Grupo Piracanjuba compra Básel Lácteos e entra no mercado de queijos finos

Grupo Piracanjuba compra Básel Lácteos e entra no mercado de queijos finos

A aquisição está alinhada ao plano de expansão da marca no segmento de queijos especiais

O Grupo Piracanjuba acaba de anunciar a aquisição da Básel Lácteos, indústria especializada em queijos finos, localizada no município de Antônio Carlos, em Minas Gerais, na região da Serra da Mantiqueira. Com a operação, a companhia goiana passa a contar agora com dez unidades industriais em funcionamento no Brasil.

A aquisição está alinhada ao plano de expansão da marca no segmento de queijos especiais e à ampliação de sua presença nacional. Reconhecida por sua linha premium, que inclui variedades como Emmental, Gruyère, Maasdam e Gouda, a Basel Lácteos agrega valor ao portfólio da companhia e fortalece sua atuação em categorias de alto padrão.

“Nossa prioridade é preservar o que a Básel construiu até aqui. Para o futuro, a expectativa é ampliar gradualmente o portfólio e a capacidade produtiva da planta”, revela Luiz Claudio Lorenzo, presidente do Grupo Piracanjuba.

O município de Antônio Carlos, que segundo os dados do Censo 2022 conta com mais de 11 mil habitantes, está em uma região de forte tradição leiteira. A cidade é conhecida pela produção de alguns dos queijos mais nobres do país, resultado da peculiaridade do leite local, influenciado pelo clima ameno, pela altitude e pelas pastagens naturalmente propícias à atividade agropecuária.

Ampliação de mercado

A conclusão da transação está condicionada à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Até que haja uma decisão definitiva do órgão, a Básel Lácteos e o Grupo Piracanjuba seguirão operando de forma autônoma e independente.

A intenção da companhia é manter todos os postos de trabalho diretos, atualmente em torno de 100 colaboradores, majoritariamente em funções fabris. Os produtores de leite que abastecem a unidade também serão visitados individualmente.

“Nosso objetivo é que essa transição ocorra da forma mais harmoniosa possível para colaboradores, fornecedores e para a comunidade local. Queremos reforçar o propósito do Grupo Piracanjuba, que é o cuidado que alimenta a vida. Para nós, nutrir relações é tão importante quanto nutrir pessoas, e isso começa pelo respeito ao nosso time e aos produtores de leite”, afirma Lorenzo.

Atualmente, a distribuição da Básel está concentrada no estado do Rio de Janeiro. O planejamento prevê a expansão da comercialização para todo o território nacional, já sob a marca Piracanjuba.

Para os próximos anos, a companhia prevê investimentos na modernização da planta, no aumento da capacidade produtiva e na ampliação gradual do portfólio de produtos.

Fonte: Mercado & Consumo 

A IA vai baratear a conta do consumidor e fortalecer as marcas próprias?

A inteligência artificial está deixando de ser uma promessa futurista para se tornar uma engrenagem central na formação de preços, no desenvolvimento de marcas próprias e na tomada de decisão do varejo supermercadista. Mais do que automatizar processos, a IA amplia a capacidade dos varejistas de entender comportamentos, antecipar demandas e reduzir riscos em um ambiente de margens cada vez mais pressionadas.

Segundo Wesley Bean, diretor de operações da Engage3, a grande virada está na profundidade da leitura dos dados de consumo. “Durante anos, a gente só passava o cartão fidelidade para ganhar um dólar de desconto naquela lata de milho. Hoje, quando analisamos esses dados de forma mais profunda, percebemos que não se trata apenas de uma lata de milho, mas de uma combinação de atributos nutricionais que ajudam a contextualizar o estilo de vida do cliente”, afirma. Para ele, esse nível de análise permite inferir hábitos como prática de atividades físicas, tipos de dieta e até potenciais riscos de saúde — informações valiosas para decisões de sortimento, precificação e personalização de ofertas.

Precificação mais inteligente e menos reativa

Com modelos preditivos mais sofisticados, a IA passa a apoiar estratégias de preço que vão além da simples reação ao concorrente. Ao cruzar dados de comportamento, elasticidade, histórico de compra e contexto de consumo, os supermercados conseguem ajustar preços com mais precisão, protegendo margem sem perder competitividade. “Do ponto de vista da ciência da decisão, essa integração e a precisão das análises preditivas só tendem a aumentar”, destaca Bean.

