Estratégia de marcas próprias impulsiona expansão do food service

Estratégia de marcas próprias impulsiona expansão do food service

No primeiro quadrimestre de 2026, de acordo com o Sebrae, a abertura de pequenos negócios no Brasil cresceu 14% em relação a igual período de 2025

No primeiro quadrimestre de 2026, de acordo com o Sebrae, a abertura de pequenos negócios no Brasil cresceu 14% em relação a igual período de 2025, o equivalente a mais de 2 milhões de novos negócios registrados. Além disso, o país aparece em segundo lugar, em ranking mundial, com a maior população com potencial empreendedor do mundo.

Diante desse cenário, o setor de food service se destaca entre os que mais cresceram com novos negócios, sejam formais ou informais. Nesse contexto de expansão, o Grupo Queiroz vem diversificando seu próprio portfólio para oferecer melhor custo-benefício ao pequeno e médio empreendedor.

O Grupo ampliou sua estratégia de desenvolvimento de marcas próprias, criando um conjunto de marcas voltado principalmente às demandas do food service, setor que reúne negócios de alimentação como restaurantes, lanchonetes, padarias, cafeterias e serviços de delivery.

Entre as marcas mantidas pela empresa está a Pakan, que atualmente conta com uma linha composta por produtos como batata congelada, morango congelado, queijo muçarela, presunto, presunto de peru, delícia de peru, bacon fatiado e em cubos, linguiça calabresa, alho e batata palha.

A decisão de investir em marcas próprias permite ao Grupo ampliar o controle sobre qualidade, preços e disponibilidade dos produtos, além de oferecer soluções mais competitivas aos empreendedores do setor de alimentação.

A linha de produtos da Pakan, segundo o diretor do grupo, Anderson Queiroz, está em constante ampliação. “Em breve devemos lançar novos itens, o que vai nos permitir diversificar ainda mais o portfólio”, disse.

A empresa também mantém a Embalar Mais, marca direcionada ao segmento de embalagens, área em que o Grupo Queiroz é referência na região Norte. Nesse segmento há uma variedade de itens que vão desde o saco plástico, copo, talher, formas, luva, espeto de bambu até pano multiuso.

De acordo com Anderson Queiroz, com esse mix de produtos, o Grupo se posiciona no mercado como uma fornecedora completa para atender o negócio de quem atua na capital e também no interior do estado.

“Nosso investimento em marcas próprias representa um compromisso com o fortalecimento do empreendedorismo. Mais do que comercializar produtos, buscamos entregar soluções que gerem valor para quem está à frente de um negócio de alimentação. Quando oferecemos qualidade, inovação, competitividade e preços acessíveis, contribuímos para que nossos clientes tenham mais eficiência operacional e maior rentabilidade”, destaca o diretor.

Fonte: A Crítica.Com

Nestlé simplifica operações e negocia venda de divisão de sorvetes

Nestlé investirá R$ 540 milhões na fábrica de Araçatuba (SP)

A Nestlé anuncia um investimento de R$ 540 milhões em sua fábrica de Araçatuba (SP) até 2028, reforçando o papel estratégico da unidade para a operação brasileira de Nutrição e Saúde. Os recursos serão destinados à modernização industrial, ao ganho de eficiência operacional, à incorporação de novas tecnologias e ao fortalecimento da capacidade produtiva da fábrica, que reúne algumas das linhas de maior complexidade tecnológica do portfólio da companhia.

A unidade é a maior fábrica da Nestlé Brasil em receita líquida, impulsionada pela produção de categorias de alto valor agregado, como fórmulas infantis, nutrição médica e produtos para o envelhecimento saudável. Atualmente, produz mais de 180 itens para todas as fases da vida e conta com cerca de 800 colaboradores diretos e 200 indiretos, abastecendo principalmente o mercado nacional, além de exportar para países da América Latina e do Oriente Médio.

Investimento reforça estratégia da companhia

O anúncio faz parte do ciclo de investimentos da Nestlé no Brasil entre 2025 e 2028 e reforça a estratégia global da companhia, que tem a área de Nutrição e Saúde como um de seus quatro negócios prioritários.

