O crescimento das marcas próprias no varejo

Comportamento do consumidor: as 5 tendências que impactam marcas

Relatório global da Warc aponta comportamentos que devem orientar anunciantes, com destaque para confiança em criadores e IA

A Warc divulgou seu relatório anual ‘Global Consumer Trends 2025’, que analisa os principais fatores que devem impactar as decisões de compra dos consumidores nos próximos meses. O estudo combina dados da plataforma GWI em 54 mercadors com pesquisas próprias, análises e estudos de caso.

O documento destaca um consumidor mais consciente, que busca equilíbrio entre propósito, funcionalidade e custo. Em meio a um cenário econômico volátil, com incertezas sobre tarifas comerciais e aumento do custo de vida, o consumo passa a ser guiado por intenções mais claras e seletivas.

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Veja os cinco eixos identificados pelo relatório como essenciais para marcas e anunciantes:

1. Desigualdade no poder de compra redefine estratégias

O impacto da inflação e das tarifas afeta de forma desigual os consumidores. Nos EUA, os 10% mais ricos concentram quase metade dos gastos com consumo, enquanto as camadas mais baixas enfrentam cortes e priorizam produtos essenciais.

Segundo a GWI, 55% dos consumidores de baixa renda preferem marcas próprias mais baratas a produtos de marcas conhecidas. Entre os de alta renda, essa taxa cai para 40%. A tendência pressiona empresas a reavaliar seus públicos-alvo, modelos de precificação e diferenciação de valor.

Faris Yakob, cofundador da Genius Steals, observa que “muitas empresas estão reorganizando suas estratégias para atender os 20% do topo, oferecendo luxo e exclusividade, enquanto os demais recebem alternativas de valor.”

2. Criadores ganham credibilidade como fonte de influência

O estudo mostra que 47% dos usuários de redes sociais realizaram compras nos últimos 12 meses com base em recomendações de influenciadores. O consumo de informações em plataformas sociais já supera os canais tradicionais, como TV nacional e portais de notícias.

Essa transição amplia a influência de vozes individuais e descentralizadas. Entre os jovens da geração z, 71% afirmam ter consumido notícias via redes sociais no último mês.

“Consumidores estão deixando de apenas descobrir marcas para se envolver em experiências de compra completas via vídeo e criadores”, comenta Sapna Chadha, VP do Google para Sudeste Asiático e Sul da Ásia.

Marcas podem se beneficiar de colaborações com criadores e experts internos, reforçando alinhamento de valores e monitorando riscos reputacionais.

3. Agentes de IA passam a intermediar compras

Com o avanço dos agentes de inteligência artificial, que são diferentes dos chatbots, cresce o número de consumidores dispostos a delegar tarefas automatizadas. De acordo com dados da Salesforce, 24% afirmam estar confortáveis em permitir que um agente de IA realize compras em seu nome. O índice chega a quase um terço entre a Geração Z.

Ferramentas como o Operator da OpenAI e o Project Mariner do Google sinalizam um novo estágio na jornada do consumidor. “Em breve, o usuário nem precisará acessar uma plataforma. A IA fará o trabalho e entregará o resultado”, afirma Debra Aho Williamson, da consultoria Sonata Insights.

Ainda assim, a pesquisa reforça que o fator humano segue relevante. Elementos como empatia e conexão emocional são diferenciais atribuídos às interações humanas em comparação com a IA.

4. Saúde preventiva se torna prioridade

A busca por bem-estar segue em expansão. 77% dos consumidores expressam preocupação com os riscos à saúde associados a alimentos ultraprocessados. O interesse por vitaminas e suplementos também aumentou: 31% adquiriram esses produtos no último mês, um salto de sete pontos percentuais em relação a 2022.

Além da nutrição, itens ligados ao conforto e autocuidado ganham relevância. Marcas de fora do setor de saúde têm explorado versões ‘melhor para você’ de seus produtos ou reposicionamentos que promovem consumo consciente.

5. Novos códigos de socialização movimentam o mercado

O relatório aponta uma reconfiguração das formas de conexão social, especialmente entre os mais jovens. Cerca de metade dos millennials e da geração z jogam jogos de tabuleiro pelo menos uma vez por mês. Atividades como acampamento, trilhas e eventos esportivos também estão em alta.

Os dados da GWI indicam que 53% dos consumidores participaram de festivais no último ano, mostrando apetite por experiências coletivas e presenciais.

“O modo de se conectar mudou. As pessoas agora se reúnem em torno de interesses compartilhados. Isso cria oportunidades para as marcas ocuparem um espaço intermediário de afinidade”, analisa Colleen Ryan, da consultoria TRA.