Esse avanço também impacta diretamente a dinâmica promocional. Em vez de descontos genéricos, a tecnologia permite ofertas mais direcionadas, relevantes e sustentáveis financeiramente, reduzindo desperdícios e melhorando o retorno sobre investimento promocional.

IA como motor das marcas próprias

No desenvolvimento de marcas próprias, o impacto é ainda mais estratégico. Bean explica que a análise preditiva já permite simular o potencial de sucesso de um produto antes mesmo de ele chegar às gôndolas. “Conseguimos construir o perfil de um produto e inferir seu desempenho considerando atributos como qualidade, rotulagem e design da embalagem. Isso é fundamental, porque lançar um produto é caro, especialmente se ele não performar bem nos primeiros 90 a 120 dias”, afirma.

Com esse apoio, o varejo supermercadista reduz riscos, acelera o time-to-market e aumenta as chances de sucesso das linhas próprias, que seguem ganhando relevância como instrumento de diferenciação, fidelização e melhoria de margem.

Tecnologia, pessoas e nova liderança de loja

Para Wesley Bean, o avanço da IA também redefine o papel da liderança nas lojas. A tecnologia passa a liberar tempo operacional e oferece uma leitura mais clara do que acontece no ponto de venda. “Ela ajuda a entender melhor o que está acontecendo financeiramente dentro da loja, como orientar funcionários no momento certo e, principalmente, devolver ao gerente de loja a possibilidade de estar mais presente no chão de loja, como antigamente”, observa.

Esse movimento, segundo ele, exige novas competências e uma revisão das práticas de gestão de pessoas. “Você precisará de uma estrutura organizacional muito diferente no futuro. Assim como a tecnologia precisa inovar, o RH também precisa ser disruptivo para extrair valor real dessas ferramentas analíticas avançadas”, completa.

O cliente continua sendo a variável central

Com passagem pelo Walmart, Bean reforça que o varejo sempre foi, na essência, um negócio orientado por tecnologia, ainda que isso nem sempre seja visível para o consumidor. “O Walmart é uma das empresas de TI mais sofisticadas do planeta. Existe um ciclo virtuoso de investimento tecnológico que continua gerando dividendos”, afirma.

Mesmo com todo o avanço da IA, ele lembra que o cliente segue sendo a variável mais difícil de controlar e a mais importante. “O cliente vai te dizer se você acertou ou errou, porque ele vota com a carteira.” É justamente nesse ponto que a inteligência artificial se consolida como aliada estratégica: não para substituir decisões humanas, mas para torná-las mais rápidas, informadas e conectadas à realidade do consumo.

Fonte: ASSERJ

Em busca de reposicionamento, Mundo Verde unifica marcas próprias

A rede Mundo Verde anunciou a unificação de suas marcas próprias Elixir, Mundo Verde Seleção e Aloha sob o nome da própria rede. A medida tem como objetivo reforçar a posição da empresa no segmento de produtos de alimentação saudável e bem-estar, além de atualizar seu portfólio para se alinhar às novas tendências do setor.

De acordo com uma pesquisa da NielsenIQ, divulgada no final de 2022, um terço dos lares brasileiros opta por produtos com marcas próprias, o que pode ter influenciado a decisão do Mundo Verde. Além da mudança no nome, as embalagens dos produtos também passarão por alterações, ganhando uma nova identidade visual que visa facilitar a leitura das informações e incentivar o descarte correto através do projeto Lupinha, que será incorporado nas embalagens.

A CEO do Mundo Verde, Ana Paula Seixas, explicou que a decisão foi baseada em estudos realizados com consumidores em todo o Brasil para entender a percepção da marca. 

“Comprovamos, mais uma vez, que essa é a marca referência na lembrança do consumidor como a principal loja de produtos naturais, de acesso a produtos de qualidade, com excelente variedade e preços competitivos para atender diferentes públicos”, afirmou.

