Mix Mateus chega a 100 unidades com inauguração em Pernambuco

Nesta quinta-feira (30), o Grupo Mateus deu continuidade ao seu plano de expansão e inaugurou mais uma unidade de sua bandeira de atacarejo em Caruaru, município de Pernambuco. Com isso, a rede Mix Mateus chega ao número de 100 lojas, sendo a 13ª operação de atacarejo no estado.

“Além de ser a loja número 100 do Mix Mateus, é também a primeira inaugurada a quatro mãos após a fusão com o Novo Atacarejo”, afirma a companhia.

A unidade conta com 4.300 metros quadrados de área de vendas, 24 checkouts e mais de 200 colaboradores. Em 2025, o Grupo Mateus expandiu sua atuação com a inauguração de 14 lojas de varejo alimentar, totalizando 272 unidades em operação distribuídas em nove estados.

Apenas neste mês, foram três aberturas. Além de Caruaru, as outras foram realizadas nas cidades de Teresina (PI) e Fortaleza (CE). “Com esta inauguração, reforçamos nossa trajetória de crescimento e consolidamos nossa presença no Nordeste”, completa a companhia.

Fonte: Giro News

Plano de expansão da DPSP prevê 400 novas lojas até 2028

Plano de expansão da DPSP prevê 400 novas lojas até 2028

Grupo reforça presença regional e intensifica relação com consumidores

Foi revelado o novo plano de expansão da DPSP para os próximos anos. Em um momento de crescimento, o grupo celebrou recentemente os aniversários de suas duas redes de farmácias e projetou seu futuro. As informações são do Valor Econômico.

Com as Drogarias Pacheco e São Paulo completando 132 e 82 anos, respectivamente, a empresa definiu uma estratégia voltada ao fortalecimento de suas marcas e à maior proximidade com os consumidores.

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Para alcançar a primeira meta, a varejista planeja inaugurar entre 300 e 400 lojas nos próximos dois ou três anos, com prioridade ao Nordeste e ao interior de São Paulo.

“Nosso propósito é trazer a saúde em primeiro lugar para o cliente, mas também para o colaborador e para o negócio. Foi isso que baseou todas as nossas ações”, afirma Marcos Colares, CEO do grupo.

Relacionamento com clientes guia expansão da DPSP

Já para atingir o segundo objetivo, o marketing tornou-se prioridade na lista de investimentos da empresa. A estratégia inclui ações em diversos tipos de mídias, como ambientes externos no Rio de Janeiro e em São Paulo, televisão e redes sociais, com a participação de diferentes influenciadores.

Segundo Adriana Brito, diretora de marketing e marcas próprias, o investimento da rede em marketing durante o mês de setembro foi cinco vezes maior que o de um mês comum, resultando em aumento de 12% no fluxo de clientes frente a agosto.

Ainda de acordo com a executiva, a DPSP criou este ano uma agência interna para estruturar e acelerar as iniciativas de comunicação. “Esse é um momento de transformação da empresa”, reforça Colares.

Em outra frente, a empresa investe em marcas próprias, reunidas sob o guarda-chuva Ever, que já representam mais de 4% do faturamento do grupo.

O portfólio inclui cerca de 800 itens, que vão de vitaminas a higiene pessoal, beleza e nutrição. Nessa área também estão os serviços de saúde, presentes em mais de 400 das 1.650 lojas distribuídas em nove estados e no Distrito Federal.

Grupo espera resultados já em 2025

O mercado farmacêutico faturou R$ 160,7 bilhões no Brasil em 2024, com crescimento de 12,9% frente ao ano anterior, de acordo com dados da 8ª edição do Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico da Secretaria Executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (SCMED).

O faturamento da DPSP em 2024 atingiu a marca de R$ 16,5 bilhões. Desse montante, 26% foram provenientes do canal digital. Para 2025, a expectativa do CEO é elevar o faturamento em 10%.

Para Lucas Menezes, vice-presidente de comercial, digital e marketing do grupo, esses resultados só foram possíveis porque a companhia deu prioridade à regionalização na sua estratégia de marketing. “Não é possível falar com a loja do Recife do mesmo jeito que se fala com a de São Paulo”, diz.

“Criamos um pilar de marketing de lojas muito focado no regional, aproximando a marca das comunidades locais, das escolas aos postos de saúde”, complementa Menezes.

