Soneda avança no interior de São Paulo e estreia no Nordeste em plano de expansão

Soneda avança no interior de São Paulo e estreia no Nordeste em plano de expansão

Com mais de 50 lojas em operação, a Soneda A Casa da Beleza prepara um novo ciclo de expansão com foco no interior de São Paulo e na entrada no Nordeste.

Atualmente presente em cerca de 20 municípios paulistas, a empresa prevê duas inaugurações em shopping centers ao longo do ano. A primeira será no Ribeirão Shopping, em Ribeirão Preto, marcada para 10 de abril. A segunda unidade está prevista para o Shopping Marília, em Marília, com abertura programada para 30 de outubro.

A expansão também marca a chegada da rede ao Nordeste, com estreia em Salvador, na Bahia, no início do segundo semestre.

“Nosso slogan é ‘o novo jeito de embelezar vidas’, exatamente porque entendemos que os nossos diferenciais vão agregar valor nas regiões em que pretendemos atuar”, destaca Minoru Kamachi, CEO da Soneda.

Modelo híbrido impulsiona expansão

A expansão nacional ganhou impulso em 2025, quando foi inaugurada sua primeira operação fora de São Paulo, em Vila Velha, no Espírito Santo.

Com exceção da unidade de Ribeirão Preto, as lojas de Marília e Salvador adotarão o modelo híbrido em parceria com a Daiso Japan, no qual as duas marcas dividem igualmente o espaço físico da loja, com caixas integrados e equipe de vendas compartilhada.

O modelo já foi implementado em unidades localizadas no Praça Nova, em Araçatuba, no Boulevard Shopping Bauru e em Vila Velha (ES).

Nos últimos dois anos, incluindo a operação capixaba, a Soneda inaugurou 18 lojas. Atualmente, a rede atende mais de 700 mil clientes por mês e conta com mais de mil colaboradores.

“A Soneda entra em 2026 com uma operação madura, uma marca consolidada e um modelo de negócio flexível, capaz de se adaptar a diferentes mercados e perfis de consumo. A parceria com a Daiso tem se mostrado estratégica para acelerar o crescimento e ampliar a conveniência ao consumidor”, diz Kamachi.

Fonte: Mercado & Consumo

Redes de farmácias invadem o ranking da indústria com marcas próprias

Redes de farmácias invadem o ranking da indústria com marcas próprias

Sete grandes redes de farmácias já figuram entre as 100 empresas que mais vendem unidades no varejo, estabelecendo um recorde histórico de participação

As grandes redes de farmácias deixaram de ser apenas pontos de venda de produtos e medicamentos. Impulsionadas pelo sucesso e expansão de suas marcas próprias, essas empresas agora rivalizam diretamente com a indústria nos rankings de vendas no varejo.

O movimento ganhou contornos inéditos em 2025, período que registrou o maior número de varejistas na lista das 100 maiores corporações com volume de marcas comercializadas em farmácias, de acordo com estudo da Close-Up International.

A força dessa estratégia é comprovada pelo volume de produtos comercializados. Atualmente, sete redes e agrupamentos do varejo estão entre as 100 maiores vendedoras de unidades. O grande destaque nesse quesito foi a RD Saúde, que alcançou a impressionante 17ª posição, com 109,7 milhões de itens. Esse volume representou um crescimento de 9,52%, configurando o terceiro maior avanço entre as 20 líderes do ranking.

O pelotão de elite das marcas próprias em volume de unidades também é formado por outros gigantes do setor, como o Grupo DPSP, na 35ª posição (48,1 milhões); seguido de perto pela Pague Menos, na 41ª (40,4 milhões). A lista das varejistas ainda traz a Assifarma (32,2 milhões) na 50ª colocação, Panvel (57ª colocação, com 25,4 milhões), Araujo (73ª posição, com 16,1 milhões) e São João (91ª posição, com 11,6 milhões).

Faturamento de marcas próprias em alta

O sucesso nas prateleiras se reflete diretamente no desempenho financeiro. Considerando o ranking de valores de vendas com desconto, quatro das grandes redes do varejo conseguiram assegurar espaço no disputado top 100 do setor.