O Mundo Verde começou a desenvolver produtos de marca própria em 2012, inicialmente focado em snacks e ingredientes para receitas saudáveis. Ao longo dos anos, a linha de produtos foi expandida para incluir suplementos e itens voltados ao bem-estar, como colágeno, vitaminas e creatina. Atualmente, a marca própria do Mundo Verde conta com mais de 100 produtos distribuídos em sete categorias: Alimentos, Bebidas, Bem-Estar, Chás, Doces e Sobremesas, Nutrição Esportiva e Suplementos Alimentares.

Nos últimos anos, a marca própria representou um crescimento de 15% no faturamento da companhia. O portfólio inclui produtos para públicos com restrições alimentares, como opções sem açúcar, glúten e lactose. Entre os novos produtos, destaca-se a Pipoca Kettle Corn, que mistura sabores doce e salgado, disponível nas lojas físicas e no e-commerce da rede.

O projeto Lupinha, da Associação Brasileira de Embalagens (ABRE), também será implementado nas novas embalagens dos produtos. Por meio de um QR Code, os consumidores poderão acessar informações sobre descarte correto, contribuindo para iniciativas de sustentabilidade.

Fonte: Central do Varejo

Primeiro mercado cooperativo da América Latina abre as portas em SP

Primeiro mercado cooperativo da América Latina abre as portas em SP

A cidade de São Paulo recebeu o primeiro mercado cooperativo da América Latina, a Gomo Coop. Neste formato, os clientes agem em todas as frentes, repondo itens nas prateleiras, descarregando caminhões e até exercendo poder de decisão nos rumos do mercado. A ideia é que o trabalho da comunidade ajude a baixar custos operacionais e, portanto, o preço final dos produtos. Todo cooperante paga uma “cota-parte” de R$ 100 para virar dono do mercado e já sai do local com seu primeiro turno de trabalho agendado, com tarefas como organização de estoque, limpeza do ambiente ou atendimento no caixa. Eles trabalham em conjunto com uma das quatro pessoas contratadas.

Trabalho coletivo em troca de preço baixo

Cada cooperante se compromete a trabalhar três horas a cada 28 dias, em troca de preços mais baixos nas prateleiras. Uma vez por ano, participam da Assembleia Geral anual para prestar contas e decidir quem vai compor os conselhos administrativo e fiscal. Para manter as portas abertas nesse início de projeto, o mercado atende tanto os cooperantes quanto o público geral. Há uma diferença mínima de valores nos produtos, entre R$ 1 a R$ 3 a mais para quem não faz parte da Gomo. Por enquanto, a Gomo Coop tem 358 cooperantes e quer chegar a 700 nos próximos meses.

Inspiração em projetos estrangeiros e idealização

Um dos idealizadores do projeto foi Chico Lima. O ator se inspirou em outro modelo de mercado cooperativo, o Park Slope Food Coop, presente em Nova York (Estados Unidos) e que tem cerca de 16 mil participantes. Um balanço financeiro divulgado na metade de 2024 mostrava vendas líquidas na faixa dos US$ 55 milhões. Para tirar o projeto do papel, o grupo levantou cerca de R$ 430 mil em empréstimos entre os próprios idealizadores e fez uma campanha de financiamento coletivo que arrecadou outros R$ 100 mil.

Fonte: Exame / Giro News
Foto: Reprodução Exame 

Marcas próprias deixam de ser apenas preço e se tornam plataforma de inovação e valor no varejo

As marcas próprias vivem uma transformação estrutural no varejo global. De alternativa focada em preço, passaram a atuar como plataformas de diferenciação, inovação e experiência, mantendo uma proposta clara de valor. Esse foi o eixo do painel “The power of private brands: Luring today’s cost-conscious shopper”, realizado nesta segunda-feira (12), durante o segundo dia da NRF 2026.

A conversa foi mediada por Melissa Repko, repórter de varejo da CNBC, e reuniu Emily Erusha-Hilleque, SVP de Private Brands da Macy’s; Scott Morris, SVP de Food, Consumables and Manufacturing da Walmart; e Mike Wier, VP de Store Brands da CVS Health.

Dados apresentados no painel, com base em estudos da McKinsey, indicam que mais de 80% dos consumidores norte-americanos avaliam a qualidade de marcas próprias como igual ou superior às marcas nacionais, enquanto quase 90% percebem valor similar ou maior. Para os executivos, esse movimento vai além da inflação e reflete uma mudança estrutural nas expectativas do consumidor.

