Decathlon: a estratégia por trás da maior varejista esportiva do mundo e seus próximos passos

Com preços acessíveis, controle da produção e foco na experiência do consumidor, a Decathlon revolucionou o varejo esportivo e agora se prepara para uma nova fase de crescimento

A Decathlon é a maior varejista esportiva do mundo, operando em 76 países e com mais de 1.700 lojas. No Brasil, são mais de 50 unidades. Mas a abordagem no setor esportivo foge dos padrões seguidos por concorrentes como Adidas, Nike e Under Armour.

Diferente dessas marcas, a Decathlon não patrocina equipes esportivas de renome, não investe em marketing com influenciadores e não possui uma base de fãs fiel. Ainda assim, mantém a liderança global, impulsionada por uma estratégia centrada em acessibilidade e diversificação.

A empresa administra mais de 60 marcas próprias e atende a mais de 65 modalidades esportivas, o que permite um portfólio extenso de produtos a preços acessíveis.

A origem da Decathlon

A varejista foi fundada por Michel Leclercq, em 1976. A primeira loja foi aberta no estacionamento de uma unidade da Auchan, rede de supermercados criada por seu primo, Gérard Mulliez.

Inspirado na americana Sports Authority, Leclercq viu uma lacuna no mercado francês e decidiu criar uma empresa que reunisse equipamentos esportivos de diversas categorias em um só lugar.

Embora tenha deixado a gestão do grupo, o empresário ainda detém 40% das ações da companhia. Seu patrimônio é estimado em US$ 5,6 bilhões (aproximadamente R$ 33 bilhões).

Construir um império no varejo esportivo exigiu uma abordagem diferente. A Decathlon apostou em preços baixos e controle total da cadeia produtiva para crescer sem comprometer a margem de lucro.

Ao contrário de muitas empresas que reduzem preços inicialmente e os elevam após conquistar mercado, a Decathlon mantém preços acessíveis como um pilar estratégico. Para viabilizar essa política, trabalha com margens reduzidas e investe na otimização de custos.

Nos mercados em expansão, como China e Índia, a varejista estabeleceu centros de distribuição locais para minimizar despesas logísticas. Além disso, sua política de marketing é minimalista, evitando campanhas publicitárias de grande escala.

Outro diferencial é o foco em funcionalidade. A empresa prioriza qualidade e custo-benefício em detrimento do design sofisticado, o que reduz gastos com materiais e embalagens. Um exemplo disso é a decisão de eliminar caixas de sapatos por razões ambientais e logísticas.

As vendas digitais também ganharam espaço. Em 2023, 17,3% da receita da Decathlon veio do e-commerce, demonstrando o avanço da marca no ambiente digital.

Sustentabilidade e inovação

O compromisso da Decathlon vai além das vendas. A empresa promove iniciativas sustentáveis, como o programa Trocathlon, criado em 1986 para facilitar a troca de equipamentos usados entre consumidores.

No mesmo ano, lançou a plataforma Second Life, voltada à revenda de produtos de segunda mão. Essas ações refletem um esforço contínuo para reduzir desperdícios e promover a reutilização.

A companhia também se comprometeu a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 40% até 2030 e atingir emissões líquidas zero até 2050.

Além das práticas ambientais, a Decathlon tem se aproximado de eventos esportivos. Em 2023, tornou-se parceira oficial das Olimpíadas de Paris, apoiando equipes de 21 modalidades.

Cultura corporativa e engajamento interno

A empresa atribui parte de seu sucesso ao modelo de gestão voltado para autonomia e espírito esportivo. Jean-Marc Lemière, CFO da companhia, afirmou à revista Fortune que a Decathlon prioriza perfis profissionais alinhados ao propósito da empresa em vez de contratações baseadas apenas em conhecimento técnico.

Atualmente, a companhia emprega mais de 101 mil pessoas, sendo que quase metade são acionistas.
“Minimizamos hierarquias para incentivar o empreendedorismo em todos os níveis. Os funcionários que lidam diretamente com os clientes são os que têm mais insights sobre suas necessidades – por isso, devemos ouvi-los”, disse Barbara Martin Coppola, CEO da Decathlon, enfatizando a cultura horizontal da empresa.