Experiências imersivas, ativações presenciais e ações de comunidade aparecem como caminhos estratégicos para reforçar vínculos e visibilidade de marca.

Perspectivas para o mercado

Stephanie Siew, executiva da WARC, acredita que “os consumidores estão assumindo o controle de suas escolhas em um cenário marcado pela incerteza econômica, redesenhando como consomem, se relacionam e cuidam da saúde.”

Para marcas e anunciantes, o desafio passa por entender essas transformações e construir relevância a partir de decisões mais conscientes de consumo, que vão além do preço e do produto.

Fonte: Propmark

Marca própria nas farmácias já movimenta R$ 4,6 bilhões

Indústria farmacêutica apoia venda de remédios em supermercados, mas pede regra rigorosa para proteger consumidor

Tema está em discussão em projeto no Senado

A indústria farmacêutica vê com bons olhos o avanço da proposta que permite a instalação de farmácias completas dentro da área de vendas dos supermercados, desde que sejam respeitadas regras rígidas de segurança sanitária.

A medida está prevista em uma emenda apresentada pelo senador Efraim Filho (União-PB) em um projeto que trata do assunto.

Segundo Nelson Mussolini, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), o texto atual contempla as principais exigências técnicas e sanitárias do setor e representa um avanço em relação à versão original do projeto.

— O Sindusfarma sempre teve uma posição muito clara em relação à segurança sanitária na dispensação de medicamentos. A partir do momento em que o substitutivo do senador Efraim coloca a segurança em primeiro lugar, nós apoiamos integralmente — afirmou Mussolini.

O debate sobre a venda de medicamentos em supermercados começou com a apresentação do Projeto de Lei 2158/2023, que previa a liberação da venda de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) nesses estabelecimentos, com orientação facultativa de farmacêuticos — presencial ou virtualmente.

A proposta inicial gerou críticas por parte de entidades reguladoras e representantes do setor farmacêutico, que alegaram riscos de automedicação e fragilidade na fiscalização. Em resposta, o senador Efraim Filho apresentou a Emenda 2, que transforma a proposta em um modelo de farmácia completa, com farmácias operando sob as mesmas exigências técnicas impostas a drogarias convencionais.

A emenda permite que os supermercados instalem farmácias com presença obrigatória de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento, estrutura segregada e climatizada, e proibição expressa da realização de teleconsultas e da venda de medicamentos de marca própria.

Para o presidente do Sindusfarma, a nova proposta atinge um grau de maturidade que permite apoio por parte da indústria.

— É um assunto que se discute há mais de 20 anos. Acho que o projeto se tornou maduro — afirmou Mussolini.

O projeto impede o uso de marcas próprias de supermercados na farmácia. Mussolini avalia que o novo modelo poderá facilitar o acesso da população a medicamentos essenciais, sobretudo em municípios com pouca infraestrutura.

— A pessoa vai poder entrar e sair com aquilo que o médico prescreveu. Então, pode facilitar a vida do paciente, daquele que está precisando comprar o seu medicamento dentro daquilo que regulamenta a legislação.

Concorrência será saudável, avalia Sindusfarma

Embora entidades como a Abrafarma tenham feito críticas à proposta, o Sindusfarma acredita que a medida não representa risco às farmácias independentes. Mussolini argumenta que esses estabelecimentos continuarão competitivos graças ao atendimento personalizado e à proximidade com os consumidores.

— As farmácias independentes têm um atendimento personalizado, uma fidelização do seu consumidor. Eu não consigo enxergar que vai destruir as farmácias independentes. Sempre se falou que as grandes redes iriam destruir as farmácias independentes. Na pandemia, houve um crescimento dessas farmácias porque elas estão mais próximas ao consumidor.

Abrafarma cobra ajustes na proposta

Apesar de reconhecer avanços na proposta, a Abrafarma divulgou uma nota manifestando preocupação com alguns pontos da Emenda 2. A entidade critica a proibição da telemedicina e das marcas próprias, que considera “desproporcionais e prejudiciais à população”

Para a associação, é necessário ajustar critérios de armazenagem, exposição e rastreabilidade dos medicamentos, além de garantir que a implantação siga padrões definidos para preservar a segurança do consumidor e a eficiência do serviço farmacêutico.

“Nosso compromisso é com o direito à saúde, à proteção do consumidor e à eficiência nos serviços farmacêuticos”, afirmou Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma, em nota.

Votação fica para agosto

O senador Humberto Costa (PT-PE), relator da proposta, confirmou que não haverá reunião da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta semana. Segundo ele, ainda é preciso avaliar com atenção as contribuições apresentadas pelas entidades do setor. A expectativa é que a votação ocorra na primeira semana de agosto. Costa já sinalizou que deve acolher o substitutivo apresentado por Efraim Filho.