Fonte: Panorama Farmacêutico

As 5 tendências que vão mudar o consumo e o varejo em 2026

Estudo da Capgemini aponta que, cada vez mais, os consumidores recorrem à IA para comparar produtos e ler avaliações

A forma como as pessoas compram, descobrem e se relacionam com as marcas está passando por uma nova virada, com destaque para o avanço da Inteligência Artificial generativa, o crescimento das marcas próprias e a consolidação das experiências que unem o físico e o digital.

É o que mostra o estudo “Top Five Consumer Trends Set to Reshape Retail in 2026”, da Capgemini, apresentado por três líderes globais da consultoria: Dreen Yang, líder global da indústria de produtos de consumo e varejo; Mark Ruston, líder global de varejo; e Jessica Leitch, líder da Frog, agência de experiências e design da Capgemini na América do Norte.

Uma das tendências que devem ganhar força é o uso da Inteligência Artificial para criar experiências digitais de forma natural e contínua. Segundo o estudo, a tecnologia deixa de ser protagonista e passa a atuar nos bastidores, com aplicações voltadas a resolver problemas reais do consumidor e reduzir fricções na jornada de compra. Entre os exemplos, estão os sistemas de autoatendimento que utilizam visão computacional para identificar falhas e corrigir processos em tempo real.

“Os clientes não se importam qual tecnologia está apoiando a experiência, o que eles realmente querem é que ela ofereça a experiência que estão procurando. Também que os vendedores sejam transparentes ao explicar como seus dados estão sendo usados”, afirma Ruston.

A expansão de plataformas conversacionais como ChatGPT e Perplexity está mudando a lógica de pesquisa e decisão de compra. Segundo a pesquisa, cada vez mais, os consumidores recorrem à IA para comparar produtos, ler resumos de avaliações e receber recomendações personalizadas.

“Agora, passamos a usar um aplicativo online para complementar essas compras. Isso se tornou um hábito no último ano. Outro hábito novo é usar ChatGPT ou Perplexity para auxiliar nas compras. Por exemplo, comprei uma raquete de pickleball usando o Perplexity. Esses hábitos são novidades”, conta Yang.

Companheiros digitais autônomos

Para Jessica, a próxima fase da internet será marcada por uma presença digital mais fluida e menos dependente de cliques, com assistentes digitais autônomos capazes de acompanhar o consumidor em diferentes plataformas e momentos do dia.

“Hoje nós temos recomendações personalizadas e busca preditiva, mas há uma próxima onda, com interfaces personalizadas, conteúdo generativo e companheiros digitais autônomos, que vão se mover fluidamente por meio de dispositivos, vozes e contatos. Estamos caminhando para um ambiente invisível de IA, que nos envolve quietamente como consumidores e antecipa nossas necessidades, em vez de esperar o clique ou um comando”, explica.

O avanço das marcas próprias é outra tendência que deve se fortalecer em 2026. Antes vistas apenas como alternativas mais baratas, essas linhas ganham espaço e começam a competir diretamente com grandes marcas tradicionais.

“Hoje, 44% dos consumidores estão comprando marcas próprias mais baratas, em vez de marcas tradicionais. Porém, os fatores mais importantes para os consumidores são as avaliações muito positivas de outros usuários. Eles querem ver se outras pessoas estão tendo bons resultados com essa mudança, além de buscarem selos de vendedores e certificações de qualidade”, afirma Jéssica.

Mais do que a adoção de novas tecnologias, o que vai determinar o sucesso das empresas nos próximos anos é a confiança do consumidor. Segundo o estudo, esse será o ativo principal do varejo, em um cenário em que consumidores valorizam transparência e coerência nas interações com as marcas.

“A nossa última tendência trata da personalização em meio à possível invasão de privacidade. No centro dessa discussão está em como conquistar a confiança do consumidor, que é algo muito difícil de ganhar e extremamente fácil de perder”, diz Ruston.

Segundo ele, a confiança, especialmente nesse momento do digital, em que estamos aprimorando a capacidade de ajudar o consumidor a transitar com fluidez entre as lojas físicas e as experiências online, tornou-se essencial. “Hoje, o cliente pode estar em casa, assistindo a um vídeo da marca no TikTok, que o leva de volta à loja física. Esse movimento constante entre o on e o offline cria uma infinidade de pontos de contato com o consumidor final, e todos esses pontos têm um mesmo objetivo: construir confiança”, diz.