Apesar da liderança no setor, a Decathlon enfrenta desafios competitivos significativos. Grandes marcas esportivas e outras varejistas especializadas dificultam sua expansão em mercados estratégicos.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a empresa fechou lojas físicas durante a pandemia e manteve apenas as vendas online. Na Suécia, encerrou operações em 2024 devido à baixa demanda e ao aumento dos custos.

No Reino Unido, a varejista registrou um prejuízo de £ 2 milhões (aproximadamente R$ 14,7 milhões) no último ano fiscal.

A situação na Alemanha mostra um cenário mais otimista: a empresa levou 23 anos para se tornar lucrativa no país, mas agora apresenta crescimento sustentado. Já na Ásia, especialmente na China, a marca segue expandindo sua presença.

Em março de 2024, Barbara Martin Coppola anunciou um novo direcionamento estratégico para a empresa. O objetivo é fortalecer a conexão da marca com atletas iniciantes e profissionais, ampliando seu alcance para além do varejo tradicional.

A reformulação prevê lojas mais modernas e interativas, com uma experiência de compra intuitiva e envolvente. “A nova estrutura promoverá navegação eficiente, comparação fácil e uma experiência de compra memorável”, diz Coppola.

Com essas mudanças, a Decathlon busca se posicionar não apenas como uma varejista, mas como uma referência global no mundo dos esportes.

Fonte: Exame

62% dos consumidores acreditam que os produtos de marcas próprias oferecem a mesma qualidade das marcas tradicionais

62% dos consumidores acreditam que os produtos de marcas próprias oferecem a mesma qualidade das marcas tradicionais

Paralelamente, 86% dos brasileiros notaram uma redução no tamanho das embalagens de produtos sem que isso representasse queda no preço

O padrão de consumo dos brasileiros tem sido significativamente alterado por fatores como incertezas econômicas, pressões inflacionárias. No país, 81% dos consumidores entrevistados em uma pesquisa conduzida pela EY-Parthenon priorizam a busca pelo custo-benefício nas compras – índice acima da média global, de 72%.

Essa busca por economia também está transformando o mercado de marcas próprias. 62% dos consumidores acreditam que os produtos de marcas próprias oferecem a mesma qualidade das marcas tradicionais, e 32% afirmam estar satisfeitos com alternativas mais acessíveis, que imitam a oferta de marcas premium.

Paralelamente, 86% dos brasileiros notaram uma redução no tamanho das embalagens de produtos sem que isso representasse queda no preço, enquanto 59% só compram produtos de marcas conhecidas quando estão em promoção. Além disso, 64% dos brasileiros preferem consertar objetos ao invés de substituí-los.

O levantamento também expõe a preocupação dos brasileiros com questões financeiras e sociais: 83% pensam constantemente no futuro, 45% estão muito preocupados com suas finanças, 58% temem pela economia nacional e 35% se preocupam com o acesso a necessidades básicas.

Digital ajuda, mas é preciso ter cuidado

Neste panorama, a digitalização ganha destaque como parte essencial na experiência do consumidor. Quase metade dos brasileiros (48%) já se inscreveu em listas de varejistas em troca de descontos, enquanto 77% valorizam frete ou devoluções gratuitas como um diferencial em programas de fidelidade. Outras preferências incluem descontos exclusivos (61%) e sistemas de acúmulo de pontos (56%).

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Entretanto, a expansão das estratégias digitais traz consigo uma crescente preocupação com a segurança dos dados. No Brasil, 77% temem roubo de identidade, 71% estão muito preocupados com violações de dados e hackers, e 66% temem a exposição de informações privadas.

Além disso, questões relacionadas ao uso de cookies e privacidade também acendem o alerta: 75% dos brasileiros receiam que seus dados sejam armazenados de forma insegura, enquanto 72% temem ataques cibernéticos baseados em informações coletadas.

Segundo Natália Sperati, sócia de estratégia da EY-Parthenon para varejo e bens de consumo na América Latina, os números evidenciam que, embora o custo-benefício continue sendo um elemento central, as marcas precisam garantir ambientes seguros para transações e armazenamento de dados, pois o consumidor brasileiro valoriza tanto a economia quanto a proteção de suas informações pessoais.

Fonte: Mundo do Marketing

Marca própria nas farmácias já movimenta R$ 4,6 bilhões

Marca própria nas farmácias já movimenta R$ 4,6 bilhões

Crescimento foi de 14,9% em relação ao intervalo anterior

O mercado de marca própria nas farmácias estabeleceu novo recorde ao movimentar R$ 4,6 bilhões nos últimos 12 meses até agosto de 2024. O crescimento foi de 14,9% em relação ao intervalo anterior, segundo levantamento da IQVIA. No acumulado dos últimos cinco anos (CAGR), a alta foi de 21,6%. O segmento está presente em 85% das 77 categorias de consumer health inseridas no varejo farmacêutico.