No Walmart, Scott Morris destacou o lançamento da Better Goods como exemplo de reposicionamento da marca própria para um território de lifestyle acessível. A linha aposta em culinária elevada, ingredientes plant-based e itens sem aditivos artificiais, com grande parte do sortimento abaixo de US$ 5. Segundo o executivo, o objetivo foi democratizar tendências antes restritas a públicos de maior renda, respondendo diretamente ao que os clientes passaram a demandar.

Na Macy’s, Emily Erusha-Hilleque descreveu uma jornada de 2,5 anos de re-arquitetura do portfólio de marcas próprias, baseada em escuta ativa de centenas de milhares de consumidores. A varejista identificou “espaços brancos” estéticos e de categoria e lançou novas marcas, como On 34th, Mode 1, Arch Studio e State of Day, com foco em valor, qualidade, inspiração, tendência, diferenciação e confiabilidade.

Segundo a executiva, valor não significa necessariamente preço de abertura. A estratégia da Macy’s passou a oferecer marcas próprias em diferentes níveis de preço e momentos de vida, permitindo ao consumidor equilibrar investimentos entre marcas nacionais premium e alternativas próprias competitivas.

Na CVS, Mike Wier explicou que o foco foi modernizar e simplificar a experiência de compra em um ambiente orientado à missão: farmácia e conveniência. A empresa redesenhou sua marca própria após mais de uma década sem mudanças significativas, priorizando embalagens mais claras, leitura rápida de atributos (como “sem açúcar” ou “sem alérgenos”) e a criação de submarcas para necessidades específicas.

Um ponto comum entre os painelistas foi a tolerância maior ao risco. Para ocupar espaços em branco e seguir tendências, as empresas passaram a aceitar testes, ajustes rápidos e descontinuação de produtos que não performam. Combinações de sabores ou propostas menos convencionais que não ressoam com o consumidor são retiradas para abrir espaço a novas apostas.

A inteligência artificial apareceu como aceleradora desse processo. As marcas utilizam IA para mapear tendências, analisar avaliações e comentários, construir narrativas de produto, apoiar especificações técnicas e reduzir o tempo de desenvolvimento. Para os executivos, a tecnologia ajuda a transformar grandes volumes de sinais de mercado em decisões mais ágeis e assertivas.

O painel também abordou o desafio geracional. Apesar do foco crescente em Geração Z e Alpha, os participantes destacaram que certas verdades permanecem universais: qualidade, valor, experiência e alinhamento a valores. A diferença está na estética, na comunicação e no ritmo de inovação.

Olhando para 2026, os executivos apontaram colaborações como vetor de crescimento das marcas próprias. A Macy’s citou a parceria da marca INC com o estilista Christian Siriano, que resultou em produtos exclusivos e em um desfile da New York Fashion Week dentro da loja. Tendências de saúde, novos canais de distribuição e sabores em alta (como ube e frutas) também foram mencionados como apostas para o próximo ciclo.

Imagem: Graciane Santos
Com colaboração de Graciane Santos

(*) Edmour Saiani é sócio-fundador da consultoria Ponto de Referência, formado pelo ITA, pós-graduado pela FGV. Com carreira que vai da engenharia ao comando de grandes empresas, é especialista em atendimento ao cliente.

Fonte: Central do Varejo 

GPA acelera a transição para produtos mais éticos e sustentáveis

Companhia atingiu 100% dos ovos de marcas próprias e exclusivas provenientes de galinhas livres de gaiolas. O êxito é apenas um dos pilares da sua Política de Bem-estar Animal, que reúne critérios e diretrizes também para as cadeias de frangos, suínos e bovinos

De olho na tendência global de uma maior valorização dos consumidores à origem dos alimentos e seus impactos socioambientais, o que incluiu o bem-estar animal, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) reforça sua aposta em produtos mais éticos e sustentáveis. Uma prova disso é que, em 2025, a rede alcançou 100% das vendas de ovos provenientes de galinhas livres de gaiolas em todas as marcas próprias e exclusivas.

Segundo dados do relatório Global State of Health & Wellness 2025, realizado pela NielsenIQ (NIQ) em 19 países, a compra consciente é caracterizada pela preocupação com a procedência e com impacto socioambiental dos alimentos. O estudo revela que 70% das pessoas consideram importante ou muito importante que os produtos de origem animal sejam produzidos de forma ética, incluindo comércio justo, ausência de crueldade animal e melhores condições de criação.