Fonte: Mercado & Consumo // Foto: Freepik

Grupo Carrefour Brasil registra crescimento de vendas no Atacadão e Sam’s Club

Carrefour reduz vendas no trimestre, mas destaca desempenho positivo no Brasil

Reestruturação financeira no País está quase completa, com possível impacto de 100 milhões de euros em 2026

O Carrefour teve vendas de 22,61 milhões de euros no terceiro trimestre de 2025, queda de 1,5% em relação aos 22,96 milhões de euros registrados em igual período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira, 22. No acumulado de nove meses entre janeiro e setembro, o grupo varejista francês teve alta anual de 2,2% nas vendas, a 67,19 milhões de euros.

Em nota, o Carrefour cita resiliência nas dinâmicas de vendas na França e na Espanha em linha com o trimestre anterior, além de destacar boa performance comercial no Brasil, apesar dos desafios de taxas de juros elevadas.

No Brasil, o Carrefour estimou crescimento orgânico de 1,1% no terceiro trimestre, em performance “superior ao mercado”, e disse que a reestruturação financeira no País está quase completa, com possível impacto positivo de 100 milhões de euros no lucro líquido de 2026.

Na Europa, o grupo informou que a venda do Carrefour Itália está progredindo como planejado e terminará no quarto trimestre, enquanto a expansão da aliança Concordis com a integração do grupo RTG Internacional deve se tornar efetiva com negociações em 2026.

O Carrefour ainda reiterou projeções para o ano completo de 2025, com pequeno crescimento no Ebitda, lucro operacional recorrente e fluxo de caixa livre líquido. // Com informações de Estadão Conteúdo (Laís Adriana)

Fonte: Mercado & Consumo 

Marcas registradas: restaurantes investem em rótulos próprios, para clientes levarem para casa

Marcas registradas: restaurantes investem em rótulos próprios, para clientes levarem para casa

Oferta vai do café à cachaça, passando por vinhos, vermutes e gim

Muito mais do que uma refeição, uma experiência exclusiva. É exatamente isso que os restaurantes querem oferecer ao lançarem seus próprios rótulos, que traduzem a identidade, a história e a filosofia de cada estabelecimento. O convite é tentador: levar para casa o sabor que faz sucesso à mesa, prolongando o prazer da gastronomia além do restaurante. Para os empreendedores, é uma oportunidade de transformar cada visita em um momento único, investindo numa estratégia que combina criatividade, identidade e sabor.

Em Laranjeiras, o Esperança.Eco é um exemplo de como esse movimento pode se alinhar com propósito. Conhecido por sua cozinha vegetariana e vegana, o restaurante expandiu sua atuação para vinhos e cafés próprios. A chef Verônica Moreira define a iniciativa como uma “evolução natural”, nascida do desejo de oferecer experiências ainda mais autênticas e conectadas à filosofia da casa.

— Não buscamos apenas oferecer produtos, mas entregar identidade, história e conexão — resume a chef.

A linha de vinhos exclusiva do Esperança.Eco foi desenvolvida em parceria com a vinícola Bellaquinta, de São Roque (SP). A coleção inclui branco moscato, rosé (moscato e merlot) e tinto cabernet sauvignon, cada um ao preço de R$ 105, com rótulos que estampam um pequeno pássaro sobre um galho, símbolo da trajetória da casa. Para acompanhar, o Café Ao Leu, com lojas em Copabana e no Leblon, forneceu grãos cultivados em altitude, com notas naturalmente doces de chocolate e doce de leite, resultando em um blend exclusivo vendido no Esperança.Eco a R$ 52 (250g).

Outro clássico que se reinventa é o Boteco Sabu, que comemora 60 anos em novembro em Ipanema. Sob o comando de Denise Machado e Deco Pascoal, o bar lançou recentemente dois vinhos exclusivos desenvolvidos com a Vinícola Família Ulian, de Flores da Cunha (RS): cabernet sauvignon e branco giallo, premiados com medalhas de ouro e prata no Wines of Brazil Awards.

— Somos, naturalmente, inovadores, inquietos, ousados! Queríamos surpreender nossos clientes com um vinho da casa que transmitisse nosso DNA — comemora Denise.