Os segmentos de vitaminas, minerais e suplementos (VMS); banho; proteção solar; gripes e resfriados; e incontinência representam 42% do faturamento. Já a categoria que reuniu o maior número de lançamentos no período foi a de VMS, com 141 SKUs, seguida de maquiagem (93) e banho (88).

Para Fernando Foster, head da BNEX para o mercado farmacêutico, três fatores em especial vêm servindo de alavancas para o aumento da demanda por esse gênero de produtos. “As marcas próprias crescem apoiadas pela inflação, pelo maior apetite do consumidor por economia e pela necessidade de as redes se diferenciarem da concorrência. Com margens mais atrativas e maior controle sobre a cadeia de fornecimento, esses itens tornaram-se estratégicos para o varejo farmacêutico.

Marca própria nas farmácias tem concentração em poucos players

O universo de marca própria nas farmácias é bastante concentrado, com os dez maiores players formando mais de 90% da receita. A RD Saúde destaca-se não apenas por ser a principal empresa do segmento, mas também pelo seu crescimento acelerado (24%).

Categorias em maior evidência

Categorias de higiene e cuidado pessoal têm uma forte presença na cesta de compras dos consumidores, além de medicamentos e produtos para cuidados com a saúde.

Fernando Foster vê dinâmicas muito distintas no portfólio. PAC, tratamentos dermatológicos e artigos de saúde sexual e feminina destacam-se com alta proporção de produtos maduros (73% a 78,6%), refletindo estabilidade e uma base sólida. São categorias consolidadas.

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Já os MIPs e os segmentos de cuidado infantil e nutrição apresentam mais lançamentos do que descontinuações. “Esse panorama indica expansão do portfólio para capturar novas oportunidades de mercado”, pontua.

Porém, as marcas próprias de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos e de conveniência vêm exigindo revisões e otimizações no mix. “O volume de lançamentos e de descontinuações aumenta em proporções semelhantes, o que sinaliza um trabalho das farmácias para realinhar a oferta às expectativas do shopper”, acredita.

Para os consumidores, os produtos de marca própria entregam confiança, variedade, qualidade e inovação.

A classe AB, que representa 30% da população, é responsável por 39% dos gastos com tais itens. Já a geração Z adora marcas próprias, com 64% consumindo produtos do segmento e 51% escolhendo os locais para fazerem compras em função das marcas próprias.

Fonte: Panorama Farmacêutico

Marcas próprias no segmento de farmácias devem crescer 16% em 2025

Após queda, setor de artigos farmacêuticos cresce 2,1% em outubro

Com recuo de 1,5% no último mês, segmento consolida trajetória positiva ao longo do ano

O segmento de artigos farmacêuticos registrou crescimento de 2,1% no volume de vendas em outubro, na comparação mensal. O dado é parte da 22ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS), que apresenta dados mensais das movimentações varejistas, é uma iniciativa da Stone, empresa de tecnologia e serviços financeiros.

O levantamento tem como base a metodologia proposta pelo time de Consumer Finance do Federal Reserve Board (FED), que idealizou um modelo de indicador econômico similar nos Estados Unidos. São consideradas as operações via cartões, voucher e Pix dentro do grupo StoneCo. O objetivo é mapear mensalmente os dados de pequenos, médios e grandes varejistas e divulgar um retrato do setor nacional.

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Em outubro, o setor de Tecidos, Vestuário e Calçados também apresentou alta mensal de 1,8%, Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo mostrou sinais de estabilização, com uma queda menor em outubro (0,6% contra 2,8% em setembro) e alta anual de 1,7%. Combustíveis registrou leve queda mensal (0,6%) e alta anual de 2,7%, enquanto Móveis e Eletrodomésticos subiu 1,6% no mês, revertendo parte da queda de setembro (3,5%). Outros setores, como Livros e Papelaria e Material de Construção, também mostraram recuperação mensal, com 2,5% e 5,1%, respectivamente.

Essas e muitas outras informações podem ser encontradas na nova plataforma do Índice do Varejo Stone (IVS), que agora faz parte do portfólio institucional da companhia, fortalecendo a comunicação da marca e trazendo mais clareza para quem acompanha as divulgações.