“A área de Nutrição e Saúde representa uma das principais avenidas de crescimento da Nestlé no mundo, e o Brasil ocupa uma posição estratégica nessa jornada. O investimento em Araçatuba demonstra nossa confiança na capacidade da operação brasileira de produzir alimentos de alta complexidade tecnológica e com os mais elevados padrões de qualidade, para atender consumidores do Brasil e de outros países”, afirma Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil.

Fonte: Giro News

Novo Atacarejo expande operação e chega a Alagoas

A rede nordestina Novo Atacarejo anunciou a expansão de seus negócios para Alagoas por meio da conversão de cinco unidades da bandeira Mix Mateus, pertencentes ao Grupo Novo Mateus. O processo de reposicionamento também envolve a mudança de marca de 14 lojas em Pernambuco e nove na Paraíba. Com esse movimento estratégico, a bandeira de atacarejo consolida sua presença regional e passa a contabilizar um total de 67 pontos de venda distribuídos por 43 cidades nos três estados.

Bandeira Novo Mercatto

O plano do grupo, nono maior do setor atacadista no ranking Abras 2026, também inclui a estreia da bandeira Novo Mercatto com foco em serviços nas unidades Mateus Casa Forte (PE) e Mateus Altiplano (PB), enquanto a marca Mix Mateus segue ativa nas demais regiões do país. Fundada em 2019 no interior pernambucano, a rede Novo Atacarejo opera agora com 51 lojas em Pernambuco, 11 na Paraíba e as 5 novas filiais alagoanas.

Fonte: Giro News // Foto: Créditos: Renan Martins/Divulgação

 

Marcas próprias: como elas se tornaram gigantes no mundo e o que isso diz ao varejo brasileiro

Marcas próprias: como elas se tornaram gigantes no mundo e o que isso diz ao varejo brasileiro

Se no Brasil as marcas próprias ainda enfrentam barreiras culturais e operacionais, representando uma fatia tímida que oscila entre 8% e 15% do faturamento das redes, no exterior o cenário é de dominância. Em mercados maduros, a participação varia de 30% a 50%, chegando a romper a barreira dos 60% em categorias específicas. De acordo com dados globais, o preconceito acabou: hoje, 69% dos consumidores ao redor do mundo enxergam um excelente custo-benefício nesses produtos, e 68% os consideram alternativas perfeitamente equivalentes ou superiores às marcas líderes da indústria.

Para compreender esse abismo de maturidade e capturar os insights que podem destravar o crescimento do setor no Brasil, a reportagem da SA+ conversou com Fátima Merlin, CEO da Connect Shopper e vice-presidente da Abmapro (Associação Brasileira de Marcas Próprias).

Ela explicou que o avanço global da categoria é explicado por uma transição clara através de quatro gerações históricas. “Tudo começou na primeira geração com os produtos genéricos, focados estritamente em preço baixo, com embalagens rudimentares e ausência de marca. Em seguida, as duas gerações seguintes trouxeram a estratégia conhecida como ‘me too’, em que o varejista passou a carimbar sua marca na embalagem para tentar igualar a qualidade percebida das marcas líderes. O grande salto veio com a quarta geração, batizada de Geração Valor. Nascida sob o impacto da crise global de 2008, essa fase atual deslocou o vetor de atração do preço para pilares de inovação, sustentabilidade, saudabilidade e bem-estar.”

Apesar de ainda pequeno comparado à Europa, o mercado nacional de marcas próprias começa a ganhar tração, confira a seguir.

O modelo europeu e as engrenagens da maturidade

A Europa posiciona-se como o ecossistema mais avançado do planeta no segmento, com as marcas próprias respondendo por uma média de 30% a 37% das vendas dos supermercados. A Suíça lidera o ranking global, ostentando impressionantes 48% de participação de mercado.

Neide Montesano, presidente da Abmapro ,apontou à SA+ que esse sucesso continental é sustentado por dois diferenciais competitivos fundamentais. Primeiro, há o controle total do espaço de gôndola, uma vez que o varejista europeu detém a governança absoluta de suas prateleiras e não comercializa esses espaços para a indústria, priorizando a máxima eficiência do sortimento.