Pelo lado da indústria, o apoio já é declarado por entidades como o Sindusfarma já se manifestou favorável à proposta.

Do lado do varejo alimentar, as entidades ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), ABAD (Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores) e ABAAS (Associação Brasileira dos Atacarejos) atuam diretamente pela aprovação do texto. Em nota conjunta, classificaram a Emenda 2 como uma proposta moderna, segura e responsável, que democratiza o acesso a medicamentos e alivia a sobrecarga do SUS ao resolver demandas simples diretamente nos pontos de venda.

“Essa estrutura assegura a segurança do paciente, a valorização do profissional farmacêutico e a preservação das boas práticas sanitárias, aproximando o Brasil de modelos internacionais bem-sucedidos adotados em países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Portugal e Itália”, diz um trecho da nota das entidades.

Fonte: O Globo

Varejo e serviços surpreendem em janeiro. O que esperar para 2024?

Conheça o bilionário Italiano por trás do acordo de US$ 3,1 bilhões entre Ferrero e Kellogg

Giovanni Ferrero expandiu os negócios da família para além de marcas conhecidas, como Nutella e Kinder, para criar uma gigante global

Quando a gigante italiana de doces e alimentos Ferrero anunciou, na última quinta-feira (10), que iria adquirir a WK Kellogg, fabricante de cereais como Froot Loops e Corn Flakes, por US$ 3,1 bilhões (R$ 17,2 bilhões na cotação atual), não se tratava apenas de um dos maiores acordos da indústria alimentícia no último ano. A operação também marcou a maior conquista de Giovanni Ferrero, bilionário, presidente executivo e principal acionista da empresa da família, que liderou uma campanha de uma década para transformar a tradicional marca italiana em uma potência alimentícia nos Estados Unidos.

A Forbes estima que a Ferrero tenha investido mais de US$ 13 bilhões (R$ 72,2 bilhões) – incluindo o acordo anunciado na quinta – na aquisição de ao menos 21 empresas em 9 países nos últimos 10 anos — da brasileira Dori Alimentos a uma produtora de biscoitos amanteigados na Dinamarca.

“Nos últimos anos, a Ferrero expandiu sua presença na América do Norte, reunindo nossas marcas mundialmente conhecidas com joias locais enraizadas nos EUA”, disse Giovanni Ferrero.

Uma década de aquisições

Giovanni assumiu o controle da empresa — conhecida pelos chocolates Ferrero Rocher e pelo creme de avelã Nutella — após a morte de seu pai, Michele Ferrero, em 2015. Como representante da terceira geração à frente dos negócios, ele embarcou em uma estratégia agressiva de aquisições para expandir e diversificar a empresa, até então focada em chocolates.

A estratégia deu certo: desde 2015, a receita quase dobrou, alcançando US$ 20,4 bilhões (R$ 113,4 bilhões) no ano encerrado em agosto de 2024. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também quase dobrou, passando de US$ 1,6 bilhão (R$ 8,9 bilhões) em 2015 para US$ 3 bilhões (R$ 16,7 bilhões). Um porta-voz da Ferrero não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Forbes.

A fortuna da família Ferrero também se beneficiou com esse crescimento. Giovanni Ferrero, de 60 anos, detém 75% da empresa e hoje tem um patrimônio estimado em US$ 41,2 bilhões (R$ 229 bilhões), um salto considerável em relação aos US$ 23 bilhões (R$ 127,9 bilhões) que possuía quando entrou pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2018.

Atualmente, ele é a 6ª pessoa mais rica da Europa e a 36ª mais rica do mundo. O restante da empresa pertence a pelo menos outros cinco herdeiros de Pietro Ferrero, avô de Giovanni, que fundou o negócio em 1946 na cidade de Alba, próxima a Turim, no noroeste da Itália.

Confira a reportagem completa na Forbes. // Foto: Freepik

Supermercados usam pontuação de clientes para recomendar marca própria

Supermercados usam pontuação de clientes para recomendar marca própria

Na Espanha, varejistas usam ranking de 1 a 5 estrelas nas prateleiras para ajudar consumidor a escolher produtos

As avaliações de outros clientes são um dos principais fatores de decisão de compra dos consumidores no e-commerce. Segundo o estudo “The State of Google Reviews”, realizado pela SOCi, 89% das pessoas verificam as avaliações antes de realizar uma transação. Na Espanha, redes como Carrefour e Dia decidiram levar essa mesma lógica para as lojas físicas.

As empresas têm adotado um ranking de 1 a 5 estrelas, como é comum na internet, para mostrar como os consumidores avaliam seus produtos de marca própria. Cartelas colocadas nas prateleiras onde estão as indicações de preço dos produtos mostram a pontuação de cada item, em um movimento que direciona a decisão de compra dos clientes.