A RD Saúde lidera novamente entre as varejistas, ocupando a 45ª posição geral, com receita de R$ 468,9 milhões e alta de 19,69% em relação a 2024. O maior salto proporcional em valores, no entanto, veio do Grupo DPSP, que registrou um expressivo crescimento de 28,75%, alcançando R$ 261,7 milhões e avanço de 18,42%.

Ao ocuparem o espaço antes dominado exclusivamente por laboratórios tradicionais, as redes de farmácias provam que a fidelização do consumidor passa, cada vez mais, pelos produtos que levam a sua própria assinatura.

O segmento de private label vem ganhando tamanha importância no varejo que foi, inclusive, um dos principais temas de destaque na NRF 2026. “A marca própria vai além da margem de lucro. Trata-se de um movimento essencial para diferenciar o varejo em um mercado saturado de opções, com oferta de produtos que aliam qualidade e consistência”, avalia Olegário Araújo, professor e coordenador do FGVcev.

Segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Marcas Próprias (Abmapro), o segmento em farmácias encerrou 2025 com receita recorde de R$ 6 bilhões, contra R$ 4,6 bi em 2024.

“Em todo o mundo há redes em que as marcas próprias respondem por 40% das vendas”, destaca a presidente da entidade Neide Montesano. Segundo ela, um dos propósitos do segmento é atrair e fidelizar o consumidor e buscar rentabilidade para as redes varejistas.

Além disso, clientes que adquirem esses produtos tendem a gastar mais por compra. “O tíquete médio que contém um único SKU de marca própria é o dobro do tíquete normal”, reforça.

Fonte: Panorama Farmacêutico 

Foto: Freepik

 

Marcas próprias de cafés especiais aumentam rentabilidade de pequenos produtores no país

Marcas próprias de cafés especiais aumentam rentabilidade de pequenos produtores no país

A crescente demanda por cafés de qualidade tem estimulado produtores e donos de cafeterias a investir na microtorrefação e criação de marcas próprias, gerando, por consequência, um aumento na demanda por microlotes de café verde.

Esse movimento do mercado tem sido positivo para os pequenos produtores, que conseguem agregar valor ao produto vendido. “Há uma janela de oportunidade nesse cenário. Por isso, estamos trabalhando na capacitação de pequenos produtores para produção de cafés especiais, que eles podem vender em microlotes, e também na torrefação própria, com o mesmo objetivo”, comenta Cinthia Mara Lopes de Souza, que coordena o projeto Mulheres do Café no Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR).

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) apontam que 8% das indústrias de torrefação brasileira são por nanotorrefadoras (processam até cinco sacas por mês). Outras 24% são micro (de seis a 50 sacas/mês) e 51% são pequenas torrefadoras (51 a 1.000 sacas/mês). Apenas 12% são médias (1.001 a 5.000 sacas/mês) e 5% grandes (mais de 5.000 sacas/mês).

Maristela Souza, produtora de Pinhalão (PR), conta que o convite do Projeto Mulheres do Café para participar de cursos sobre produção de cafés especiais a impulsionou ao empreendedorismo. “Aceitei o convite, assisti aos cursos e comecei a cultivar cafés especiais. Um passo de cada vez, transformei parte da lavoura, comecei a torrar, apliquei tudo o que aprendi. Posso dizer que me tornei uma empreendedora”, declara.

Já na primeira safra de café especial no Sítio São Luiz, onde cultiva seis hectares de café, Maristela conquistou o primeiro lugar no Concurso Café de Qualidade Paraná. E o feito se repetiu nos anos de 2018 e 2019. “Essa premiação abriu portas para que começasse inclusive a exportar. Nosso café verde é vendido para Holanda, Estados Unidos, Austrália”, conta.

Um diferencial é que os pedidos são totalmente customizados e não há limite mínimo para compra. “São microlotes que vão para outros países, ou para diferentes pontos do Brasil. Pedidos de uma até vinte sacas. Vendemos para muitas cafeterias ou empórios”, explica Maristela. Já a parcela que ela torra no sítio é vendida para restaurantes ou visitantes do local, já que o turismo na região também é crescente.

Sirlene Souza, também produtora de Pinhalão, conquistou a 23ª edição do Concurso Café de Qualidade Paraná, categoria Cereja Descascado. Ela conta que a premiação é fruto dos esforços realizados para agregar valor à produção do sítio.