Já o sommelier Victor Recoliano destaca que os rótulos foram escolhidos para serem “gostosos de beber, descomplicados, mas não bobos”, refletindo a essência do casal e da casa.

O Grupo Fasano e o Nino Cucina também reforçam a tendência de rótulos próprios. O Fasano oferece vinhos selecionados, como Chianti Fasano D.O.C.G (R$ 335), Barolo Fasano D.O.C.G (R$ 962) e Brunello Di Montalcino Fasano D.O.C.G (R$ 1.020), desenvolvidos com parceiros na Itália. Já a linha Famiglia Nino traz vinhos, azeites e limoncello inspirados na tradição italiana.

Estratégia para fracionar produtos

Na mesma linha de criatividade, a Broto, pizzaria de estilo nova-iorquino, lançou o Broto Lo-Fi, produzido pela vinícola Vinha Solo, de Caxias do Sul. É um vinho natural merlot que traz intensidade de frutas vermelhas e delicado toque terroso, pensado para um público jovem e curioso. O rótulo ainda traz um QR Code com playlist exclusiva para harmonização musical.

— Sempre sonhamos em ter nosso próprio rótulo de vinho. O Broto Lo-Fi foi elaborado para quem aprecia o ritmo desacelerado e os momentos simples da vida — explica Irlan Guimarães, sócio da Broto.

A Jotabê, pizzaria do Jardim Botânico, é outra que tem dois vinhos próprios: Jotabê Red Wine e Jotabê Tempranillo, representando regiões portuguesas e espanholas.

No universo da coquetelaria, o Liz Cocktail & Co. inova com bebidas engarrafadas para levar a experiência do bar para casa. Entre os destaques está o House Milk Punch (R$ 148, com 375ml), feito com runs, mate, limão, especiarias escuras e bitters de absinto, clarificado com leite para uma textura cristalina. Também há versões clássicas como Royal Nail, Oaxaca Old Fashioned e Negroni.

— Os engarrafados do Liz são uma forma de o cliente viver a experiência do bar além do tempo em que está lá fisicamente — explica Tai Barbin, mixologista e empresário à frente do projeto.

O Gula Gula entrou no universo da cerveja com três rótulos artesanais que refletem a essência da cidade: Gula Red Ale, Gula Pilsen e Gula Session IPA. A La Carioca Cevicheria, por sua vez, apresenta cinco cervejas artesanais (pilsen, summer, red, black e IPA), harmonizando com praia, gastronomia e estilo de vida carioca.

Os cafés também ganham atenção especial. O Artigrano, em parceria com o Café Ao Leu, desenvolveu um blend 100% arábica da Serra do Caparaó, com notas de chocolate, castanha e doce de leite, servido coado por R$ 22 ou vendido em pacote de 250g por R$ 55. Já o Empório Farinha Pura oferece o Café Grano Imperial, que pode ser apreciado expresso, coado ou levado para casa (R$ 38,59 a 250g). A casa ainda complementa a experiência com geleias artesanais e saladas prontas para consumo.

Os hotéis não ficam de fora da tendência. O Santa Teresa MGallery tem um café criado em parceria com a Tassinari Cafés, produzido em São José do Vale do Rio Preto (RJ). Já o Fairmont tem a cachaça Magnífica Single Cask Fairmont, desenvolvida com a cachaça Magnífica de Faria. A bebida é fruto de uma safra de 2013 produzida artesanalmente na Fazenda do Anil, em Vassouras (RJ).

Em Copacabana, no Teva Deli, é possível comprar ingredientes utilizados nas receitas do chef Daniel Biron, como granola, shoyu, café e castanha de baru.

— A iniciativa surgiu da necessidade de fracionar produtos comprados em grandes quantidades, liberando o estoque sem desperdício e oferecendo itens de alta qualidade que dificilmente se encontram em mercados convencionais. A ação também funciona como teste para futuros produtos exclusivos, que podem ser produzidos e comercializados diretamente para consumidores ou pontos de venda, ampliando o alcance da marca sem comprometer a identidade do restaurante — diz Biron.

Bares e restaurantes mais informais também entram na onda. O Grupo Irajá, com os bares Rainha e Princesa, apresenta o vinho Casa Irajá, tinto blend (R$ 152,50) e branco chardonnay (R$ 160), ambos em parceria com a vinícola Don Abel. O Bar Tero, em Botafogo, aposta em vermutes próprios (branco, tinto, laranja e rosé, a R$ 16, com 120ml). No Imortais, em Copacabana, a garrafa da famosa batida de paçoca da casa custa R$ 80 (750ml).