Segundo, a maturidade da cooperação entre varejo e indústria e as legislações flexíveis permitem que grandes conglomerados multinacionais, como Coca-Cola e Nestlé, fabriquem abertamente produtos sob a marca dos próprios supermercados, garantindo escala e excelência técnica ao canal.

Cases globais e as operações bilionárias de sucesso

Os números que cercam os grandes players globais traduzem o poder e a sofisticação dessa estratégia comercial. Na Espanha, o Mercadona é considerado a melhor operação de marca própria do mundo. Suas marcas exclusivas, como Hacendado e Deliplus, representam mais de 50% das vendas e ocupam 82% das gôndolas da rede, que abre mão de guerras promocionais agressivas em prol de um sortimento enxuto.

No Reino Unido, a Tesco abocanha de 35% a 40% das vendas com uma forte arquitetura de premiumização ancorada na linha Tesco Finest. Também no mercado britânico, a Sainsbury’s atinge de 40% a 50% das vendas focando em saudabilidade, enquanto a Marks & Spencer protagoniza o caso mais radical do varejo mundial ao operar com praticamente 100% de marca própria, baseada na extrema confiança do consumidor em seus produtos.

Ainda na Europa, a Alemanha se destaca com o modelo hard discount liderado por Aldi e Lidl. O Aldi ultrapassa os 80% de participação de marca própria e o Lidl supera os 75%, ambos dominando o mercado com poucos SKUs, extrema eficiência operacional e alta velocidade de inovação.

Cruzando o Atlântico, os Estados Unidos mostram números igualmente impressionantes. A marca própria do Costco, a Kirkland Signature, responde por cerca de 30% das vendas da rede e fatura mais do que gigantes multinacionais como Nike e Coca-Cola, oferecendo qualidade igual ou superior à marca líder com preços 15% a 25% menores.

O Trader Joe’s opera com cerca de 80% do sortimento próprio, investindo em uma curadoria rígida e em um forte storytelling para transformar a compra em uma jornada de descoberta. Por fim, a Target transformou sua marca Good & Gather em um negócio de US$ 4 bilhões, e o Walmart avança a passos largos com a Bettergoods, uma linha focada em opções gourmet e plant-based que está prestes a bater US$ 500 milhões em faturamento.

As lições internacionais e a harmonia nas prateleiras

Para romper o teto histórico de faturamento e consolidar a marca própria como um ativo de primeira linha, o varejista brasileiro precisa absorver a mudança de mentalidade praticada lá fora. Fátima Merlin chama a atenção para o fato de que, no mercado nacional, a categoria ainda fica muito subordinada aos departamentos comerciais ou de compras.

“O que eles fazem de diferente dos varejistas brasileiros? Nos líderes mundiais, a marca própria é estratégia e diferencial competitivo, sendo tema de conselho e presidência”, aponta a CEO da Connect Shopper.

Nessa visão de alta governança, as redes internacionais desenham portfólios complexos para atender múltiplos perfis de público. “Eles pensam em arquitetura de marcas, possuindo linhas econômicas, mainstream, premium, saudáveis e sustentáveis”, detalha a especialista.

Para sustentar essa engrenagem, o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento torna-se indispensável, com redes como Mercadona, Tesco e Costco mantendo equipes dedicadas a testes sensoriais e engenharia de embalagens. Nessas corporações, o foco na excelência técnica vem antes do custo. “Trabalham qualidade antes de preço. O mantra internacional é: Primeiro melhor. Depois mais barato'”, enfatiza Fátima.

Outro diferencial é o uso inteligente da tecnologia e dos dados para mapear o comportamento de compra e as lacunas nas gôndolas. “Eles analisam missões de compra e necessidades não atendidas. A marca própria nasce de um insight de cliente”, explica a especialista. Como consequência, o sucesso passa a ser medido por métricas de valor de longo prazo, como o índice de recompra, a fidelização via NPS, a margem incremental e o valor do tempo de vida do cliente (CLV).