“Desde 2020, quando comecei a entender que poderia empreender e valorizar nosso café, realmente as condições mudaram por aqui. Vendemos pequenos ou microlotes de cafés especiais, para um mercado que é de nicho, mas vem crescendo”, avalia.

Além da orientação e parceria com o Programa Mulheres do Café, sirlene também fez cursos no Sebrae. “Aprendi sobre manejo e sobre mercado. Com 30% do plantio do nosso sítio com cafés especiais, aumentamos bastante o lucro”, diz. As vendas desses microlotes de café verde são para turistas, cafeterias e cooperativas regionais.

Microtorrefação e estilo de vida

Isabela Raposeiras criou em São Paulo o Coffee Lab, que é um laboratório de torra, degustação e preparo de cafés de qualidade e focado em microlotes com características singulares. Ela conta que há um interesse crescente do público pelo entendimento do processo de torra do café, em busca de sabores diferenciados.

“O café de especialidade faz parte de um novo estilo de vida. É uma tendência que vem há alguns anos, com viés de alta. O público busca histórias, origens e experiência”, comenta Isabela.

No Coffee Lab, o público principal que busca os cursos são donos de cafeterias e empórios, com alguma participação daqueles que têm a prática como hobby. “Enquanto buscam sabores autorais, poder comprar microlotes de café verde é uma parte importante do processo, já que permite maior experimentação”, diz.

“No exterior, há sites e marketplaces especializados em microlotes de café verde, justamente para atender esse tipo de demanda. Seria maravilhoso ter esse serviço no Brasil”, finaliza.

Fonte: AJN/Globo Rural

Nestlé simplifica operações e negocia venda de divisão de sorvetes

Nestlé simplifica operações e negocia venda de divisão de sorvetes

CEO da gigante suíça de alimentos, Philipp Navratil, confirmou que está em conversas avançadas para vender marcas próprias à joint-venture Froneri

A Nestlé está em negociações avançadas para vender suas marcas próprias de sorvetes, disse nesta quinta-feira o novo diretor-presidente da companhia, Philipp Navratil. Segundo ele, a ideia é vender seu negócio remanescente de sorvetes para a joint-venture Froneri, que a gigante de alimentos mantém com a gestora de private equity PAI Partners. A estrutura acionária da joint-venture permanecerá como está, afirmou ele. A divisão de sorvetes inclui marcas como D’Onofrio, Real Dairy, Parlour e Lafrutta.

A possível venda ajudará a simplificar ainda mais o portfólio da Nestlé, dando continuidade a um processo de enxugamento que já dura anos. O novo comando da Nestlé concentra esforços em quatro segmentos: café, petcare (cuidados com animais de estimação), nutrição e alimentos/snacks.

A Nestlé foi por muito tempo conhecida como uma das maiores fabricantes de sorvete do mundo, até que a Froneri assumiu a maior parte do negócio. A companhia suíça ainda vende sorvetes em alguns mercados locais que não fazem parte da Froneri. Além da Lafrutta, há marcas menos conhecidas no Brasil como D’Onofrio, Real Dairy e Parlour. São esses negócios remanescentes que estão em negociação.

A PAI Partners levantou bilhões de dólares no ano passado para poder manter a Froneri por mais tempo. A Abu Dhabi Investment Authority (ADIA) entrou como nova investidora minoritária na ocasião, em um acordo que avaliou a empresa em cerca de € 15 bilhões (US$ 17,7 bilhões), incluindo dívida.

Nesta quinta-feira, as ações da Nestlé subiram até 4,5% no início do pregão. O ativo, que ficou atrás do desempenho da rival Unilever nos últimos meses, acumula alta de cerca de 2,1% desde o início do ano. Antes, os papéis haviam caído cerca de 40% em relação ao pico de 2022. Em contraste, concorrentes como a Danone e a Unilever avançaram mais de 20% no mesmo período.

Navratil afirmou que a recuperação da empresa — cujo desempenho vem ficando atrás do esperado há anos — está no caminho certo, ao projetar crescimento de vendas e lucros e revelar planos para reorganizar o grupo de 160 anos.
“Nossas ações estão começando a dar resultado e as tendências de crescimento estão melhorando”, disse Navratil a analistas em teleconferência. “Temos uma estratégia clara com prioridades”.