Destaques regionais

No recorte regional, seis estados apresentaram resultados positivos no comparativo anual: Roraima, Amazonas e Maranhão, que apresentaram crescimento de 9,4%, 8,2% e 6,8%, respectivamente. Em seguida, Santa Catarina, Goiás e Paraná também tiveram alta de 5%, 4,9% e 3,5%. Por outro lado, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal registraram queda de 3,4% e 0,6%, respectivamente.

Segmentos analisados

O Índice de Atividade Econômica Stone Varejo avalia oito segmentos:

1) Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos;

2) Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo;

3) Livros, jornais, revistas e papelaria;

4) Móveis e eletrodomésticos;

5) Tecidos, vestuários e calçados;

6) Material de Construção;

7) Combustíveis e Lubrificantes; e

8) Outros artigos de uso pessoal e doméstico.

Fonte: Mercado & Consumo

Black Friday: o que marcas devem fazer para ter sucesso nas vendas online

Black Friday: o que marcas devem fazer para ter sucesso nas vendas online

Na tradicional data do varejo, que neste ano acontece em 26 de novembro, o faturamento do e-commerce deve ser de quase R$ 8 bilhões – um aumento de 10,18% em relação a 2023; Rodrigo Garcia, da Petina Soluções Digitais, comenta

A Black Friday se aproxima e é hora das empresas se prepararem para maximizar suas vendas online, pois, as perspectivas para as vendas por e-commerce são animadoras. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) estima para este ano um faturamento de R$ 7,93 bilhões – o que indica um crescimento de 10,18% em comparação ao ano anterior, quando o setor movimentou R$ 7,2 bilhões.

De acordo dados do Mercado Livre, este ano, as top cinco categorias nas quais os consumidores estão mais interessados em comprar são: Tecnologia (62%), grandes e pequenos eletrodomésticos (59%), roupas e calçados (58%), beleza (54%), móveis, decoração e casa (48%).

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Pensando nisso, o especialista Rodrigo Garcia, da Petina Soluções em Negócios Digitais, listou cinco dicas essenciais que podem fazer toda a diferença para garantir uma participação bem-sucedida em uma das principais datas do varejo:

1. Monitore o mercado e os concorrentes

Antes da Black Friday, faça uma análise detalhada dos preços que a concorrência está praticando e do mercado em geral. Utilize ferramentas de monitoramento para entender as tendências de preços e ajustar suas ofertas de forma competitiva. “Essa pesquisa ajudará a garantir que suas promoções sejam atraentes e reais”, aconselha. Além disso, de acordo com uma normativa recente do Procon, para ganhar o selo de Black Friday, é necessário que o preço tenha sido o melhor dos últimos 60 dias, garantindo transparência nas promoções.

2. Fortaleça a reputação de seus produtos

A reputação é crucial no ambiente online. Invista em estratégias de marketing e comunicação que reforcem a confiança do consumidor. Responda a avaliações e feedbacks rapidamente, e garanta que seus produtos sejam vistos como confiáveis em plataformas de e-commerce e redes sociais.

“Grande parte dos consumidores de vendas online não abre mão de uma boa avaliação do produto desejado. Fique atento e mantenha sempre suas avaliações atualizadas”, explica Garcia.

3. Revise políticas de cancelamento e devolução

Certifique-se de que suas políticas de cancelamento e devolução sejam claras e justas. Isso é especialmente importante durante a Black Friday, quando a taxa de compras impulsivas pode aumentar.

“É importante compreender as políticas específicas de cada marketplace, já que cada um estabelece suas próprias regras. Por exemplo, no caso de devolução por arrependimento, alguns marketplaces seguem o prazo de 7 dias, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC), enquanto outros oferecem até 30 dias para devoluções.” afirma o especialista.

4. Prepare-se para demandas elevadas

Garanta que sua infraestrutura esteja preparada para lidar com o aumento no tráfego e nas vendas. Revise seus sistemas de gerenciamento de estoque, logística e atendimento ao cliente, pois a ruptura de estoque é um dos principais motivos de perda de faturamento. É fundamental entender que 20% dos produtos representam 80% do faturamento, portanto, não deixe faltar esses itens essenciais. Além disso, considere parcerias com marketplaces que possam ajudar a atender à demanda e otimizar a entrega.