Esse novo horizonte para o varejo, contudo, não prevê o enfraquecimento das indústrias tradicionais. “O cenário internacional mostra que o futuro das marcas próprias não é a exclusão das marcas nacionais, mas sim uma ‘harmonia nas prateleiras'”, avalia Fátima. O grande segredo para alcançar esse equilíbrio global foi a coragem de colocar o shopper no centro do desenvolvimento.

“O varejo global de sucesso aprendeu a colocar o consumidor, chamado de ‘chefe’ por redes como a Mercadona, no centro do desenvolvimento, oferecendo transparência, ingredientes limpos e uma equação justa de valor”, crava.

Ao consolidar essa postura, o mercado internacional decreta o fim da era dos produtos de baixo valor percebido. “Quando olhamos os grandes varejistas internacionais, fica claro que a marca própria deixou de ser uma alternativa de preço para se tornar uma estratégia central de diferenciação, fidelização e rentabilidade”, conclui.

Fonte: SA Mais

Pague Menos quer dobrar receita com marcas próprias após primeiro bilhão

As marcas próprias ganharam protagonismo na estratégia das Farmácias Pague Menos. Após atingir R$ 1 bilhão em faturamento no segmento em 2025, a varejista pretende dobrar esse resultado até 2029, apoiada em uma reorganização do portfólio, fortalecimento da marca Dauf e investimentos em categorias como vitaminas, dermocosméticos e proteção solar.

Em entrevista exclusiva ao Panorama Farmacêutico, Mariana Senhore, diretora de marcas próprias do grupo, afirmou que o desempenho é resultado de uma estratégia construída para ampliar o acesso dos consumidores a produtos de qualidade com preços competitivos. “Nos propusemos a ser uma marca que amplia o acesso ao cuidado diário. Isso faz com que nossos produtos estejam presentes na cesta do consumidor”, afirma.

Segundo a executiva, a capilaridade do portfólio também foi decisiva para o crescimento. Atualmente, a companhia atua em cerca de 40 categorias, com mais de 800 SKUs. A marca Dauf, principal bandeira própria da rede, lidera esse desempenho.

“A Dauf tem uma aceitação muito grande entre os clientes por entregar uma combinação excelente entre custo-benefício e performance. As pessoas acabam se surpreendendo positivamente com a qualidade dos produtos”, destaca.

Farmácias mudam percepção sobre marcas próprias

Para Mariana, o varejo farmacêutico vem promovendo uma mudança importante na forma como o consumidor enxerga as marcas próprias. “Pela primeira vez, a participação das marcas próprias no varejo farmacêutico ultrapassou a do varejo alimentar, que foi quem desenvolveu essa categoria no Brasil”, analisa.

Na avaliação da executiva, essa evolução está relacionada ao posicionamento adotado pelas redes. “O setor farmacêutico está construindo marcas desejadas pelos consumidores, e não apenas produtos de marca própria. O desafio agora é ressignificar a percepção de qualidade e fortalecer ainda mais essa relação de confiança”, pontua.

Embora o mercado brasileiro ainda esteja distante da maturidade observada em países europeus, onde a participação das marcas próprias supera 40% em alguns mercados, Mariana acredita que existe amplo espaço para expansão.

Segundo levantamento da Nielsen, há uma tendência positiva e de ganho de importância das marcas próprias. Essa categoria já movimenta R$ 5,3 bilhões no varejo farmacêutico nacional, representando 4,9% do faturamento do setor. Nos últimos cinco anos, a Pague Menos teve crescimento de 20% nesta frente.

Quatro pilares para sustentar o crescimento

O plano estratégico da Pague Menos para os próximos anos está baseado em quatro verticais. A primeira envolve a reorganização da arquitetura de marcas. Hoje, o portfólio reúne 13 marcas próprias, mas a intenção é reduzi-las para apenas quatro. “Isso traz maior clareza para a operação, otimiza investimentos e fortalece nossas principais marcas”, contextualiza Mariana.

O segundo eixo concentra esforços na Dauf, que passará por um processo de rebranding. “A pesquisa mostrou que o consumidor gosta da marca, mas considera que ela ainda é tímida e precisa estar mais presente. Vamos modernizar sua identidade visual, preservando toda a credibilidade construída ao longo dos anos”, revela.