Os dados são coletados pela Shopadvizor, que avalia de forma independente mais de 100 mil produtos da indústria e de marcas próprias do varejo. “Dessa forma, trazemos transparência ao consumidor e estimulamos a inovação do lado dos fabricantes”, comenta Diego Chorny, CEO da empresa.

Para o executivo, em um cenário no qual os consumidores enfrentam uma avalanche de novos produtos, os comentários e avaliações de outros clientes se tornaram ferramentas essenciais para a tomada de decisão de compra.

“A implementação de um sistema transparente e independente de pontuação funciona como uma forma de ajudar os clientes e permitir que os fabricantes entendam mais rapidamente os motivos para o sucesso ou fracasso de um produto”, completa.

Fonte: SuperHiper 

Marcas próprias ganham protagonismo no mercado da beleza; saiba como transformar uma ideia em negócio de sucesso

Em um setor em alta, Amanda Coelho revela que criar sua linha de cosméticos pode ser mais acessível do que parece

O mercado da beleza vive um dos seus momentos mais promissores. O autocuidado virou prioridade na rotina de milhões de brasileiros, o consumo consciente cresceu e o público busca cada vez mais marcas com identidade, propósito e conexão real. Ao mesmo tempo, o empreendedorismo individual se fortaleceu no país, abrindo espaço para novas marcas que, mesmo pequenas, conseguem conquistar nichos e disputar atenção com grandes nomes do setor.

Dentro desse cenário, as marcas próprias se consolidaram como uma tendência em expansão. Elas permitem que empreendedores lancem produtos alinhados com valores pessoais e comportamentais do consumidor moderno — que quer mais do que eficácia: quer pertencimento, originalidade e história.

Atenta a este movimento que une inovação, estratégia e identidade no mercado da beleza, a empresária Amanda Coelho soube fazer a leitura do momento e transformou sua experiência em um modelo de negócio que já ajudou milhares de empreendedores a tirarem suas ideias do papel.

O poder da Marca Própria

Empresária, consultora e especialista no desenvolvimento de cosméticos com mais de 16 anos de experiência, Amanda é o nome por trás da Assinatura Marca Própria, consultoria especializada em gestão de negócios, posicionamento de marcas e implantação no varejo. “Tivemos o privilégio de fazer a diferença para mais de 4.000 marcas e contribuir para o lançamento de mais de 20.000 produtos, sempre alinhados às tendências do mercado e às necessidades de cada segmento”, afirma.

Mas antes de se tornar referência nacional, ela mesma começou de forma independente, batendo de loja em loja, com uma mala cheia de amostras e a cabeça cheia de ideias. Foi em meio a este contato direto com farmácias, clientes e balconistas que Amanda entendeu o que faltava nas prateleiras: produtos que falassem com gente de verdade, produtos com alma.

Do sonho à estratégia: como nasce uma marca com identidade

Amanda Coelho acredita que o diferencial das marcas próprias está na escuta e na intenção. Cada projeto atendido pela Assinatura Marca Própria é desenvolvido com olhar estratégico, mas também com sensibilidade para traduzir o que o cliente quer comunicar através da sua marca. “A Assinatura é uma empresa que te apoia desde o seu sonho. Eu falo que os nossos clientes, eles chegam lá com uma embalagem e um sonho, e a gente faz todos os processos que precisam para a sua marca de fato existir e ser lançada no mercado”, explica.

Esse apoio integral vai além da criação do produto. Segundo Amanda, ele abrange “desde a parte tributária e financeira, passando pela construção do produto, branding, desenvolvimento de logomarca e identidade visual, até a formulação e o posicionamento estratégico da marca no mercado”. O foco, nas palavras dela, é claro: capacitar o cliente “para você ganhar muito dinheiro, ser muito feliz com a sua marca”.

Mais do que uma linha de produção, o que Amanda entrega é um caminho claro e descomplicado para quem quer empreender com consistência e criatividade. “A gente faz tudo. Você vem com o seu sonho de criar uma marca própria de produtos cosméticos e a gente faz todo o processo para aquilo existir, estar no mercado, com sucesso, as pesquisas, tudo certinho”, completa.

Inovação acessível, resultado consistente

Na prática, o que Amanda construiu foi uma ponte entre o sonho e o mercado. A Assinatura Marca Própria trabalha com fábricas homologadas, fornecedores confiáveis e uma metodologia própria que reduz riscos e acelera processos. Tudo isso com foco na viabilidade técnica, no posicionamento estratégico e no diferencial competitivo de cada marca.