Nesse sentido, o GPA foi pioneiro no Brasil ao assumir o compromisso público de transformar seu ecossistema de fornecimento de ovos e migrar para sistemas livres de gaiolas, ainda em 2017. Oito anos depois, essa decisão se materializa em resultados concretos: em 2025, o grupo alcançou 100% das vendas de ovos provenientes desse modelo em todas as marcas próprias e exclusivas (o que era 9% no início do plano de transição).

Por trás desse avanço está uma estratégia bem-desenhada, que combina engajamento com fornecedores, articulação com diferentes atores da cadeia de valor, ações de conscientização do consumidor e padronização do abastecimento nas lojas.

Desde que assumiu esse compromisso, a organização estruturou um conjunto de ações, internas e externas, de engajamento e colaboração. Em 2018, a varejista foi pioneira ao lançar o primeiro ovo de marca própria, pela Taeq, proveniente do sistema livre de gaiola no varejo brasileiro, o que exigiu desenvolver e preparar os fornecedores para esse modelo de produção. A iniciativa demandou um esforço coordenado para capacitar e ampliar o entendimento técnico sobre o tema, tanto interno quanto externo, e garantir que 100% de suas lojas ofertassem esse tipo de produto aos consumidores.

Todo esse processo foi acompanhado e sistematizado por meio do Programa Qualidade desde a Origem (QDO), lançado há mais de 15 anos, que monitora informações técnicas, dados de rastreabilidade, desempenho em auditorias e resultados de exames laboratoriais dos fornecedores. A iniciativa inclui um painel específico que acompanha a origem, define o estágio de cada parceiro em relação às diretrizes da política corporativa e orienta a elaboração de planos de ação para alcançar os padrões exigidos.

No relacionamento com o consumidor, a empresa investiu em comunicação dentro das lojas e em suas redes sociais, explicando as diferenças entre os sistemas de produção — convencional, livre de gaiolas, caipira e orgânico — para apoiar escolhas mais conscientes e sensibilizar o cliente no tema. E no e-commerce, incorporou um selo que identifica itens alinhados às diretrizes de bem-estar animal, facilitando a identificação.

Em 2025, para garantir o cumprimento da meta, colocou em prática um plano de transição específico para os fornecedores de marcas próprias, substituindo ovos convencionais por produtos que atendessem aos critérios de bem-estar animal. O processo incluiu a homologação de novas granjas, auditorias presenciais e acompanhamento do escoamento das embalagens.

O compromisso com ovos é apenas um dos pilares da Política de Bem-estar Animal do GPA, que reúne critérios e diretrizes também para as cadeias de frangos, suínos e bovinos. O conjunto de metas prevê que, até 2028, toda carne suína comercializada nas lojas Pão de Açúcar e Extra Mercado seja proveniente de empresas que adotem práticas de bem-estar animal. Já para os frangos de corte, estabeleceu que toda a linha de marcas próprias e exclusivas atendam integralmente às diretrizes até 2028. Para a carne bovina, a meta definida para 2025 foi antecipada, e a companhia atingiu 100% dos fornecedores publicamente comprometidos com políticas de bem-estar animal na cadeia produtiva em 2024.

Fonte: Globo Rural/ Conteúdo de marca do próprio GPA 

Vendas no varejo brasileiro crescem 2,5% em janeiro, mais que o esperado

Tendências do varejo para 2026 mudam a experiência de compra

Tecnologia, personalização, valor, conveniência e confiança são tendências do varejo para 2026 que redefinirão a experiência de compra

As tendências do varejo para 2026 revelam um consumidor mais atento, exigente e analítico, impulsionado por restrições orçamentárias, maior acesso à informação e novas referências de conveniência e valor. Sem dúvidas, nesse cenário, a experiência de compra passa por mudanças profundas, guiadas por tecnologia estratégica, jornadas simplificadas, personalização avançada, recommerce, confiança e novas formas de descoberta, que transformam o varejo em um ecossistema mais integrado, inteligente e sensorial.