“A estrutura oferecida por uma empresa em uma venda online é indispensável. Um site que não permita ao comprador finalizar a compra de forma rápida e prática pode ser um grande obstáculo para quem deseja aumentar as vendas durante a Black Friday. Ofereça a melhor experiência possível, pois um processo de compra complicado pode gerar estresse desnecessário e afastar os clientes”, diz Garcia.

5. Análise dados das edições anteriores

Estude os dados de vendas e comportamento do consumidor das edições anteriores da Black Friday. Identifique quais produtos tiveram maior aceitação e quais estratégias de marketing foram mais eficazes. “Usar todas essas informações para ajustar suas campanhas e maximizar suas vendas é o melhor caminho”, finaliza.

Panetone de marca própria: varejistas investem em inovação para 2024

Novos sabores, embalagens atraentes e estratégias de conexão com o consumidor como estratégia para redes varejistas e marcas da indústria

Na reta final do ano de 2024 e com o Natal se aproximando, as redes de supermercados e a indústria já se preparam para o crescimento na demanda de um dos produtos mais aguardados da temporada: o panetone. A aposta das redes com seus produtos de marca própria é oferecer itens diferenciados, tanto em sabor quanto em apresentação, criando uma alternativa competitiva frente às marcas tradicionais.

Micael de Azevedo, gerente de marketing do Supermercado Pinheiro, revela as inovações que a rede está preparando para a nova temporada. “Estamos lançando três opções de panetones de marca própria: o tradicional de frutas, o chocotone e o trufado. Cada um foi desenvolvido para agradar diferentes perfis de consumidores. Além disso, nossas embalagens foram reformuladas, trazendo um design moderno e transparente, que valoriza a qualidade visual do produto e agrega valor ao consumidor”, afirma.

Além da inovação no sabor e na apresentação, a rede Pinheiro tem investido em estratégias de marketing digital para aproximar o consumidor da experiência sensorial proporcionada pelos seus panetones. “Estamos criando conteúdos visuais, como vídeos que destacam as texturas e a qualidade dos nossos produtos. Isso tem sido muito eficaz nas redes sociais, onde conseguimos impactar diretamente o consumidor e incentivá-lo a visitar nossas lojas”, explica Azevedo.

Desafios de escala

De acordo com o executivo da rede Supermercado Pinheiro, essas iniciativas são um esforço conjunto para criar um diferencial em relação às grandes marcas. “Nosso foco é oferecer não só qualidade, mas também uma experiência única ao consumidor. Isso nos força a inovar continuamente, tanto no produto quanto na forma como o comunicamos”, diz o gerente.

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Ainda assim, o caminho não é simples e garantir a consistência na produção em larga escala sem comprometer a qualidade é um dos maiores desafios, segundo Azevedo. “Manter nosso padrão de excelência em cada unidade é fundamental. Além disso, temos que conquistar a aceitação dos consumidores, que esperam uma experiência especial com cada panetone que compram. As expectativas são altas, especialmente em um cenário onde o público busca cada vez mais produtos que ofereçam não apenas bom custo-benefício, mas também algo a mais em termos de sabor e apresentação”, destaca.

Arcor aposta em parcerias e interação

Enquanto as redes de supermercados apostam em suas marcas próprias, grandes indústrias também trazem novidades para manter seu espaço no mercado de panetones. Matias Torterolo, gerente de marketing de biscoitos da Arcor do Brasil, destaca que o Natal é um momento estratégico para a empresa, que tem investido em inovações tanto em sabores quanto em parcerias.

“A linha de panetones premium foi a que mais cresceu no Natal de 2023, e para este ano, estamos lançando o Panettone de Limão Siciliano, um sabor tendência que tem sido muito desejado pelos consumidores. Além disso, reformulamos nossas embalagens, tornando-as mais sofisticadas e indulgentes, posicionando nossos produtos de maneira diferenciada no mercado”, conta Torterolo

De acordo com o executivo de marketing da Arcor do Brasil, outro destaque da marca para este ano é a reformulação do Panettone Tortuguita, com embalagens que incentivam a interação das crianças. “Queremos que o ‘comer brincando’ seja uma experiência divertida. Por isso, renovamos as embalagens com adereços e emojis que remetem ao mundo digital, criando novas formas de interação com a personagem”, explica Matias Torterolo.