A fabricante do café Nespresso e da ração para gatos Purina projetou nesta quinta-feira crescimento orgânico da receita entre 3% e 4% em 2026. A estimativa se compara à projeção de 3,2% feita por analistas consultados pela Bloomberg. A Nestlé informou ainda que está adiantada em seu plano de redução de custos e já alcançou cerca de 20% das economias previstas.

Navratil enfrentou um início turbulento de gestão desde que assumiu o comando, em setembro passado. Ele está no meio de um corte de 16 mil vagas, cerca de 6% da força de trabalho global, reorganizando o negócio em torno de quatro divisões principais e administrando o recall de fórmulas infantis.

Navratil e o presidente do conselho Pablo Isla — ambos no cargo há menos de seis meses — estão sob pressão de investidores que buscam uma reviravolta. Navratil é o terceiro CEO da empresa sediada em Vevey nos últimos dois anos, um nível de rotatividade sem precedentes na alta liderança da Nestlé. Ele assumiu o cargo após a saída de Mark Schneider por baixo desempenho no ano passado e de Laurent Freixe, por não ter revelado um relacionamento com uma subordinada direta.

Desde que assumiu, a Nestlé atualizou incentivos gerenciais, metas e estruturas de remuneração para “impulsionar uma cultura de desempenho”, afirmou Navratil nesta quinta-feira.

Isla também é o primeiro executivo externo a assumir a presidência do conselho e anunciou, na quarta-feira, uma reformulação do colegiado, enquanto trabalha para estabilizar a Nestlé após a crise de governança do ano passado. A empresa indicou o ex-presidente do Banco Nacional da Suíça, Thomas Jordan, e a executiva da Procter & Gamble Fatima Francisco para reforçar a supervisão e aprimorar a tomada de decisões.

Confira a reportagem completa no InfoMoney 

Pague Menos planeja unificar marcas próprias para superar R$ 1 bilhão em vendas

Marcas próprias da Pague Menos atingem R$ 1 bi de faturamento

Conquista reforça a relevância do portfólio para a rede de farmácias

O mês de dezembro de 2025 entrará para a história da Pague Menos. Foi nesse período que as marcas próprias da varejista atingiram R$ 1 bilhão em faturamento.

“Esta conquista nos permite acelerar a construção e impulsionamento de marcas fortes e relevantes no varejo farmacêutico brasileiro”, afirma Jonas Marques, CEO da rede de farmácias.

A companhia chega à cifra em um momento especialmente positivo para o mercado de private label. De acordo com um estudo da Nielsen, há tendência de crescimento e ganho de importância para esses produtos na América Latina.

A IQVIA também reforça essa percepção. De acordo com a consultoria, com base em dados dos últimos doze meses até novembro de 2025, esses itens movimentaram R$ 5,3 bilhões no varejo farmacêutico, representando 4,9% da receita do setor.

Marcas próprias da Pague Menos cresceram 20% em cinco anos

Com avanço de 8 pontos percentuais (p.p.) acima do mercado, as marcas próprias da empresa registraram crescimento de 20% nos últimos cinco anos, o que evidencia o potencial de expansão e a crescente preferência do consumidor. Para sustentar esse avanço, a Pague Menos irá simplificar a arquitetura desse setor. A ideia é que os selos atendam mais de 40 categorias com cerca de 800 SKUs.

“A escolha das categorias estratégicas é fundamental para o próximo passo, sendo necessário combinar aquelas com boa margem e capacidade de construção de equity. Dessa forma, apostaremos principalmente em vitaminas e suplementos, cuidado facial e corporal, além de proteção solar”, afirma Mariana Senhore, diretora de marcas exclusivas.

Segundo ela, o objetivo é ampliar a disponibilidade, garantir consistência de performance e fortalecer a proposta de valor, potencializando fidelização e recorrência da base, que já passa dos 25 milhões de clientes. Para essa missão, a rede de farmácias irá aumentar em cerca de 3,5 vezes o investimento da frente.

Fonte: Pan0rama Farmacêutico

Farmais projeta abrir 80 lojas e triplicar venda de marca própria

Farmais projeta abrir 80 lojas e triplicar venda de marca própria

Estratégia inclui abertura de unidades em aeroportos e uso de IA na gestão

Com 250 franquias em 11 estados e faturamento de R$ 1 bilhão em 2025, resultado estável em relação a 2024, a Farmais inaugurou 34 lojas no ano passado e prevê a abertura de outras 80 neste ano. Segundo o sócio e diretor de expansão da companhia, Joelson Bastos, o movimento passa pela expansão da marca própria, pela abertura de unidades em aeroportos e pelo uso de Inteligência Artificial na gestão.