Na última quarta-feira, uma turma de donos de bares — entre eles Mariana Rezende (Bar da Frente) e Pedro Aliperti (Culto) — visitou o alambique da Arbórea, em Pirapetinga (MG), para negociar a criação de um blend exclusivo com rótulo especial que será vendido nos seguintes estabelecimentos: Bar da Frente (Copacabana), Quitanda (Catete), Baixela (Copacabana), Culto (Botafogo) e Conserva (Copacabana).

— Cada produto que leva nossa marca é uma escolha pessoal, fruto do meu gosto, da minha experiência e da busca constante por qualidade e autenticidade — garante o restaurateur.

O Gurumê, restaurante japonês contemporâneo, desenvolveu o Gurumê (chardonnay e merlot). Ambos foram produzidos com as vinícolas Don Abel e Adolfo Lona. A casa oferece ainda o gim Gurumê, em parceria com a APTK Spirits, combinando extratos de limão yuzu, kinkan e lichia. Os vinhos harmonizam com frutos do mar e pratos leves, enquanto o gim imprime frescor à coquetelaria da casa.

— Todo o processo é cercado de cuidados, desde a fabricação até a distribuição. Diferentemente do que acontece em algumas grandes marcas, os rótulos artesanais não passam por manipulações que comprometem a qualidade. A nossa segurança está não apenas na produção, mas também na distribuição, que é feita de forma individual por nós mesmos. Nós produzimos, engarrafamos e distribuímos — destaca Alexandre Ktenas, sócio e CEO do Oby.

Já o Jurubeba aposta em cachaça (R$ 90) e vermute (R$ 140) próprios, desenvolvidos com parceiros como a Cachaça da Tulha e a Companhia dos Fermentados.

— A ideia de criar nossos próprios rótulos nasceu quase como um luxo, um mimo mesmo, algo que a gente quis fazer por prazer — diz Elia Schramm, chef da casa em Botafogo.

Confira a reportagem completa no jornal O Globo.

Oxxo no Brasil: a nova fase da rede após cisão com a Raízen

Oxxo no Brasil: a nova fase da rede após cisão com a Raízen

A rede de mercados de proximidade entra em uma nova etapa no Brasil com a aprovação da cisão entre Raízen e Femsa pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A mudança encerra oficialmente a joint venture Grupo Nós, criada em 2019 para operar lojas de conveniência sob as marcas Oxxo e Shell Select. Com a aprovação pela autarquia, a rede de proximidade terá 100% de seu controle detido pela empresa mexicana Femsa.

A operação no Brasil inclui 611 lojas e um centro de distribuição no estado de São Paulo, além de dívidas e caixa disponíveis no Grupo Nós. Na outra ponta, a Raízen ficou com 1.256 lojas de conveniência das marcas Shell Select e Shell Café. O acordo para encerramento da joint venture foi estruturado com base em troca de participação societária, sem pagamento entre as empresas.

Expansão acelerada

Completando 5 anos no mercado brasileiro, o Oxxo desembarcou primeiramente em Campinas (SP), depois chegou à capital, região metropolitana, litoral e interior do estado. Em dois anos, atingiu 150 lojas e, após três anos de operação, chegou à marca de 500 lojas em São Paulo. Segundo a companhia, a estratégia aproveitou “a baixa penetração de formatos modernos de conveniência para fornecer experiências de varejo padronizadas e modernas”.

Após um ritmo intenso de aberturas, a rede desacelerou a expansão e, recentemente, tem investido mais em lojas emblemáticas, realizadas em parceria com indústrias. O modelo ganha força em um cenário onde o retail media é destaque na estratégia do varejo e da indústria. O conceito já foi implementado em mais de 25 unidades, impulsionando vendas e fluxo de visitantes. Outro foco do Oxxo tem sido a venda digital, com plataforma própria e parceria com Rappi e iFood.

Futuro do Oxxo

Para a Femsa, o Oxxo Brasil segue como prioridade na estratégia de seu negócio de varejo. “Ao dar o próximo passo para operar de forma independente, seguimos totalmente comprometidos com fortalecimento e expansão do Oxxo neste mercado dinâmico. O Brasil segue sendo foco fundamental na estratégia de crescimento de longo prazo da Femsa”, disse José Antonio Fernández Garza, diretor geral da Femsa Retail.

