giro News // Foto: Créditos: Renan Martins/Divulgação

 

Marcas próprias: como elas se tornaram gigantes no mundo e o que isso diz ao varejo brasileiro

Marcas próprias: como elas se tornaram gigantes no mundo e o que isso diz ao varejo brasileiro

Se no Brasil as marcas próprias ainda enfrentam barreiras culturais e operacionais, representando uma fatia tímida que oscila entre 8% e 15% do faturamento das redes, no exterior o cenário é de dominância. Em mercados maduros, a participação varia de 30% a 50%, chegando a romper a barreira dos 60% em categorias específicas. De acordo com dados globais, o preconceito acabou: hoje, 69% dos consumidores ao redor do mundo enxergam um excelente custo-benefício nesses produtos, e 68% os consideram alternativas perfeitamente equivalentes ou superiores às marcas líderes da indústria.

Para compreender esse abismo de maturidade e capturar os insights que podem destravar o crescimento do setor no Brasil, a reportagem da SA+ conversou com Fátima Merlin, CEO da Connect Shopper e vice-presidente da Abmapro (Associação Brasileira de Marcas Próprias).

Ela explicou que o avanço global da categoria é explicado por uma transição clara através de quatro gerações históricas. “Tudo começou na primeira geração com os produtos genéricos, focados estritamente em preço baixo, com embalagens rudimentares e ausência de marca. Em seguida, as duas gerações seguintes trouxeram a estratégia conhecida como ‘me too’, em que o varejista passou a carimbar sua marca na embalagem para tentar igualar a qualidade percebida das marcas líderes. O grande salto veio com a quarta geração, batizada de Geração Valor. Nascida sob o impacto da crise global de 2008, essa fase atual deslocou o vetor de atração do preço para pilares de inovação, sustentabilidade, saudabilidade e bem-estar.”

Apesar de ainda pequeno comparado à Europa, o mercado nacional de marcas próprias começa a ganhar tração, confira a seguir.

O modelo europeu e as engrenagens da maturidade

A Europa posiciona-se como o ecossistema mais avançado do planeta no segmento, com as marcas próprias respondendo por uma média de 30% a 37% das vendas dos supermercados. A Suíça lidera o ranking global, ostentando impressionantes 48% de participação de mercado.

Neide Montesano, presidente da Abmapro ,apontou à SA+ que esse sucesso continental é sustentado por dois diferenciais competitivos fundamentais. Primeiro, há o controle total do espaço de gôndola, uma vez que o varejista europeu detém a governança absoluta de suas prateleiras e não comercializa esses espaços para a indústria, priorizando a máxima eficiência do sortimento.

Segundo, a maturidade da cooperação entre varejo e indústria e as legislações flexíveis permitem que grandes conglomerados multinacionais, como Coca-Cola e Nestlé, fabriquem abertamente produtos sob a marca dos próprios supermercados, garantindo escala e excelência técnica ao canal.

Cases globais e as operações bilionárias de sucesso

Os números que cercam os grandes players globais traduzem o poder e a sofisticação dessa estratégia comercial. Na Espanha, o Mercadona é considerado a melhor operação de marca própria do mundo. Suas marcas exclusivas, como Hacendado e Deliplus, representam mais de 50% das vendas e ocupam 82% das gôndolas da rede, que abre mão de guerras promocionais agressivas em prol de um sortimento enxuto.

No Reino Unido, a Tesco abocanha de 35% a 40% das vendas com uma forte arquitetura de premiumização ancorada na linha Tesco Finest. Também no mercado britânico, a Sainsbury’s atinge de 40% a 50% das vendas focando em saudabilidade, enquanto a Marks & Spencer protagoniza o caso mais radical do varejo mundial ao operar com praticamente 100% de marca própria, baseada na extrema confiança do consumidor em seus produtos.

Ainda na Europa, a Alemanha se destaca com o modelo hard discount liderado por Aldi e Lidl. O Aldi ultrapassa os 80% de participação de marca própria e o Lidl supera os 75%, ambos dominando o mercado com poucos SKUs, extrema eficiência operacional e alta velocidade de inovação.

Cruzando o Atlântico, os Estados Unidos mostram números igualmente impressionantes. A marca própria do Costco, a Kirkland Signature, responde por cerca de 30% das vendas da rede e fatura mais do que gigantes multinacionais como Nike e Coca-Cola, oferecendo qualidade igual ou superior à marca líder com preços 15% a 25% menores.