Fundada em 1994, a empresa foi adquirida pelo banco BTG em 2009, que estruturou o braço BR Pharma. Após enfrentar problemas financeiros que levaram à falência em 2019, a Farmais foi comprada em leilão por um grupo de franqueados, que administra a rede até hoje e conduz a nova estratégia de crescimento da rede.

Bastos faz parte do grupo que, após a recuperação judicial da BR Pharma, comprou a Farmais. Na época o negócio envolveu pouco mais de R$ 3,6 milhões. Desde então, além de franqueado, o executivo também é sócio majoritário.

Hoje, Bastos possui 33 unidades e afirma que a tendência entre os franqueados é a multifranquia, operação de mais de uma loja ou até mesmo de unidades de outras redes. A estratégia também tem sido adotada por franqueados que abrem pontos próximos entre si para evitar a entrada de concorrentes e a divisão da demanda na vizinhança.

Até 2003, leis estaduais e municipais restringiam a abertura de farmácias de bandeiras diferentes em um raio de um quilômetro. A limitação, no entanto, foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Para se manter à frente da concorrência, outra estratégia da Farmais é ganhar escala e otimizar recursos através do uso da Inteligência Artificial. Softwares de business intelligence (BI) para consultoria, gestão e compra inteligente, criados internamente (in-house), fazem parte das ferramentas disponíveis para os empresários. Por meio das ferramentas de IA, as compras coletivas são a estratégia que a franquia encontrou para reduzir o custo na negociação com os distribuidores de medicamentos.

Outra aposta da Farmais para ganhar espaço no mercado farmacêutico é ampliar o portfólio de marcas próprias. Atualmente, 5% dos medicamentos vendidos pela rede são rotulados dessa forma. Ainda neste ano, a meta é elevar a participação para 15%.

A empresa também adota critérios mais restritivos no licenciamento de novos franqueados. Segundo Bastos, para abrir uma unidade é necessário apresentar um plano de negócios consistente.

O investimento varia bastante, a partir de R$ 800 mil. Uma das últimas inaugurações no ano passado, em Dracena (SP), custou R$ 3 milhões por ser uma loja grande, com 500 metros quadrados.

O setor de franchising reúne cerca de 200 mil pontos de venda no País. Dentro desse universo, o segmento de saúde, beleza e bem-estar se destaca, com 35,6 mil PDVs, o segundo principal ramo de atuação em franquias, representando 17% do total de unidades e crescimento anual de 6,6%, segundo o último levantamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF), relativo ao terceiro trimestre de 2025.

Considerando também as farmácias que não operam no modelo de franquia, o número total de unidades chega a 124 mil no Brasil, de acordo com o Sebrae.

Outras duas frentes apontadas pela Farmais para se consolidar no setor são a presença em aeroportos e a diversificação do portfólio, com produtos além de medicamentos e cosméticos. A rede não divulga quantas unidades mantém nesses espaços, apenas no Aeroporto de Guarulhos são três, mas, segundo Bastos, a marca já concorre diretamente com líderes do mercado, como a RD Saúde (Raia e Drogasil), em terminais como Congonhas e em aeroportos de outros estados, a exemplo de Vitória da Conquista (BA).

Em muitas unidades, os franqueados também têm investido na venda de itens variados, como alimentos e presentes. O executivo define o movimento como o conceito de new drop store, estratégia de varejo voltada à ampliação da oferta e ao aumento do fluxo de consumidores.

Recuperação

Atualmente, a prioridade da Farmais é a reconstrução da marca e o fortalecimento do relacionamento com a base de franqueados, movimento que tem permitido a retomada de lojas que haviam deixado a rede durante o período em que esteve sob o controle da Brasil Pharma.

Cerca de dez unidades retornaram à operação no último ano, impulsionadas por um modelo que combina negociação centralizada, sistemas integrados e uma estratégia digital estruturada, diferencial que, na avaliação de Estevão, posiciona os franqueados em um formato de negócios cada vez mais relevante no mercado farmacêutico.