A partir dos sinais apresentados por consultorias, especialistas e eventos do setor, o varejo entra em 2026 pressionado a oferecer experiências fluidas, consistentes e contextualizadas — ou seja, alinhadas às expectativas de um consumidor que sabe comparar, negociar e decidir com precisão.

Tendências do varejo para 2026
  • Valor mais amplo e o novo consumidor analítico
  • Jornada simples e fluida como diferencial competitivo
  • Fidelização orientada ao vínculo
  • Durabilidade e recommerce na experiência
  • Bem-estar e ambientes sensoriais
  • Tecnologia com propósito e IA invisível
  • Personalização avançada e consumidor “Eu S.A.”
  • Retail Media e descoberta sem busca
  • Marcas próprias premium e confiança
  • Servitização e expansão de serviços no PDV
  • Impactos diretos na experiência de compra
Valor e o novo consumidor analítico como tendências do varejo para 2026

As Tendências do varejo para 2026 apontam que valor deixou de significar apenas preço. O consumidor utiliza pesquisas, comparações e combinações de canais para maximizar o orçamento. Ele observa origem, propósito, durabilidade, qualidade percebida e relação custo por uso. Além disso, aprende a “hackear valor”, alternando entre atacarejo, apps e varejo tradicional. Ou seja, esse comportamento exige que o varejo comunique procedência, garantia, diferencial e benefícios reais, reforçando confiança e clareza.

Jornada simples e fluida como diferencial competitivo

Dentro das tendências do varejo para 2026, a conveniência ganha centralidade. O consumidor deseja processos contínuos, sem fricção, que conectam redes sociais, loja física, aplicativos e atendimento. Estoque atualizado, retirada rápida, trocas descomplicadas e atendimento padronizado tornam-se fatores decisivos. Portanto, a capacidade de oferecer uma jornada coesa transforma-se em vantagem competitiva direta.

Fidelização orientada ao vínculo

As Tendências do varejo para 2026 mostram que fidelizar deixou de ser somar pontos. O consumidor busca reconhecimento, personalização e benefícios práticos, além de relacionamento humanizado e contínuo. Modelos como membership leve, recompensas simples e vantagens contextuais geram engajamento. Assim, a fidelidade passa a ser construída por relevância, proximidade e atenção ao histórico real de cada cliente.

Durabilidade e recommerce na experiência

A durabilidade se consolida como novo símbolo de valor. O consumo consciente reforça recommerce, devoluções com incentivo e serviços de manutenção. Essas práticas ampliam o ciclo de vida do produto, fortalecem a credibilidade e criam novos pontos de contato. Dentro das Tendências do varejo para 2026, essa lógica contribui para uma jornada mais sustentável e alinhada ao desejo do cliente de minimizar excessos.

Bem-estar e ambientes sensoriais

O excesso de estímulos cansa o consumidor. As Tendências do varejo para 2026 destacam a busca por experiências leves, acolhedoras e autênticas. Ambientes organizados por mood, iluminação equilibrada, aromas, texturas e atendimento empático fortalecem a conexão emocional. A economia de aura transforma a loja em espaço de pausa, reforçando memória, vínculo e bem-estar.

Tecnologia com propósito e IA invisível como tendências do varejo para 2026

A tecnologia se torna núcleo estratégico e as Tendências do varejo para 2026 indicam que a IA deixa de ser novidade e passa a operar como base da tomada de decisão. Em outras palavras, ela prevê demanda, ajusta preços, personaliza ofertas, organiza sortimento e analisa o movimento do consumidor em tempo real. Entretanto, o ponto crucial é que o cliente não quer “ver” tecnologia, mas sentir fluidez. Por isso, a IA invisível — integrada, contextual e automática — torna-se expectativa natural.

Personalização avançada e consumidor “Eu S.A.”

A hiperpersonalização 2.0 redefine interações. Com dados primários coletados diretamente nas jornadas de compra, as empresas conseguem direcionar ofertas com precisão. As Tendências do varejo para 2026 mostram que consumidores esperam antecipação e recomendações em tempo real. Seja na farmácia sugerindo vitaminas adequadas ao perfil, seja no supermercado oferecendo ofertas personalizadas, a personalização avança como fator de conversão e fidelidade.