Outra prioridade será ampliar a participação em categorias de maior valor agregado. A proposta é reduzir a dependência de categorias mais básicas e investir em segmentos com maior potencial de diferenciação, construção de marca e rentabilidade, entre os quais proteção solar, cuidados faciais, cuidados corporais e vitaminas.

O quarto pilar envolve mudanças internas na governança, nos processos e nos indicadores de gestão para dar sustentação ao crescimento projetado.

GLP-1 impulsiona categorias complementares

A crescente utilização dos medicamentos agonistas do GLP-1 também vem influenciando o desenvolvimento do portfólio da companhia. Segundo Mariana, consumidores que utilizam esses tratamentos apresentam maior demanda por suplementos e vitaminas, abrindo novas oportunidades para inovação.

“Percebemos uma presença importante de vitaminas na cesta desse consumidor. Também identificamos que fibras têm ganhado relevância nessa jornada, e estamos acelerando o desenvolvimento dessas categorias dentro do nosso pipeline”, conta.

Além da ampliação do portfólio, a rede também pretende investir em ações educativas, com orientações ao consumidor sobre a importância da suplementação e do suporte nutricional durante o uso das canetas emagrecedoras.

Digital reforça estratégia de fidelização

A expansão dos canais digitais também faz parte da estratégia de crescimento das marcas próprias. De acordo com a executiva, o principal objetivo é fortalecer a fidelização dos clientes. “Queremos que o consumidor escolha entrar em uma loja Pague Menos porque sabe que encontrará um produto Dauf que não existe em outra rede”, comenta.

No ambiente online, a empresa tem investido em melhorias na experiência de compra, com conteúdos mais completos e comparações que facilitem a decisão do consumidor. “Não basta mostrar a embalagem. Estamos enriquecendo as páginas dos produtos com informações sobre benefícios, composição e formas de uso para tornar a jornada mais intuitiva”, destaca.

Cliente de marca própria compra mais

Mariana também revela que os consumidores das marcas próprias apresentam comportamento diferente da média da rede. Outro indicador considerado estratégico é a relevância alcançada pela Dauf dentro do negócio. “Desconsiderando os medicamentos de prescrição, a Dauf já ocupa a segunda posição entre as principais marcas comercializadas pela Pague Menos, além de termos também a terceira colocada. Isso mostra a força que nossas marcas próprias conquistaram”, finaliza.

Fonte: Panorama Farmacêutico // Foto: Divulgação 

Assaí amplia marcas próprias com produtos temáticos e congelados

Assaí amplia marcas próprias com produtos temáticos e congelados

O Assaí avança em seu plano de expansão de marcas próprias e apresenta novos produtos em suas lojas no estado de São Paulo. Com foco no consumidor final e na oferta de soluções práticas, a rede lança os produtos temáticos disco com mix de amendoins salgado e doce (550 g) e pão de alho tradicional (400 g) – edição especial que se soma ao pão de alho picante (400 g). A marca Assaí Chef Profissional também passa a contar com brócolis congelado (1 kg e 2 kg), couve-flor (1 kg), dueto de batata e cenoura, seleta de vegetais (1 kg) e polenta congelada (1 kg).

Estratégia de inovação

O movimento acompanha as mudanças nos hábitos de consumo e reforça a estratégia de inovação da companhia ao ampliar categorias de alta recorrência. “Ao trazer opções temáticas para os momentos de torcida, oferecemos uma alternativa inteligente de economia para as confraternizações em família. Já a ampliação da linha profissional com os congelados ajuda a otimizar os processos na cozinha do empreendedor”, afirma Loiane Silveira, diretora de Marcas Próprias do Assaí Atacadista.

Fonte: Giro News

Panvel prevê R$ 12 bilhões em faturamento até 2030

Panvel prevê R$ 12 bilhões em faturamento até 2030

A Panvel projeta alcançar faturamento de R$ 12 bilhões e uma rede de 1.000 lojas até 2030. A estratégia combina expansão da operação, investimentos em tecnologia e ganhos de eficiência, além de acompanhar tendências como o crescimento da demanda por medicamentos da classe GLP-1, as chamadas canetas emagrecedoras.