O Trader Joe’s opera com cerca de 80% do sortimento próprio, investindo em uma curadoria rígida e em um forte storytelling para transformar a compra em uma jornada de descoberta. Por fim, a Target transformou sua marca Good & Gather em um negócio de US$ 4 bilhões, e o Walmart avança a passos largos com a Bettergoods, uma linha focada em opções gourmet e plant-based que está prestes a bater US$ 500 milhões em faturamento.

As lições internacionais e a harmonia nas prateleiras

Para romper o teto histórico de faturamento e consolidar a marca própria como um ativo de primeira linha, o varejista brasileiro precisa absorver a mudança de mentalidade praticada lá fora. Fátima Merlin chama a atenção para o fato de que, no mercado nacional, a categoria ainda fica muito subordinada aos departamentos comerciais ou de compras.

“O que eles fazem de diferente dos varejistas brasileiros? Nos líderes mundiais, a marca própria é estratégia e diferencial competitivo, sendo tema de conselho e presidência”, aponta a CEO da Connect Shopper.

Nessa visão de alta governança, as redes internacionais desenham portfólios complexos para atender múltiplos perfis de público. “Eles pensam em arquitetura de marcas, possuindo linhas econômicas, mainstream, premium, saudáveis e sustentáveis”, detalha a especialista.

Para sustentar essa engrenagem, o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento torna-se indispensável, com redes como Mercadona, Tesco e Costco mantendo equipes dedicadas a testes sensoriais e engenharia de embalagens. Nessas corporações, o foco na excelência técnica vem antes do custo. “Trabalham qualidade antes de preço. O mantra internacional é: Primeiro melhor. Depois mais barato'”, enfatiza Fátima.

Outro diferencial é o uso inteligente da tecnologia e dos dados para mapear o comportamento de compra e as lacunas nas gôndolas. “Eles analisam missões de compra e necessidades não atendidas. A marca própria nasce de um insight de cliente”, explica a especialista. Como consequência, o sucesso passa a ser medido por métricas de valor de longo prazo, como o índice de recompra, a fidelização via NPS, a margem incremental e o valor do tempo de vida do cliente (CLV).

Esse novo horizonte para o varejo, contudo, não prevê o enfraquecimento das indústrias tradicionais. “O cenário internacional mostra que o futuro das marcas próprias não é a exclusão das marcas nacionais, mas sim uma ‘harmonia nas prateleiras'”, avalia Fátima. O grande segredo para alcançar esse equilíbrio global foi a coragem de colocar o shopper no centro do desenvolvimento.

“O varejo global de sucesso aprendeu a colocar o consumidor, chamado de ‘chefe’ por redes como a Mercadona, no centro do desenvolvimento, oferecendo transparência, ingredientes limpos e uma equação justa de valor”, crava.

Ao consolidar essa postura, o mercado internacional decreta o fim da era dos produtos de baixo valor percebido. “Quando olhamos os grandes varejistas internacionais, fica claro que a marca própria deixou de ser uma alternativa de preço para se tornar uma estratégia central de diferenciação, fidelização e rentabilidade”, conclui.

Fonte: SA Mais

Pague Menos quer dobrar receita com marcas próprias após primeiro bilhão

As marcas próprias ganharam protagonismo na estratégia das Farmácias Pague Menos. Após atingir R$ 1 bilhão em faturamento no segmento em 2025, a varejista pretende dobrar esse resultado até 2029, apoiada em uma reorganização do portfólio, fortalecimento da marca Dauf e investimentos em categorias como vitaminas, dermocosméticos e proteção solar.

Em entrevista exclusiva ao Panorama Farmacêutico, Mariana Senhore, diretora de marcas próprias do grupo, afirmou que o desempenho é resultado de uma estratégia construída para ampliar o acesso dos consumidores a produtos de qualidade com preços competitivos. “Nos propusemos a ser uma marca que amplia o acesso ao cuidado diário. Isso faz com que nossos produtos estejam presentes na cesta do consumidor”, afirma.

Segundo a executiva, a capilaridade do portfólio também foi decisiva para o crescimento. Atualmente, a companhia atua em cerca de 40 categorias, com mais de 800 SKUs. A marca Dauf, principal bandeira própria da rede, lidera esse desempenho.

“A Dauf tem uma aceitação muito grande entre os clientes por entregar uma combinação excelente entre custo-benefício e performance. As pessoas acabam se surpreendendo positivamente com a qualidade dos produtos”, destaca.