Projetos criados com sua consultoria já conquistaram espaço em grandes redes como Assifarma, Raia e Araújo, além de estarem por trás de marcas de influenciadores e personalidades como Bruna Tavares, Bruna Malheiros, Evelyn Regly, Mileide Mihaile, Ivy Moraes, Instituto Neymar. Mas Amanda também é parceira de quem está começando agora — mulheres, profissionais da beleza, pequenos empresários e criadores digitais que decidiram apostar na sua própria visão do que é beleza.

Marcas com alma, feitas para conectar

Amanda Coelho defende que o consumidor atual quer mais do que um bom produto: ele quer sentido. Por isso, marcas bem-sucedidas são aquelas que têm alma, que compartilham bastidores, que defendem causas, que se posicionam com verdade. Essa é a base da metodologia criada por ela: construir marcas com personalidade, prontas para se comunicar de forma humana e criar conexão real.

O resultado aparece em tempo recorde. As marcas lançadas com sua mentoria têm agilidade para testar novos produtos, lançar coleções exclusivas e crescer de forma sustentável. Tudo isso sem abrir mão da qualidade, da originalidade e da coerência com o público.

Fonte: Itatiaia 

Como Pague Menos e Petz usam marcas próprias para melhorar a experiência de compra

Como Pague Menos e Petz usam marcas próprias para melhorar a experiência de compra

No Seminário Lide de Varejo, executivos analisam a expansão das marcas próprias diante do novo perfil de consumidor

O avanço das marcas próprias no varejo brasileiro reflete uma mudança de mentalidade, tanto das empresas quanto dos consumidores. Mais informados, empoderados pela tecnologia e atentos ao custo-benefício, os clientes passaram a valorizar produtos que aliam qualidade, preço justo e identidade com a marca. Para atender randes marcas tem investido pesado em produtos próprios, não apenas como alternativa econômica, mas como estratégia central de diferenciação e fidelização.

Com base na análise de dados de comportamento do consumidor e em parcerias com grandes indústrias terceirizadas, a Pague Menos tem apostado nas marcas próprias como uma estratégia para fidelizar clientes e atender lacunas não exploradas pela indústria tradicional.

“Como os dados de vendas no comportamento do consumidor, entendemos quais são as lacunas e onde existe uma oportunidade, seja de posicionamento de preço ou um atributo de produto, e buscamos desenvolver. O grande diferencial que temos utilizado na marca própria é a fidelização”, afirma Patricianna Rodrigues, presidente do Conselho de Administração da Pague Menos.

Parte dos produtos é fabricada por uma indústria de cosméticos ligada à família fundadora da Pague Menos, que também atua em outros segmentos. No entanto, a rede farmacêutica conta com parceiros para expandir sua linha de produtos exclusivos.

“A gente entende que na nossa indústria a gente não vai conseguir dar vazão a todas as possibilidades e oportunidades que o mercado ainda tem, então temos grandes parceiros, grandes indústrias que são terceirizadores. Algumas delas vendem a marca dela dentro da empresa e produz para nós a nossa própria marca própria”, explica.

Entre as categorias que vêm ganhando força estão proteção solar, suplementação alimentar, bem-estar e cuidados com higiene e beleza

Conexão real com marcas

Na Petz, a marca própria já representa mais de 12% das vendas da rede, mesmo ainda sem uma presença significativa nas duas categorias mais relevantes do setor, pet food e laboratório. Esses dois segmentos, no entanto, começam agora a receber produtos desenvolvidos pela própria Petz, abrindo espaço para um novo ciclo de expansão.

Enquanto a Petz como um todo cresce a um ritmo entre 8% e 10% ao ano, a marca própria tem apresentado um desempenho ainda mais expressivo, com altas anuais consistentes entre 40% e 50%. “A marca própria tem crescido consistentemente de 40% a 50% ao ano. Ou seja, esses 12% de participação atuai tendem a crescer ainda mais”, destaca o CEO Sérgio Zimmermann.

Zimmermann observa que o avanço das marcas próprias dialoga com a transformação do consumidor, que não só tem mais ferramentas, como exige mais transparência, participação e propósito. “O cliente hoje chega na loja com o celular na mão, checando tudo em tempo real. A autoridade, que antes era do vendedor, agora é dividida com a internet. E isso muda tudo”, diz.

A chegada da geração Z ao mercado, tanto como consumidora quanto como força de trabalho, intensifica ainda mais a necessidade de adaptação das empresas.

“É preciso ser flexível e adaptável para entender o comportamento das novas gerações, como estão mudando a forma de consumir e de trabalha. Quando você está atento a todas essas mudanças e se adapta, fundamentalmente, cria conexões, para não ficar com o discurso absolutamente desconectado do seu consumidor ou da sua equipe de trabalho”, afirma Zimmerman.