Para a companhia, o país representa uma oportunidade de crescimento devido a fatores como tamanho de mercado e fragmentação do varejo. “A Femsa visa construir um negócio escalável e lucrativo, concentrando-se na expansão acelerada da base de lojas, adaptando o formato Oxxo às necessidades dos consumidores locais”, disse a multinacional.

Fonte: Giro News

Cinco potenciais compradores disputam a aquisição do Natural da Terra

Cinco potenciais compradores disputam a aquisição do Natural da Terra

A Americanas já atraiu cinco interessados na venda do Hortifruti Natural da Terra. A maioria dos potenciais compradores atuam no varejo e a perspectiva é assinar uma proposta vinculante com um desses players em até 30 dias, segundo informações do Pipeline.

A Americanas retomou a venda da marca neste ano, que está sendo conduzida pela BR Partners, após ter suspendido o processo em 2023. Naquela época, considerou as propostas entre R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão insatisfatórias – o grupo pagou R$ 2,1 bilhões pela rede em 2021. As bandeiras Hortifruti e Natural da Terra contam com 70 lojas distribuídas entre os estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Movimentações de mercado

Pessoas envolvidas na negociação consideram improvável que o valor da operação atinja o gasto pela Americanas na aquisição em 2021. A recente mudança de composição acionária no Grupo Pão de Açúcar, com a entrada do grupo Coelho Diniz e do Roldão na companhia, contribuiu para movimentar o setor e ajudou a Americanas a avançar em seu plano de vendas.

Pelo plano de recuperação judicial, o desinvestimento precisa ser concluído até fevereiro de 2026. Esta será a segunda venda de rede. Em setembro, a Americanas anunciou que assinou proposta vinculante com a Fan Store Entretenimento, também conhecida como BandUP!, para a venda da Uni.Co por R$ 152,9 milhões.

Fonte: Giro News

Grupo Mateus leva sua primeira unidade de varejo ao Piauí

Com mais essa unidade, a companhia chega a 12 lojas no estado e 82 de varejo entre as regiões Norte e Nordeste

O Grupo Mateus vai inaugurar, nesta sexta-feira (17), sua primeira loja de varejo no Piauí, com o formato Hiper Mateus. A unidade está localizada na cidade de Teresina e tem espaço de 5 mil m² de área de venda, incluindo uma estrutura com bistrô, restaurante na entrada, restaurante, operação oriental, pizzaria, bazar, floricultura, charutaria, cutelaria, empório e adega com mais de mil rótulos.

De acordo com informações do Folha Piauí, o estado e a cidade representam para o grupo um crescimento sustentável, com foco em experiência e qualidade, assim seguindo o plano de expansão. Com mais essa unidade, a companhia chega a 12 lojas no estado e 82 de varejo entre as regiões Norte e Nordeste. Ao todo, são 275 unidades em operação.

Fonte: Giro News

Marcas próprias ganham protagonismo e redefinem a relação entre varejo, indústria e consumidor

Marcas próprias ganham protagonismo e redefinem a relação entre varejo, indústria e consumidor

Não há mais como negar que a marca própria é hoje uma ferramenta de fidelização e rentabilidade

As marcas próprias deixaram de ser valorizadas apenas pelo preço e se tornaram essenciais para a diferenciação no varejo. Com investimento crescente em linhas e segmentos que vão do básico ao premium, esses produtos têm fortalecido as vendas e fidelizado consumidores que buscam cada vez mais por itens desse tipo.

O aumento do consumo se evidencia em dados recentes do mercado. Segundo a NielsenIQ, as marcas próprias movimentaram R$ 6,3 bilhões em 2025, até metade de agosto, englobando alimentos e farmácias, com crescimento médio de 9,2%. Os atacarejos foram o grande destaque, com alta acima da média geral, de 23,6%. Já os supermercados regionais vieram logo em seguida, com aumento de 20,1%.

Dois vetores impulsionam essa expansão. O primeiro é o custo-benefício percebido por 72% dos consumidores. Outro levantamento da NielsenIQ aponta que produtos de marca própria podem custar até 30% menos que marcas líderes de categoria. Para muitos shoppers, no entanto, a justificativa da compra não está mais somente no preço.