Farmácias mudam percepção sobre marcas próprias

Para Mariana, o varejo farmacêutico vem promovendo uma mudança importante na forma como o consumidor enxerga as marcas próprias. “Pela primeira vez, a participação das marcas próprias no varejo farmacêutico ultrapassou a do varejo alimentar, que foi quem desenvolveu essa categoria no Brasil”, analisa.

Na avaliação da executiva, essa evolução está relacionada ao posicionamento adotado pelas redes. “O setor farmacêutico está construindo marcas desejadas pelos consumidores, e não apenas produtos de marca própria. O desafio agora é ressignificar a percepção de qualidade e fortalecer ainda mais essa relação de confiança”, pontua.

Embora o mercado brasileiro ainda esteja distante da maturidade observada em países europeus, onde a participação das marcas próprias supera 40% em alguns mercados, Mariana acredita que existe amplo espaço para expansão.

Segundo levantamento da Nielsen, há uma tendência positiva e de ganho de importância das marcas próprias. Essa categoria já movimenta R$ 5,3 bilhões no varejo farmacêutico nacional, representando 4,9% do faturamento do setor. Nos últimos cinco anos, a Pague Menos teve crescimento de 20% nesta frente.

Quatro pilares para sustentar o crescimento

O plano estratégico da Pague Menos para os próximos anos está baseado em quatro verticais. A primeira envolve a reorganização da arquitetura de marcas. Hoje, o portfólio reúne 13 marcas próprias, mas a intenção é reduzi-las para apenas quatro. “Isso traz maior clareza para a operação, otimiza investimentos e fortalece nossas principais marcas”, contextualiza Mariana.

O segundo eixo concentra esforços na Dauf, que passará por um processo de rebranding. “A pesquisa mostrou que o consumidor gosta da marca, mas considera que ela ainda é tímida e precisa estar mais presente. Vamos modernizar sua identidade visual, preservando toda a credibilidade construída ao longo dos anos”, revela.

Outra prioridade será ampliar a participação em categorias de maior valor agregado. A proposta é reduzir a dependência de categorias mais básicas e investir em segmentos com maior potencial de diferenciação, construção de marca e rentabilidade, entre os quais proteção solar, cuidados faciais, cuidados corporais e vitaminas.

O quarto pilar envolve mudanças internas na governança, nos processos e nos indicadores de gestão para dar sustentação ao crescimento projetado.

GLP-1 impulsiona categorias complementares

A crescente utilização dos medicamentos agonistas do GLP-1 também vem influenciando o desenvolvimento do portfólio da companhia. Segundo Mariana, consumidores que utilizam esses tratamentos apresentam maior demanda por suplementos e vitaminas, abrindo novas oportunidades para inovação.

“Percebemos uma presença importante de vitaminas na cesta desse consumidor. Também identificamos que fibras têm ganhado relevância nessa jornada, e estamos acelerando o desenvolvimento dessas categorias dentro do nosso pipeline”, conta.

Além da ampliação do portfólio, a rede também pretende investir em ações educativas, com orientações ao consumidor sobre a importância da suplementação e do suporte nutricional durante o uso das canetas emagrecedoras.

Digital reforça estratégia de fidelização

A expansão dos canais digitais também faz parte da estratégia de crescimento das marcas próprias. De acordo com a executiva, o principal objetivo é fortalecer a fidelização dos clientes. “Queremos que o consumidor escolha entrar em uma loja Pague Menos porque sabe que encontrará um produto Dauf que não existe em outra rede”, comenta.

No ambiente online, a empresa tem investido em melhorias na experiência de compra, com conteúdos mais completos e comparações que facilitem a decisão do consumidor. “Não basta mostrar a embalagem. Estamos enriquecendo as páginas dos produtos com informações sobre benefícios, composição e formas de uso para tornar a jornada mais intuitiva”, destaca.

Cliente de marca própria compra mais

Mariana também revela que os consumidores das marcas próprias apresentam comportamento diferente da média da rede. Outro indicador considerado estratégico é a relevância alcançada pela Dauf dentro do negócio. “Desconsiderando os medicamentos de prescrição, a Dauf já ocupa a segunda posição entre as principais marcas comercializadas pela Pague Menos, além de termos também a terceira colocada. Isso mostra a força que nossas marcas próprias conquistaram”, finaliza.

Fonte: Panorama Farmacêutico // Foto: Divulgação