Segundo o CEO Julio Mottin, esses produtos já representam 12% das vendas da rede. Antes de avançar para outras regiões do país, a companhia pretende consolidar sua liderança no Sul, onde detém 22% de participação no mercado gaúcho e 8% em Santa Catarina e no Paraná.

Estratégia de crescimento

Além dos investimentos na operação, a Panvel aposta na gestão de pessoas como parte de seu plano de expansão. A rede implementou a jornada de trabalho 5×2 em 96% das lojas físicas e ampliou a contratação de profissionais com mais de 50 anos, reduzindo a rotatividade de funcionários.

A companhia também registrou ganho de 30% na produtividade nos últimos cinco anos com a digitalização de processos. Para 2026, a expectativa é atingir faturamento de R$ 7 bilhões, alta de 18,4% sobre o anterior. As informações são da Veja.

Fonte: Giro News

Amazon lança Amazon Basics no Brasil com centenas de produtos e entrega no mesmo dia para membros Prime

Amazon lança Amazon Basics no Brasil com centenas de produtos e entrega no mesmo dia para membros Prime

Linha reúne desde produtos para pets e de organização para casa até itens para escritório

A Amazon Basics, marca própria global da Amazon, foi lançada no Brasil com centenas de itens em categorias como casa, escritório, esportes e pet shop. A proposta existe desde 2009, mas só agora chegou à Amazon brasileira.

O lançamento acontece um pouco antes do Prime Day 2026, previsto para ocorrer de 1 a 7 de julho, e reforça um ano de expansão logística e crescimento de portfólio da companhia no país.

“Na Amazon, estamos constantemente ouvindo o que nossos consumidores desejam — e Amazon Basics é reflexo direto dessa escuta. Trazer essa marca ao Brasil significa oferecer uma experiência de compra completa, de ponta a ponta: validamos a qualidade, curamos a seleção e garantimos a velocidade da entrega. Nosso compromisso é continuar trazendo conveniência que se conecte com a realidade e as necessidades do consumidor local”, afirma Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil.

O catálogo brasileiro reúne centenas de itens em diferentes categorias, como pets, organização para casa, acessórios para computador, itens de escritório, ferramentas e acessórios de mesa. Os produtos estão armazenados localmente no Brasil, o que permite opções de entrega no mesmo dia e no dia seguinte para membros Prime, conforme disponibilidade. A marca também passa a contar com uma loja dedicada dentro do marketplace brasileiro, com curadoria por categoria para facilitar a navegação e a descoberta dos produtos.

Quem possui uma assinatura Amazon Prime conta com entrega rápida gratuita e possibilidade de 15% de desconto em determinados itens.

Contexto de mercado

Segundo levantamento da NielsenIQ para a ABMAPRO, 69% dos brasileiros avaliam produtos de marcas próprias como uma opção de excelente custo-benefício. Os itens de marcas próprias atingiram 34% de penetração nos lares do país, registrando crescimento anual de 9,2% em 2025. Ainda assim, a participação de marcas próprias no faturamento total do varejo brasileiro oscila entre 8% e 15%, bem abaixo dos mais de 40% verificados em países europeus.

A chegada da Amazon Basics acontece após um ciclo de investimentos da companhia no país. Em 2025, a Amazon afirma ter investido R$ 19 bilhões no Brasil, valor cinco vezes maior que a média anual desde sua entrada no mercado brasileiro. A empresa também informa que sua rede logística já conta com mais de 300 unidades em todos os 26 estados e no Distrito Federal, estrutura que apoia entregas em minutos e horas nas principais cidades do país.

Fonte: Central do Varejo 

Marca própria no varejo: o que é, como funciona e por que cresce no Brasil

O private label deixou de ser sinônimo de produto barato e passou a ser uma das principais ferramentas de margem e fidelização no varejo brasileiro e global

Marca própria é a estratégia na qual um varejista comercializa produtos fabricados por terceiros sob a sua própria marca, assumindo o controle sobre embalagem, posicionamento, precificação e identidade visual. O modelo também é chamado de private label ou marca privada.