Fonte: Super Varejo 

Brasil se torna o país com maior produção de KitKat no mundo

Brasil se torna o país com maior produção de KitKat no mundo

A Nestlé iniciou a operação da quarta linha de produção de KitKat em sua fábrica de chocolates em Caçapava, no interior de São Paulo. Com investimento de R$ 300 milhões, a expansão posiciona o Brasil como o país com a maior capacidade de produção do chocolate no mundo.

Hoje, a unidade já é a maior fabricante de KitKat das Américas e a principal exportadora para 18 países da região.

Participe da Private Label Brazil, o evento que é pioneiro no setor de Marcas Próprias e Terceirização

A fábrica de Caçapava é a segunda maior em volume de produção da Nestlé e, em 2025, vai se tornar a primeira em chocolates no geral. Até 2026, o parque industrial da companhia receberá o total de R$ 1,1 bilhão em investimentos. Esse montante faz parte do plano de R$ 8,5 bilhões que a Nestlé injetará no Brasil no período de 2023 a 2026.

Focos de Atuação

“Nossos esforços estão direcionados para expandir a capacidade de produção das operações, inovar e renovar nosso portfólio, fomentar a agricultura regenerativa entre os produtores das nossas principais cadeias, desenhar embalagens para aumentar a circularidade e garantir eficiência nas operações, o que inclui eliminação de resíduos e uso racional de energia e água, por exemplo”, afirma o CEO da Nestlé Brasil, Marcelo Melchior.

Segundo o executivo, a fábrica tem como destaques a transformação digital e o conceito Indústria 4.0, com o desenvolvimento de soluções de tecnologia criadas em parceria com universidades e startups brasileiras.

Fonte: Giro News

Em ritmo acelerado de expansão, Fort Atacadista investe R$ 60 milhões em sua 60ª loja

Em ritmo acelerado de expansão, a rede de atacarejo do Grupo Pereira abrirá, hoje (25), a sua quarta operação na cidade de Joinville (SC). Localizada no bairro Floresta, esta é a 60ª loja do Fort Atacadista e a 123ª unidade de negócios do grupo. Com investimento de R$ 60 milhões, o atacarejo conta com mais de 3.000 m² de área de vendas, 190 vagas de estacionamento e 18 checkouts.

Participe da Private Label Brazil, o evento que é pioneiro no setor de Marcas Próprias e Terceirização

O sortimento totaliza 8 mil itens e a estrutura inclui hortifruti, Padaria Fort e Açougue Carne Fresca, com mais de 40 cortes de carnes frescas embaladas e fracionadas. Além da abertura no bairro Floresta, o Fort Atacadista também está revitalizando a sua unidade no bairro Bucarein, que foi a primeira operação da rede em Joinville. A loja receberá uma área mais ampla de vendas, equipamentos novos e serviços como açougue e padaria.

Plano de Expansão

Até o final de 2024, o Fort Atacadista pretende inaugurar outras filiais, incluindo mais uma loja em Joinville, no bairro Vila Nova – com previsão de abertura para novembro. As cidades de Florianópolis, Itajaí e Lages (SC), São Bernardo do Campo (SP) e Santa Cruz do Sul (RS) também ganharão novos atacarejos até dezembro.

O total dos investimentos estimados para este ano é de R$ 700 milhões. Atualmente, o Grupo Pereira está presente em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Fonte: Giro News

Redes sociais podem aumentar a fidelização no varejo e impulsionar os negócios

Redes sociais podem aumentar a fidelização no varejo e impulsionar os negócios

Em uma pesquisa realizada pela NielsenIQ, a maioria (56%) dos consumidores da Geração Z entrevistados afirmaram que as redes sociais influenciam suas decisões de compra

A relação entre varejistas e as mídias sociais tem se tornado cada vez mais relevante nos últimos anos. As redes sociais estão se apresentando como uma importante ferramenta para vendas, relacionamento e fidelização dos clientes. Não por acaso, muitas redes varejistas estão apostando na produção de vídeos virais ou em parcerias com influenciadores digitais.

O resultado é a popularização de publicações como vídeos de pessoas fazendo compras ou mostrando produtos típicos de supermercados de uma determinada região, reviews de produtos de beleza e indicações de livros nas redes.

A maioria (66%) dos entrevistados na pesquisa realizada pela Octadesk e a Opinion Box relataram possuir o hábito de pesquisar por produtos nas redes sociais. Dentre as diferentes opções, o Instagram foi o grande destaque, com 72% dos usuários adotando essa mídia social, bem à frente do segundo colocado YouTube (47%).