Retail Media e descoberta sem busca

A descoberta de produtos muda radicalmente porque a influência de vídeos curtos e o avanço do social commerce moldam as tendências do varejo para 2026, tornando feeds e algoritmos essenciais para despertar interesse. Isto é, a jornada passa a começar nas redes. Além disso, o futuro “sem busca”, impulsionado por IA, desloca a otimização de SEO para GEO, onde o desafio deixa de ser ser encontrado e passa a ser ser escolhido por mecanismos autônomos de recomendação.

Tendências do varejo para 2026 também inclui confiança

As tendências do varejo para 2026 reforçam o avanço das marcas próprias, que deixam de ser alternativas econômicas e se tornam escolhas de alta credibilidade. Portfólios sofisticados, embalagens avançadas e qualidade percebida impulsionam a preferência em categorias como mantimentos, vestuário e produtos domésticos. A confiança emerge como motor de rentabilidade, diretamente conectado à consistência, transparência e justiça nos preços praticados.

Servitização e expansão de serviços no PDV

O ponto de venda se transforma em destino multifuncional. A servitização aparece entre as Tendências do varejo para 2026, ampliando o papel de supermercados, farmácias e lojas especializadas. Atendimento clínico, espaços gourmet, cafés e serviços agregados fortalecem fluxo, diferenciação e experiência. Portanto, ao entregar conveniência ampliada, o PDV se torna um ecossistema de soluções.

Impactos diretos na experiência de compra

Ao integrar todas as Tendências do varejo para 2026, a experiência de compra torna-se mais fluida, personalizada, analítica e sensorial. Ou seja, consumidores esperam jornadas contínuas, recomendações precisas, ambientes acolhedores, transparência, propósito e respostas imediatas. Varejistas e indústrias precisam tomar decisões baseadas em dados, eliminar fricção, fortalecer confiança e oferecer valor ampliado. Assim, o varejo entra em 2026 guiado por um consumidor que exige precisão e recompensa marcas capazes de entregar cuidado, contexto e relevância.

Fonte: Super Varejo

Supermercados deixam de abrir aos domingos após acordo histórico e medida pode mudar o varejo no Brasil

A partir de 2026, o Espírito Santo vai testar um modelo inédito no país: por sete meses, supermercados e outros grandes pontos de venda de alimentos não vão abrir aos domingos. O acordo entre sindicatos patronais e de trabalhadores transforma o estado em um “laboratório real” para medir, com dados concretos, como mudam o consumo, o trabalho e os negócios quando o supermercado deixa de ser opção no fim de semana.

Como vai funcionar

O fechamento dominical não atinge apenas grandes redes. A convenção coletiva inclui hipermercados, atacarejos, atacadistas, autosserviços, mercearias estruturadas, hortifrutis de porte relevante, minimercados de grupos empresariais e lojas de alimentos em shoppings.

Essas operações devem manter as portas fechadas aos domingos no período de teste, salvo exceções específicas, como pontos em áreas turísticas com regras negociadas à parte. Lojas de material de construção seguirão a mesma lógica, alterando o padrão de funcionamento de parte importante do varejo capixaba.

O que muda para o consumo e o lazer dominical com a nova regra

Restaurantes, lanchonetes, cinemas, lojas de moda, farmácias e serviços diversos seguem liberados, mantendo o domingo como dia de consumo e lazer, mas sem o supermercado como protagonista. O consumidor continuará tendo opções para emergências, mas a compra semanal estruturada tende a migrar para outros dias.

Esse novo arranjo abre espaço para que shoppings e polos gastronômicos se reforcem como destino de lazer dominical, enquanto o varejo alimentar se concentra de segunda a sábado. Em paralelo, o comércio digital ganha relevância para quem prefere planejar tudo sem enfrentar filas.

Quais novos hábitos de consumo podem surgir com o fechamento dominical

Sem o domingo, o fluxo de compras deve se concentrar entre sexta à tarde e sábado, exigindo mais organização da rotina doméstica. Famílias que faziam o “rancho” no fim de semana terão de antecipar decisões, planejar a despensa e cuidar melhor dos estoques em casa.