Fonte: Mercado & Consumo 

Após crescer com private label, Mundo Móveis aposta em marcas próprias e projeta crescimento de 60%

Após crescer com private label, Mundo Móveis aposta em marcas próprias e projeta crescimento de 60%

Empresa passou seis anos com produção exclusiva para Mobly até lançar a primeira marca própria em 2023. No ano seguinte, faturou R$ 75 milhões

“Quem tem apenas um cliente não tem nada”. Com esta máxima em mente, Hugo Evandro Batista, fundador e CEO da Mundo Móveis, redesenhou o modelo de negócios da empresa. Fundada em 2016 com o objetivo de produzir apenas no modelo de etiqueta branca, a Mundo Móveis lançou duas marcas próprias nos últimos dois anos. Como resultado, o faturamento do negócio cresceu 46% no ano passado, atingindo R$ 75 milhões, e deve aumentar mais 60% este ano, com as marcas próprias representando a maior parte da receita.

Batizada de Cialar, a primeira marca original da Mundo Móveis foi lançada em 2023. “O objetivo era descentralizar nossa operação. Não fizemos nenhum investimento expressivo, criamos apenas um produto em quatro cores e levamos para um grande marketplace. A demanda surpreendeu e, no segundo ano da marca [2024], quase 30% do nosso faturamento veio da Cialar”, afirma Batista.

A marca, que visa produzir itens modernos, com rápida entrega e preços acessíveis, com foco em estofados, conta atualmente com 10 modelos de sofá e deve fechar o ano com 12 opções no catálogo. Os preços variam de R$ 1,17 mil a R$ 3,59 mil. O pico de vendas de um modelo foi em 2024, com 2,1 mil unidades comercializadas de um único produto.

Atualmente, a comercialização da Cialar está centralizada no site do Magazine Luiza. Neste ano, a quer expandir para outros marketplaces. “Nosso segundo investimento deve ser para entrar na Shopee”, aponta o executivo.

Já a segunda marca do grupo, a Bux In&Out, foi criada no ano passado para suprir uma demanda que Batista notou por produtos com design diferenciado e qualidade para área externa. Assinadas pelo próprio empreendedor, as peças da marca visam um tíquete médio mais alto, com foco na classe A. Entre os diferenciais, tem itens feitos com tecidos que usam tecnologias pensadas para oferecer resistência a diferentes climas. A companhia investiu mais de R$ 1 milhão para a criação da etiqueta.

A marca fechou seu primeiro ano com o triplo de pontos de venda estimados pelo grupo, com presença em 96 lojas no Brasil. Hoje, está presente em 150, e deve fechar 2025 em pelo menos 250 PDVs. Com cerca de 78% das lojas concentradas na região Sudeste, a expectativa é que novos pontos abranjam sobretudo o Nordeste e o mercado internacional.

Atualmente, as vendas no mercado externo representam cerca de 3,7% do total, com 98% delas centradas nos Estados Unidos. Para este ano, o objetivo é entrar na Arábia Saudita. A empresa quer manter o varejo físico como único canal de vendas Bux In&Out.

“Nos últimos anos, o private label representou nossa principal fonte de receitas. Mas, ainda em 2024, quando aceleramos os incentivos para nossas marcas próprias, o cenário começou a mudar. Hoje, elas já representam 43% do faturamento da companhia e devem chegar a 73% até o final do ano”, aponta Batista.

Criada para atender uma demanda da Mobly, loja de móveis atualmente controlada pela alemã Home 24, a Mundo Móveis passou seis anos na parceria exclusiva. Segundo Batista, os fundadores da varejista moveleira buscavam mais agilidade para atingir produção de baixo custo e alta escala. Para isso, o empreendedor, que já tinha experiência no setor, montou uma operação na qual passou a produzir 1,1 mil sofás por dia. Os itens ainda representam cerca de 89% da produção.

“Investi cerca de R$ 17,5 mil, um dinheiro que seria destinado para trocar de carro, comecei alongando prazos de pagamento e assim fomos crescendo ano a ano, sempre bootstrapping”, diz Batista. Atualmente, a empresa conta com um espaço de 46 mil m² dividido em três parques fabris.

De acordo com o CEO, apesar de a companhia ter registrado um crescimento de cerca de 13% na operação private label no primeiro trimestre deste ano, a expectativa é que o crescimento de 60% previsto para o faturamento da empresa em 2025 esteja concentrado na expansão das marcas próprias. A empresa deve fechar o ano com um faturamento de cerca de R$ 120 milhões, sendo 34% vindos da Mobly (contra 57,67% em 2024), 46,8% da Cialar (contra 28,55%) e 14,6% da Bux (13,44%).