Além disso, 69% afirmam ter comprado algo que apareceu em anúncios nas redes sociais. Assim como no caso anterior, o Instagram também é o principal meio de compras realizadas a partir de anúncios, com mais da metade (52%) dos respondentes. Em seguida aparecem Facebook (40%) e YouTube (30%).

Quanto a forma como essa compra é feita, 76% disseram que clicam no anúncio para conferir, mas só compram depois. Outros 12% clica e compra no mesmo momento e os demais clicam no anúncio, mas lembram da oferta em outro momento e realizam a compra.

O estudo também aponta que 45% dos consumidores já compraram produtos recomendados pelos influenciadores digitais nas redes sociais. O público dos influencers é formado, majoritariamente, por mulheres (52%) na faixa de 16 a 29 anos (55%), em sua maioria Geração Z, nascidas entre 1997 e 2010.

De acordo com o head de Marketing da Livraria Leitura, Rafael Martinez, as redes sociais permitem que as empresas realizem um trabalho de marketing bem direcionado e personificado.

“Elas permitem segmentar [o conteúdo com base no perfil do público] de forma que podemos filtrar por demografia, base de interesse e comportamento; isso é muito interessante para nós”, completa.

Ele também cita a visibilidade e o alcance que essas plataformas possuem, o que acaba elevando a exposição de marcas das varejistas e dos produtos comercializados. Outro ponto de destaque é a importância dos influenciadores digitais para proporcionar grandes oportunidades de crescimento para as marcas.

TikTok pode ajudar a impulsionar negócios

Martinez destaca o caso dos influencers no TikTok, por exemplo, com conteúdos voltados para a leitura e o movimento chamado #BookTok.

“Essas parcerias ajudam a promover nossos produtos e alcançar audiências superiores de forma autêntica. Nós estamos surfando nessa onda também”, aponta.

Inevitavelmente os mais jovens acabam se tornando um dos principais públicos deste tipo de estratégia. Em uma pesquisa realizada pela NielsenIQ, a maioria (56%) dos consumidores da Geração Z entrevistados afirmaram que as redes sociais influenciam suas decisões de compra.

Além disso, as mídias sociais estão entre os principais canais de pesquisa de compra on-line do público mais jovem no Brasil, com 37% da Geração Z e 31% dos Millennials adotando esta ferramenta.

Consumidor multiverso

A Geração Z também apresentou a maior taxa de consumidores que fazem compras por meio das mídias sociais, com 15% do público utilizando essas plataformas para este fim. Em seguida aparecem a Geração X e os Millennials, com 11% e 10%, respectivamente. Já os Boomers apresentaram apenas 5% de adesão.

O relatório da NielsenIQ apresenta o conceito de consumidor multiverso, que navega entre diferentes categorias de produtos e canais de venda. Essa persona é altamente influenciada pelas redes sociais e pela viralização on-line.

Fidelização do público do varejo com as redes sociais

Um dos benefícios citados pelo head de Marketing da Livraria Leitura sobre as mídias sociais é a possibilidade de interação com o cliente e a obtenção de feedbacks dos consumidores. Ele ainda ressalta que as plataformas também permitem o desenvolvimento de promoções exclusivas, com ofertas e descontos.

Essa interação mais próxima dos seguidores da marca nas mídias sociais, segundo Martinez, acaba acarretando em um processo de fidelização dos clientes.

“Quando o cliente compra a ideia da empresa e tem essa similaridade, ele compartilha o conteúdo da marca e isso possibilita a comunicação com outros clientes, formando uma grande rede de engajamento”, relata.

Além disso, o especialista aponta para a questão relacionada ao atendimento e experiência do cliente, uma vez que as redes sociais também proporcionam a geração de valor para os consumidores.

“São ferramentas que ajudarão não só na venda, mas também na estratégia de comunicação e de marketing no geral”, explica.

Jovens brasileiros são mais cautelosos

Um relatório feito pela NielsenIQ e GfK, em parceria com a Word Data Lab (WDL), aponta que as pessoas da Geração Z no Brasil ainda são mais cautelosas com despesas, se comparadas com seus pares do restante da América Latina.