É nesse ponto que entra o segundo vetor, a qualidade. Para sair na frente nessa tendência, os varejistas precisam aperfeiçoar seus processos de fabricação terceirizada, adotar testes de qualidade e alinhar o perfil nutricional ao da referência de mercado. Mais de 6 em cada 10 brasileiros afirmam que comprariam mais itens de marca própria se houvesse maior variedade.

As gigantes do setor já entenderam o movimento. No segundo trimestre deste ano, por exemplo, o GPA divulgou que as marcas próprias alcançaram 25,3% de market share nacional, e 8 em cada 10 cestas de compras continham itens de private labels do varejista. A empresa mostrou ainda que a frequência média de shoppers que compram esses produtos é 2,4 vezes superior à daqueles que não os consomem.

A empresa também lançou recentemente a linha Pão de Açúcar com 5 produtos, que até final do ano terá um portfólio com mais de 80 itens. A estratégia busca fortalecer o relacionamento com clientes de alta renda, isso porque 83% desse público já consome pelo menos um item das quatro marcas próprias já consolidadas (Qualitá, Taeq, Club des Sommeliers e Pra Valer).

O Grupo Koch também entendeu o recado e abriu recentemente uma Central de Produção em Tijucas (SC) para concentrar e padronizar a fabricação de produtos próprios da rede, reduzindo desperdícios e tendo maior controle dos insumos.

Não há mais como negar que a marca própria é hoje uma ferramenta de fidelização e rentabilidade. Ela retém clientes, incentiva a recompra, melhora a margem para o varejista, diversifica o portfólio e permite maior controle sobre a cadeia de valor. A disputa entre marcas próprias e marcas líderes está em curso e tende a redefinir cada vez mais o equilíbrio entre indústria e varejo nos próximos anos.

Fonte: SA+ Varejo

Private Label Brazil Feira de Marcas Próprias

70% dos consumidores veem marcas próprias como alternativa às tradicionais

As marcas próprias deixaram de ser vistas como versões genéricas de produtos tradicionais e hoje ocupam papel central na inovação, na diferenciação e na fidelização do consumidor.

Outro ponto positivo das marcas próprias são os preços que podem custar de 20% a 30% menos do que os de marcas tradicionais de mercado. Em setores como limpeza, higiene e alimentos básicos, a diferença chega a ser ainda maior.

Só para se ter uma ideia do potencial desse mercado, pesquisa realizada este ano pela NielsenIQ mostrou que quase 70% dos consumidores brasileirosveem as marcas próprias como uma boa alternativa às marcas conhecidas. Atualmente, as marcas próprias já estão presentes em mais de 40% das residências no Brasil, bem acima dos 22% registrados nos Estados Unidos e próximos dos 39% verificados na Europa.

Para sustentar o crescimento e ganhar a confiança dos clientes, os varejistas têm apostado em estratégias que vão desde o desenvolvimento de marcas únicas, com reputação baseada em qualidade e comunicação clara, até a compreensão detalhada do comportamento do consumidor, por meio de segmentação e mineração de dados de fidelidade.

Também se destacam os investimentos em inovação para estimular a experimentação e a fidelidade, a precificação dinâmica para criar gaps competitivos e a execução eficiente, com lançamentos ágeis, abastecimento regionalizado e expansão contínua do portfólio.

Na avaliação do vice-presidente da Circana, Daniel Morimoto, o que nós estamos vendo é apenas o começo, uma vez que as marcas próprias já provaram sua força em diferentes mercados e categorias, mas ainda existe um enorme espaço para inovação e expansão.

Ainda segundo o executivo, o varejista que souber usar dados de forma estratégica e colocar o consumidor no centro, terá nas marcas próprias um dos maiores diferenciais competitivos da próxima década.

Você informou que os preços dos produtos de marca própria são de 20% a 30% mais baratos do que os de marcas tradicionais. O que justifica essa redução de preços?

Vários motivos justificam a diferença de preço. O primeiro deles é o corte de custos de marketing. Como não há grandes gastos com propaganda ou mídia, isso se reflete no preço final.

Outro item é a escala de varejo, já que supermercados e farmácias usam seu próprio poder de compra para negociar diretamente com indústrias que produzem para eles.

Por fim, com embalagens menos sofisticadas e logística integrada os custos são menores.

Fonte: BandNews FM