Nesse modelo, o varejista terceiriza a produção para um fornecedor especializado, mas define as especificações do produto, como formulação, design e padrão de qualidade. O fabricante não aparece na embalagem final. Quem assina o produto é a rede varejista.

A diferença em relação ao white label é relevante: no white label, o produto é genérico, produzido em massa sem personalização, e qualquer empresa pode comprá-lo e revendê-lo. Na marca própria, o produto é desenvolvido com especificações exclusivas definidas pelo varejista. A personalização é o elemento central da estratégia.

No Brasil, exemplos consolidados dessa prática incluem a linha Qualitá, do Grupo Pão de Açúcar, e as linhas de marcas próprias da RD Saúde, que incluem as marcas Needs, Bwell, Natz, Nutrigood e Caretech. No segmento de decoração, a Camicado, rede do Grupo Renner, tem a linha Home Style como marca própria, que em 2025 representava 75% do portfólio da empresa, ante 50% em 2021, conforme dados da Abmapro (Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização).

Por que a marca própria cresce no Brasil

O crescimento do segmento no país é consistente. Segundo dados da NielsenIQ apresentados durante o SIMP 2025 (Simpósio Internacional de Marcas Próprias), o setor de marca própria avança em média 9,2% ao ano no Brasil. O estudo também indica que 58% dos consumidores brasileiros planejam ampliar a compra de produtos de marca própria em 2025 e 2026.

O principal fator que impulsiona essa tendência é a percepção de custo-benefício. Segundo pesquisa da NielsenIQ publicada em 2025, intitulada “Finding Harmony on the Shelf: 2025 Global Outlook on Private Label & Branded Products”, 72% dos consumidores brasileiros consideram que produtos de marca própria oferecem excelente custo-benefício. Outros 69% os veem como uma boa alternativa às marcas comerciais líderes de mercado. Produtos de marca própria podem custar até 30% menos do que os itens de marcas líderes, segundo a NielsenIQ.

Outro indicador relevante: 66% dos brasileiros comprariam mais produtos de marca própria caso houvesse maior variedade disponível. Esse dado aponta tanto o grau de aceitação quanto o espaço ainda existente para expansão.

O movimento não é exclusivo ao Brasil. Globalmente, marcas próprias atingiram 22,8% de participação nas vendas em 2024, com maior peso na Europa (36,9%), seguida pela América do Norte (18,2%) e América Latina (3,3%), conforme relatório da NielsenIQ. A América Latina, ainda que com participação menor, registrou crescimento de 11,5% em valor no mesmo período, a segunda maior expansão regional do mundo.

O papel da inflação e do comportamento do consumidor

O cenário macroeconômico reforça a expansão do segmento. Com a pressão inflacionária sobre o orçamento das famílias, consumidores passam a priorizar produtos com melhor relação preço-qualidade. A Abmapro destaca que o setor de marca própria é resiliente em períodos de crise justamente por apresentar preços competitivos.

Segundo a análise da entidade, produtos de marca própria podem gerar uma economia de até 25% para o consumidor em comparação com marcas comerciais equivalentes. Isso explica parte da fidelização que varejistas obtêm ao investir nessa estratégia.

Como funciona a estratégia de marca própria

A operação de marca própria envolve etapas que vão da concepção do produto até a gestão do sortimento na loja. Cada fase exige alinhamento entre as equipes de compras, marketing e operações do varejista.

1. Definição do portfólio

O varejista identifica categorias onde há demanda consistente e onde a margem dos produtos de marcas comerciais já está consolidada. Isso permite entrar com um produto próprio a preço competitivo sem canibalizar o mix principal.

2. Seleção do fornecedor

O varejista busca fabricantes com capacidade técnica para atender às especificações exigidas. A relação com o fornecedor não é de revenda, mas de parceria industrial: o fabricante produz conforme o briefing do varejista.