Conforme o estudo, apenas 9% dos jovens brasileiros entrevistados já fizeram compras nas mídias sociais – por meio de links em páginas de influenciadores, lojas em aplicativos, anúncios patrocinados e transmissões ao vivo. Esse índice sobe para 70% no planeta e 73% na América Latina.

Além disso, 13% desse público no País afirma usar o telefone na loja para auxiliar na tomada de decisão no momento da compra. Uma taxa muito abaixo do observado na América Latina (55%) e no índice global (93%).

No entanto, o levantamento aponta que 42% dos brasileiros da Geração Z fazem, de forma instantânea, o pedido de um produto ou serviço que viram nas mídias sociais, on-line ou na televisão e em serviços de streaming.

O estudo ainda apresenta um aumento na busca por recomendações e reviews de produtos de beleza nas mídias sociais, com mais de 100 mil postagens e 1 bilhão de visualizações, impulsionada pela Geração Z. A faixa etária que se destaca é a de pessoas com idade entre 18 e 24 anos, representando 75% do público.

Outro setor que tem se destacado é o de alimentos e bebidas, com destaque para os doces, que ocupam a segunda posição no ranking de postagens, com total de 393 mil publicações e 5 bilhões de visualizações nestes conteúdos. O público também é majoritariamente formado por pessoas com faixas etárias entre 18 e 24 anos, com 69% do total.

O futuro das redes sociais no varejo

Para Martinez, o varejista que não está presente nas redes sociais e nem no caminho para a digitalização está ficando para trás, se comparado com os concorrentes. Ele destaca o fato de as principais redes varejistas estarem presentes em praticamente todos os canais digitais e redes sociais.

O head de Marketing da Livraria Leitura ainda aponta para o perfil democrático das redes sociais, já que ela está disponível para todo tipo de empresa, e os empreendedores já estão cientes do valor dessa ferramenta para o negócio.

“Cada um utiliza as redes sociais à sua maneira e dentro das possibilidades de investimento que cada empresário possui”.

Quanto ao futuro, ele afirma que as possibilidades de crescimento são imensuráveis e aponta para possíveis mudanças que podem ocorrer nos próximos anos, como o surgimento de novas redes sociais e o desaparecimento de outras.

“Eu entendo que é um meio de comunicação que veio para ficar e nós conseguimos agregar valor às vendas e às marcas por meio das redes sociais”, completa.

Martinez ressalta a importância de uma legislação que aborde o tema dos meios digitais no Brasil, considerando que essas plataformas são meios de comunicação de grande relevância. “Nós precisamos ter uma legislação específica sobre isso”, conclui.

Fonte: Diário do Comércio

Como os varejistas estão se mantendo competitivos no setor de marcas próprias

Um estudo descobriu que os supermercados estão utilizando a categoria de marcas próprias para garantir a lucratividade

Os varejistas estão cada vez mais focados em marcas próprias para garantir lucratividade sustentável, já que o setor de bens de consumo embalados (CPG) enfrenta maior concorrência.

De acordo com um estudo da DataWeave, 9 em 10 grandes varejistas vendem produtos de marca própria com preços abaixo da média das respectivas categorias.

Karthik Bettadapura, cofundador e CEO da DataWeave, afirma que os varejistas estão intensificando seus investimentos em marcas próprias para obter margens adicionais, destacando os esforços de Kroger, Walmart e Amazon Fresh, que têm maior penetração de marcas próprias.

Os elementos para um portfólio mais robusto de marcas próprias, segundo o relatório, incluem uma maior variedade de produtos, liderada por Kroger e H-E-B. Enquanto isso, Albertsons, Walmart e Amazon Fresh se destacam no foco em sortimentos locais. Além disso, itens para casa, beleza e cuidados pessoais são os que mais lideram a distribuição de produtos de marca própria entre todos os varejistas.

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Youssef Squali, chefe global de pesquisa de internet e mídia na SunTrust Robinson Humphrey, afirmou que os resultados ressaltam como a experiência do cliente tem se tornado uma “força mais relevante nos últimos anos, influenciando quase todas as decisões sobre preços, variedade de produtos, promoções e investimentos em marcas próprias.”

Ele previu que essas dinâmicas continuarão a ser fundamentais para impulsionar o crescimento lucrativo à medida que o comércio online de bens de consumo embalados (CPG) se expande rapidamente no futuro próximo.

O relatório rastreou e analisou 450.000 produtos em 10 dos principais varejistas e 10 códigos postais em cada um.

Fonte: Supermarket News