Fonte: Mercado & Consumo 

Consumidor deve impulsionar avanço das marcas próprias em categorias-chave no primeiro semestre

Consumidor deve impulsionar avanço das marcas próprias em categorias-chave no primeiro semestre

Alimentos, bebidas e categorias de baixo desembolso lideram a preferência em um cenário de juros altos e consumo cauteloso

Com o consumidor ainda pressionado por endividamento e juros elevados, as marcas próprias seguem ganhando protagonismo no varejo brasileiro. No primeiro semestre, a combinação entre preço competitivo, qualidade percebida e maior confiança nas bandeiras do varejo deve impulsionar o reconhecimento dessas marcas, especialmente em categorias de alto giro e baixo desembolso.

Especialistas ouvidos por SuperVarejo destacam que esse movimento não é pontual nem exclusivo do Brasil. Trata-se de um fenômeno global, reforçado por mudanças no comportamento do consumidor, que está mais analítico, disposto a experimentar novas marcas e atento à relação custo-benefício em suas decisões de compra.

Categorias de volume puxam o crescimento

No autosserviço alimentar, as marcas próprias tendem a ganhar mais reconhecimento nas categorias básicas e de alto volume, como arroz, feijão, itens de mercearia, biscoitos, matinais e bebidas. Essas categorias oferecem escala para fornecedores, previsibilidade de demanda e maior recorrência de compra, favorecendo a consolidação das marcas do varejo.

Segundo Antônio Sá, sócio-fundador da Amicci e professor de MBA e pós-graduação em Varejo e Marketing, o momento econômico cria um ambiente naturalmente favorável a esse avanço.

“Quando o consumidor está com o bolso apertado, ele muda suas decisões de compra, migra para marcas mais baratas ou substitutas, e é nesse cenário que a marca própria dá um salto”, afirma. Para ele, quando bem estabelecida, a marca própria funciona como um “porto seguro” para o consumidor, ao transmitir confiança e qualidade associadas à bandeira do varejista.

Redes com posicionamento mais premium, por sua vez, tendem a avançar também em categorias diferenciadas, como pratos prontos, resfriados e até perecíveis, desde que sustentadas por uma proposta clara de valor e qualidade consistente.

A leitura macroeconômica reforça essa tendência. Com crescimento moderado do PIB, inflação em desaceleração, mas juros ainda elevados, categorias que exigem financiamento ou alto desembolso devem enfrentar mais resistência do consumidor.

De acordo com Rodrigo Puga, professor de Marketing e Branding da ESPM, “bens duráveis e de compra comparada, como eletrodomésticos e eletroeletrônicos, tendem a sofrer mais em 2026 por conta da taxa de juros elevada”. Em contrapartida, ele destaca que alimentos, bebidas, higiene, beleza e pet apresentam um cenário mais favorável, justamente por envolverem menor desembolso e maior recorrência.

Puga ressalta ainda que, uma vez conquistada a confiança, a marca própria passa a ser percebida como qualquer outra marca.

“Quando o consumidor já conhece e confia, ele não faz mais distinção entre marca própria e marca tradicional”, explica.

Mais do que preço baixo, o crescimento das marcas próprias está cada vez mais associado à entrega de valor. O consumidor atual compara qualidade, preço, disponibilidade e experiências anteriores antes de migrar ou se fidelizar.

Para Antônio Sá, esse aprendizado do consumidor é decisivo. “Hoje o consumidor reconhece a marca própria, seja ela com o nome do supermercado ou uma marca fantasia, porque teve experiências melhores no passado”, afirma. Ele reforça que o varejista já entende que qualidade deixou de ser opcional: sem ela, a marca não se sustenta no longo prazo.

Rodrigo Puga complementa ao destacar o perfil mais analítico do consumidor. “A lógica do custo-benefício está cada vez mais presente, e as marcas próprias que conseguem equilibrar qualidade percebida e preço competitivo tendem a capturar mais atenção e fidelização”, diz. Tendências como o crescimento do mercado pet e o consumo mais consciente também ampliam o espaço para marcas próprias com propostas bem definidas.

Fonte: SuperVarejo

Femsa assume controle da operação do Oxxo no Brasil

Femsa assume controle da operação do Oxxo no Brasil

A empresa mexicana Femsa concluiu a operação na qual a Raízen vendeu sua participação na joint venture Grupo Nós, que administra as lojas da rede Oxxo no Brasil. A operação havia sido anunciada em setembro do ano passado.