3. Desenvolvimento do produto

Aqui entram as decisões sobre formulação, embalagem, padrão de qualidade e posicionamento. O varejista define se o produto será posicionado como opção econômica, equivalente à marca líder ou como item premium.

4. Precificação e margem

Um dos atrativos centrais da marca própria para o varejista é a margem. Segundo a Abmapro, as vendas de marcas próprias podem representar cerca de 20% do lucro final mensal para as redes varejistas. A eliminação do custo de marketing e royalties da marca fabricante permite operar com margens superiores.

5. Gestão de gôndola e visibilidade

O posicionamento do produto na loja é parte da estratégia. Marcas próprias costumam ocupar posições de destaque no ponto de venda, com apoio de ações de comunicação interna.

Confira o artigo completo em Central do Varej0

Panvel reformula linha de maquiagem e acelera expansão com 60 novas farmácias

Panvel reformula linha de maquiagem e acelera expansão com 60 novas farmácias

A rede de farmácias Panvel está ampliando seus investimentos em marcas próprias e na expansão física de suas operações. A companhia anunciou a reformulação completa de sua linha de maquiagem, ao mesmo tempo em que acelera seu plano de crescimento com a abertura de 60 novas farmácias.

A estratégia busca fortalecer a presença da empresa no mercado de beleza e higiene pessoal, segmento que vem ganhando relevância dentro do varejo farmacêutico.

Marca própria ganha novo posicionamento

A linha de maquiagem da Panvel passou por um processo de reposicionamento que inclui nova identidade visual, reformulação de embalagens e atualização do portfólio de produtos.

O objetivo é aumentar a competitividade da marca própria diante de concorrentes nacionais e internacionais presentes no mercado de cosméticos.

Segundo a companhia, a iniciativa acompanha mudanças no comportamento dos consumidores, que buscam produtos com maior qualidade, inovação e boa relação entre custo e benefício.

Cosméticos ampliam relevância nas farmácias

Nos últimos anos, o segmento de beleza se consolidou como uma importante fonte de receita para as grandes redes farmacêuticas.

Além dos medicamentos, farmácias passaram a investir fortemente em maquiagem, cuidados com a pele, perfumes e produtos de bem-estar, ampliando o ticket médio e a frequência de compra dos clientes.

Esse movimento também contribui para a diferenciação das redes em um mercado cada vez mais competitivo.

Plano prevê 60 novas unidades

Paralelamente à reformulação da marca própria, a Panvel pretende abrir 60 novas lojas, ampliando sua presença principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

A expansão faz parte da estratégia de crescimento da companhia, que busca aumentar a capilaridade da rede e fortalecer sua participação no varejo farmacêutico nacional.

A empresa já possui centenas de unidades em operação e mantém foco em mercados considerados estratégicos para o crescimento de longo prazo.

Varejo farmacêutico segue em expansão

O setor farmacêutico brasileiro continua atraindo investimentos devido à demanda recorrente por produtos de saúde, higiene e bem-estar.

Mesmo em períodos de desaceleração econômica, o segmento costuma apresentar desempenho resiliente, impulsionado pelo envelhecimento da população e pelo aumento da preocupação com qualidade de vida.

Nesse cenário, redes como Panvel, RaiaDrogasil, Pague Menos e Drogaria São Paulo seguem disputando espaço em diferentes regiões do país.

Marcas próprias ganham força

Além da expansão física, a aposta em marcas próprias se tornou uma tendência entre grandes varejistas.

Esses produtos costumam oferecer margens mais elevadas para as empresas e permitem maior controle sobre qualidade, posicionamento e estratégia comercial.

No caso da Panvel, a linha própria de cosméticos já é considerada um dos ativos relevantes da companhia e deve ganhar ainda mais protagonismo com o novo ciclo de investimentos.

Mercado acompanha próximos resultados

Analistas observam que a combinação entre expansão de lojas e fortalecimento de marcas próprias pode contribuir para o crescimento das receitas da empresa nos próximos anos.

A estratégia busca ampliar a fidelização dos consumidores e aumentar a participação da Panvel em categorias de maior valor agregado, como beleza e cuidados pessoais.

Fonte: Business Moment