Fonte: Revista PEGN

Pão de Açúcar inaugura conceito de loja premium em São Paulo

Pão de Açúcar inaugura conceito de loja premium em São Paulo

Onze unidades da rede serão reinauguradas com o novo layout

O Pão de Açúcar, rede de supermercados premium do Grupo Pão de Açúcar, lança um novo conceito de lojas com a proposta de oferecer uma experiência de compra prazerosa e diferenciada. No total, 11 lojas da rede estão sendo reinauguradas e passaram por mudanças no layout, no sortimento e nos serviços.

A rede tem objetivo de buscar atender a um público cada vez mais exigente, que tem procurado por uma experiência de compra completa, com soluções em sortimento desde produtos para o dia a dia até os itens mais selecionados para ocasiões especiais. As lojas estão localizadas no estado de São Paulo e na cidade do Rio de Janeiro.

O ambiente dessas lojas foi redesenhado em tons de branco, madeira e verde oliva, pensado para dar protagonismo aos produtos e facilitar a jornada do cliente. Com um amplo e diferenciado sortimento, incluindo itens das marcas próprias Qualitá e Taeq, as lojas oferecem uma curadoria completa, dos básicos para abastecer a despensa, aos produtos gourmet nacionais e de importação exclusiva.

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Entre as categorias que passam por maiores diferenciações estão a de carnes, incluindo cortes como pato, codorna e raças britânicas; pescados, que recebe itens como centolha e camarão rosa grande, a padaria, que traz pães artesanais, biscoitos finos e confeitaria gelada; e a seção de charcutaria, com produtos presenteáveis.

Com foco em um sortimento amplo, a rede oferece um alto nível de serviço, com uma equipe especialmente selecionada e treinada para atender as diversas ocasiões de compra dos clientes que buscam um atendimento com encantamento. No primeiro trimestre de 2025, o Pão de Açúcar reportou um crescimento de 6,5% nas vendas totais, focado no tripé ‘sortimento premium – qualidade de perecíveis e alto nível de serviço’.

O resultado enfatiza a resiliência da marca e a consistência da proposta de valor voltada ao segmento premium com um maior entendimento do comportamento de consumo dos clientes e consequente avanço da experiência de compra.

“O Pão de Açúcar é uma marca que, ao longo da história, construiu um forte vínculo emocional com os clientes. A proposta de valor da rede é oferecer diferenciação na categoria de perecíveis, sortimento premium, além de uma solução completa para o dia a dia, sempre elevando a experiência de compra por meio da excelência em atendimento. Não à toa, a bandeira teve uma evolução no share of wallet dos clientes premium, com um crescimento de 0,7 pontos percentuais nos últimos 12 meses. Com as reinaugurações, o objetivo do Pão é, sem dúvidas, atender às expectativas dos nossos clientes, dando mais protagonismo para um mix de produtos selecionados e um atendimento que encanta”, afirma Maria Cristina de Merçon, diretora de Marketing, Fidelidade e Clientes do GPA.

As unidades estão localizadas em diferentes bairros da cidade de São Paulo e região metropolitana, além do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a localização das unidades faz toda a diferença, já que estão em bairros no quais o perfil de consumo é ainda mais aderente à proposta de valor da marca.

“Temos como principais objetivos aumentar a nossa base de clientes premium, e crescer em market share. Também buscamos ser a melhor escolha de perecíveis, avançando com a participação dessa categoria nas cestas dos clientes; além de evoluir com a venda de um sortimento que vai além do dia a dia. O novo conceito que está presente nessas lojas foi profundamente estudado a partir de mais de um ano de pesquisas e escuta ativa, além de todo o conhecimento bastante robusto dos hábitos de consumo dos clientes da rede para entender o que de fato precisa ser diferente para entregar uma experiência de compra de alto padrão”, complementa Maria Cristina.

Fonte: Super Varejo

Explosão do varejo online: e-commerce deve crescer 70% no Brasil até 2027

O setor deve consolidar sua liderança dentro do e-commerce nacional, impulsionado por um conjunto de fatores favoráveis

A força do varejo digital brasileiro segue em ascensão acelerada. Segundo o estudo “Guia de Expansão Global para Mercados de Alto Crescimento”, divulgado pela empresa global de pagamentos Nuvei, o varejo online deve mais que dobrar seu faturamento até 2027, saltando de US$ 137,3 bilhões neste ano para impressionantes US$ 297,7 bilhões. O setor deve consolidar sua liderança dentro do e-commerce nacional, impulsionado por um conjunto de fatores favoráveis.

Entre os principais motores desse crescimento estão a consolidação do Pix como meio de pagamento preferido dos consumidores, a adesão crescente da população jovem à cultura digital e o avanço da logística nas principais verticais do varejo — especialmente vestuário, acessórios e moda.