Com o fim do acordo, segundo comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no ano passado, a Raízen receberá 1.256 lojas de conveniência Shell Select e Shell Café, que permanecerão no modelo de franquias integradas à rede de postos Shell.

A Femsa, por sua vez, receberá 611 mercados da rede Oxxo e o centro de distribuição localizado no município de Cajamar (SP). A companhia também ficará com as dívidas e caixas disponíveis na joint venture, que seguirá prestando serviços de suprimentos e logística relacionados aos produtos ofertados pelo centro de distribuição para as lojas Shell Select e Shell Café.

Fonte: Giro News 

Asun amplia portfólio de marcas próprias com linha para pets

Asun amplia portfólio de marcas próprias com linha para pets

Os supermercados Asun iniciaram a venda de produtos da Mascoti, marca própria voltada ao segmento de animais de estimação. A linha inclui brinquedos, cordas, animais de pelúcia e guias com lanternas, já disponíveis nas lojas da rede.

As mercadorias são importadas da China e começaram a ser negociadas em maio do ano passado, durante a Feira de Cantão, evento voltado a negócios internacionais. A primeira remessa chegou ao Brasil no início deste mês.

A decisão de importar os itens foi tomada a partir da avaliação de custos, com a constatação de que a aquisição no exterior se mostrou mais viável do que a compra de parte dos produtos disponíveis no mercado nacional.

A linha Mascoti se soma à marca própria de produtos de bazar lançada anteriormente pela rede e integra uma estratégia de diferenciação frente à concorrência, com foco em ampliar a oferta de itens a preços mais acessíveis.

De acordo com a empresa, a iniciativa tem apresentado resultados positivos, com destaque para o desempenho da categoria de guarda-sóis, que registrou aumento significativo nas vendas após a introdução da marca própria.

Fonte: SA Mais

Minimercados resistem à desaceleração e superam média do varejo alimentar em 2025

Minimercados resistem à desaceleração e superam média do varejo alimentar em 2025

Estudo da Scanntech mostra que o varejo de vizinhança cresceu 5,3% em faturamento no ano, acima dos 4,1% do setor

Os minimercados tiveram um desempenho acima da média em 2025, quando comparados ao varejo alimentar de forma geral. É o que mostra um novo estudo divulgado pela Scanntech. A pesquisa “Radar Varejo de Vizinhança” mapeou o desempenho de estabelecimentos que têm de 1 a 9 checkouts.

Segundo os dados da Scanntech, o varejo alimentar total registrou alta de 4,1% em faturamento – apesar da queda de 2,1% nas unidades vendidas.

O chamado varejo de vizinhança, por seu lado, apresentou desempenho superior, combinando menor retração no consumo e crescimento mais robusto em valor. O fechamento de 2025 aponta para um crescimento de 5,3% no faturamento.

O aumento do faturamento dos minimercados foi impulsionado principalmente pela alta do preço médio por unidade, que foi de 6,6%. Em contrapartida, o consumo apresentou retração, com queda de -1,5% nas unidades vendidas, reflexo sobretudo da redução do fluxo em loja (-2,5%).

O cenário tornou-se mais crítico no final do ano. Entre outubro e dezembro de 2025, o crescimento do faturamento desacelerou para 1,7%. Essa perda de fôlego ocorreu por causa de uma queda grande no fluxo de clientes (de 9,1% no trimestre) e do menor repasse de preços (que foi insuficiente insuficiente para cobrir a redução de unidades vendidas).

Além disso, o crescimento de 5,3% no faturamento dos minimercados não foi distribuído de forma igualitária entre as categorias. A de perecíveis foi a grande âncora do faturamento, sendo responsável por mais de 62% do resultado positivo total do ano. A de mercearia, embora tenha sido a segunda maior contribuidora para o faturamento, teve a maior queda em unidades (–2,2%). E a de bazar apresentou retração de 0,7%.

O desempenho de faturamento não foi uniforme pelo Brasil. Enquanto todas as regiões sofreram com a queda de unidades, o Nordeste e o grupo RJ/ES/MG se destacaram com os melhores desempenhos de faturamento em 2025 para os minimercados.

Fonte: Mercado & Consumo