Durante o período de teste, parte dos consumidores deve experimentar formas diferentes de organizar compras e lazer. Entre os hábitos que tendem a ser monitorados com mais atenção, destacam-se:

  • Compras grandes concentradas em um ou dois dias, principalmente sexta e sábado;
  • Uso mais intenso de mercados e mercearias de bairro para reposições urgentes;
  • Substituição do passeio ao hipermercado por outras formas de lazer dominical;
  • Busca por promoções em dias úteis para evitar lojas cheias;
  • Crescimento do e-commerce alimentar, com entregas e retiradas agendadas.
Quais efeitos o novo modelo traz para quem trabalha em supermercados

Para quem atua no varejo alimentar, o domingo livre representa uma mudança relevante, com um ponto fixo de descanso na semana. Isso facilita consultas médicas, participação em atividades escolares, convívio familiar e um descanso mais previsível, reduzindo o desgaste físico e emocional.

Além da folga dominical, a convenção coletiva prevê reajuste do piso salarial e auxílio-alimentação mensal, tornando o pacote mais competitivo frente a setores como logística e call centers. A reorganização de escalas será decisiva para evitar sobrecarga em menos dias e manter a qualidade do atendimento.

Confira a reportagem completa no portal E.M. Foco

Avanço das marcas próprias redefine cadeia de distribuição no país

Dados da Nielsen IQ apontam que perda do poder de compra acelera marcas próprias no Brasil

Segundo dados apresentados pela Nielsen IQ, o avanço da inflação de alimentos e a perda de poder de compra impulsionam uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro: 58% planejam ampliar a compra de produtos de marca própria ainda este ano e em 2026. De acordo com a pesquisa, o segmento de marca própria cresce em média 9,2% ao ano no Brasil.

As compras em autosserviços (supermercados, inclusive via e-commerce) e farma têm maior concentração de vendas, sendo os estados com maior volume de operações Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Os produtos que têm sido mais adquiridos são as bebidas à base de vegetais/cereais, cortes suínos, absorvente interno, inseticidas domésticos aerossol e margarina – os quais integram as 10 categorias que respondem por 42,5% do faturamento de marcas próprias nas vendas pela modalidade autosserviço.

Dados globais

Globalmente, marcas próprias atingiram 22,8% de participação em 2024 e 53% dos consumidores dizem estar mais propensos a comprar marca própria do que antes. A América Latina é a 2ª região com maior crescimento (+3,7%), tendo como destaques Colômbia, Costa Rica, Argentina e Peru. Além disso, jovens têm confiado cada vez mais nas marcas próprias.

Para Pietro Bastos, da Nielsen IQ, o avanço da marca própria deve acelerar, impulsionado pelo potencial ainda pouco explorado no Brasil e pelo aumento da confiança do consumidor. “Não se trata apenas de preço: marca própria amplia acesso a categorias, qualidade e produtos saudáveis”, destaca o executivo.

Fonte: Giro News

O crescimento das marcas próprias no varejo

Intenção de compra de marcas próprias chega a 58% entre brasileiros

A intenção de ampliar compras de marcas próprias alcança 58% dos consumidores brasileiros, segundo levantamento da NielsenIQ apresentado no SIMP 2025, evento da ABMAPRO. A pesquisa indica que inflação e perda de renda impulsionam esse movimento.

“Os investimentos crescem em todos os nichos e projetamos R$ 153 bilhões em vendas, com praticamente todos os canais crescendo fortemente, em especial o Farma que vem com forte contribuição nessa projeção, mas com avanços cada vez mais relevantes nos canais C&C e Home Center”, explica a presidente da ABMAPRO, Neide Montesano.

Segundo a NIQ, a categoria cresce em média 9,2% ao ano no país, com maior concentração em autosserviços e canal Farma. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo lideram o volume de vendas.

Entre as categorias mais consumidas estão bebidas vegetais, cortes suínos, absorvente interno, inseticidas aerossol e margarina, que juntas representam 42,5% do faturamento da modalidade no autosserviço.

Pietro Bastos, executivo da NielsenIQ, avalia que a tendência deve continuar. “Não se trata apenas de preço: as marca próprias ampliam acesso a categorias, qualidade e produtos saudáveis.”

Globalmente, a Marca Própria alcançou 22,8% de participação em 2024. A América Latina é a 2ª região com maior expansão, com destaque para Colômbia, Costa Rica, Argentina e Peru.

Fonte: SA+ Varejo