O comércio eletrônico como um todo também apresentará alta expressiva: de US$ 346,3 bilhões em 2024 para US$ 585,6 bilhões em 2027 — crescimento de 70%, de acordo com as projeções da Nuvei.

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A tendência está em sintonia com os dados mais recentes da ABComm, que apontam que o Brasil registrou um faturamento de R$ 185,7 bilhões no e-commerce em 2023, com mais de 395 milhões de pedidos realizados — um aumento de 17% em relação ao ano anterior. O tíquete médio por compra online também cresceu, atingindo R$ 469, o maior valor desde 2020.

Segmentos em destaque

A liderança do varejo online se explica pela capacidade de adaptação às preferências do consumidor digital brasileiro. As lojas virtuais de moda, calçados e cosméticos são algumas das que mais evoluíram em oferta, experiência de compra e eficiência logística — elementos essenciais para fidelizar o cliente.

Além do varejo, outros setores também ganham força no digital. O segmento de viagens online, por exemplo, deve movimentar US$ 93,1 bilhões até 2027, um salto de 64% sobre os US$ 56,7 bilhões esperados para 2024.

A penetração digital no Brasil já ultrapassa 80% da população, e segundo dados da Statista, mais de 163 milhões de brasileiros compraram online ao menos uma vez em 2023. Com esse volume crescente de usuários conectados, as empresas que desejam se manter competitivas precisam entender o comportamento do consumidor omnichannel e oferecer uma jornada fluida — seja no digital, seja no físico.

Com a infraestrutura digital cada vez mais robusta e os meios de pagamento acessíveis, o e-commerce se consolida como motor essencial da economia varejista brasileira. Para os próximos anos, a palavra de ordem para os empresários é adaptação: quem estiver pronto para atender com agilidade, personalização e confiança terá lugar garantido nesse mercado bilionário.

Fonte: Varejo S.A 

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Private Label Brazil Feira de Marcas Próprias

Produtos de marcas próprias crescem no Brasil e podem ser até 30% mais em conta

As marcas próprias das redes varejistas estão conquistando um espaço significativo nas compras dos brasileiros. De acordo com o levantamento mais recente da NielsenIQ (NIQ), no País, 51% dos consumidores acreditam que esse tipo de produto apresenta qualidade igual ou superior às marcas comercias. Para 72%, o “excelente custo-benefício” é o fator crucial na hora de levar um item para casa. Os itens podem ser até 30% mais em conta do que os produtos das marcas líderes.

A pesquisa também mostra que 69% dos entrevistados consideram as marcas próprias uma alternativa aos produtos líderes do mercado. Além disso, 66% dos brasileiros comprariam mais marcas próprias caso houvesse maior variedade disponível.

Segundo Moritz Neto, especialista em varejo, o crescimento das marcas próprias não é apenas uma tendência do mercado, é uma estratégia sofisticada de posicionamento e margem.

“Quando redes desenvolvem seus próprios produtos, de alimentos básicos a itens de limpeza, elas não estão apenas oferecendo opções mais baratas. Estão redesenhando a lógica de consumo e fidelização dentro da loja”, afirma.

O especialista explica que existem três motores principais por trás dessa movimentação: maior controle de margem e cadeia produtiva; diferenciação e fidelização; e resposta inteligente ao cenário econômico.

“Ao produzir suas próprias marcas, as redes eliminam intermediários e negociam diretamente com fabricantes terceirizados. Isso permite reduzir o custo por unidade e aumentar a margem de lucro, mesmo oferecendo preços mais baixos ao consumidor”, aponta.

Ele também destaca que esse tipo de produto se torna um atrativo exclusivo da rede. “Se o cliente gosta do ‘leite Carrefour’ ou do ‘detergente Qualitá’, ele não vai encontrar esse produto em outro lugar, o que cria uma barreira implícita à troca de supermercado. É uma forma de tornar a experiência única e prender o consumidor ao ecossistema da marca”, destaca.

Por fim, Neto aponta que em tempos de inflação ou instabilidade, muitos consumidores trocam marcas tradicionais por opções mais acessíveis.

“As redes aproveitam esse movimento natural para posicionar seus produtos como equivalentes, ou até superiores em qualidade, mas com preço competitivo. Isso amplia o volume de vendas e melhora a percepção de valor da rede como um todo”, diz.

“As marcas próprias transformam o supermercado em plataforma de marca, não só de distribuição. É uma forma inteligente de criar exclusividade, margem e fidelização em uma tacada só”, avaliou Moritz Neto, fundador da Unfair Advantage.

Fonte: O Dia

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