Em busca de reposicionamento, Mundo Verde unifica marcas próprias

A rede Mundo Verde anunciou a unificação de suas marcas próprias Elixir, Mundo Verde Seleção e Aloha sob o nome da própria rede. A medida tem como objetivo reforçar a posição da empresa no segmento de produtos de alimentação saudável e bem-estar, além de atualizar seu portfólio para se alinhar às novas tendências do setor.

De acordo com uma pesquisa da NielsenIQ, divulgada no final de 2022, um terço dos lares brasileiros opta por produtos com marcas próprias, o que pode ter influenciado a decisão do Mundo Verde. Além da mudança no nome, as embalagens dos produtos também passarão por alterações, ganhando uma nova identidade visual que visa facilitar a leitura das informações e incentivar o descarte correto através do projeto Lupinha, que será incorporado nas embalagens.

A CEO do Mundo Verde, Ana Paula Seixas, explicou que a decisão foi baseada em estudos realizados com consumidores em todo o Brasil para entender a percepção da marca. 

“Comprovamos, mais uma vez, que essa é a marca referência na lembrança do consumidor como a principal loja de produtos naturais, de acesso a produtos de qualidade, com excelente variedade e preços competitivos para atender diferentes públicos”, afirmou.

O Mundo Verde começou a desenvolver produtos de marca própria em 2012, inicialmente focado em snacks e ingredientes para receitas saudáveis. Ao longo dos anos, a linha de produtos foi expandida para incluir suplementos e itens voltados ao bem-estar, como colágeno, vitaminas e creatina. Atualmente, a marca própria do Mundo Verde conta com mais de 100 produtos distribuídos em sete categorias: Alimentos, Bebidas, Bem-Estar, Chás, Doces e Sobremesas, Nutrição Esportiva e Suplementos Alimentares.

Nos últimos anos, a marca própria representou um crescimento de 15% no faturamento da companhia. O portfólio inclui produtos para públicos com restrições alimentares, como opções sem açúcar, glúten e lactose. Entre os novos produtos, destaca-se a Pipoca Kettle Corn, que mistura sabores doce e salgado, disponível nas lojas físicas e no e-commerce da rede.

O projeto Lupinha, da Associação Brasileira de Embalagens (ABRE), também será implementado nas novas embalagens dos produtos. Por meio de um QR Code, os consumidores poderão acessar informações sobre descarte correto, contribuindo para iniciativas de sustentabilidade.

Fonte: Central do Varejo

Primeiro mercado cooperativo da América Latina abre as portas em SP

Primeiro mercado cooperativo da América Latina abre as portas em SP

A cidade de São Paulo recebeu o primeiro mercado cooperativo da América Latina, a Gomo Coop. Neste formato, os clientes agem em todas as frentes, repondo itens nas prateleiras, descarregando caminhões e até exercendo poder de decisão nos rumos do mercado. A ideia é que o trabalho da comunidade ajude a baixar custos operacionais e, portanto, o preço final dos produtos. Todo cooperante paga uma “cota-parte” de R$ 100 para virar dono do mercado e já sai do local com seu primeiro turno de trabalho agendado, com tarefas como organização de estoque, limpeza do ambiente ou atendimento no caixa. Eles trabalham em conjunto com uma das quatro pessoas contratadas.

Trabalho coletivo em troca de preço baixo

Cada cooperante se compromete a trabalhar três horas a cada 28 dias, em troca de preços mais baixos nas prateleiras. Uma vez por ano, participam da Assembleia Geral anual para prestar contas e decidir quem vai compor os conselhos administrativo e fiscal. Para manter as portas abertas nesse início de projeto, o mercado atende tanto os cooperantes quanto o público geral. Há uma diferença mínima de valores nos produtos, entre R$ 1 a R$ 3 a mais para quem não faz parte da Gomo. Por enquanto, a Gomo Coop tem 358 cooperantes e quer chegar a 700 nos próximos meses.

Inspiração em projetos estrangeiros e idealização

Um dos idealizadores do projeto foi Chico Lima. O ator se inspirou em outro modelo de mercado cooperativo, o Park Slope Food Coop, presente em Nova York (Estados Unidos) e que tem cerca de 16 mil participantes. Um balanço financeiro divulgado na metade de 2024 mostrava vendas líquidas na faixa dos US$ 55 milhões. Para tirar o projeto do papel, o grupo levantou cerca de R$ 430 mil em empréstimos entre os próprios idealizadores e fez uma campanha de financiamento coletivo que arrecadou outros R$ 100 mil.

Fonte: Exame / Giro News
Foto: Reprodução Exame 

Marcas próprias deixam de ser apenas preço e se tornam plataforma de inovação e valor no varejo

As marcas próprias vivem uma transformação estrutural no varejo global. De alternativa focada em preço, passaram a atuar como plataformas de diferenciação, inovação e experiência, mantendo uma proposta clara de valor. Esse foi o eixo do painel “The power of private brands: Luring today’s cost-conscious shopper”, realizado nesta segunda-feira (12), durante o segundo dia da NRF 2026.

A conversa foi mediada por Melissa Repko, repórter de varejo da CNBC, e reuniu Emily Erusha-Hilleque, SVP de Private Brands da Macy’s; Scott Morris, SVP de Food, Consumables and Manufacturing da Walmart; e Mike Wier, VP de Store Brands da CVS Health.

Dados apresentados no painel, com base em estudos da McKinsey, indicam que mais de 80% dos consumidores norte-americanos avaliam a qualidade de marcas próprias como igual ou superior às marcas nacionais, enquanto quase 90% percebem valor similar ou maior. Para os executivos, esse movimento vai além da inflação e reflete uma mudança estrutural nas expectativas do consumidor.

No Walmart, Scott Morris destacou o lançamento da Better Goods como exemplo de reposicionamento da marca própria para um território de lifestyle acessível. A linha aposta em culinária elevada, ingredientes plant-based e itens sem aditivos artificiais, com grande parte do sortimento abaixo de US$ 5. Segundo o executivo, o objetivo foi democratizar tendências antes restritas a públicos de maior renda, respondendo diretamente ao que os clientes passaram a demandar.

Na Macy’s, Emily Erusha-Hilleque descreveu uma jornada de 2,5 anos de re-arquitetura do portfólio de marcas próprias, baseada em escuta ativa de centenas de milhares de consumidores. A varejista identificou “espaços brancos” estéticos e de categoria e lançou novas marcas, como On 34th, Mode 1, Arch Studio e State of Day, com foco em valor, qualidade, inspiração, tendência, diferenciação e confiabilidade.

Segundo a executiva, valor não significa necessariamente preço de abertura. A estratégia da Macy’s passou a oferecer marcas próprias em diferentes níveis de preço e momentos de vida, permitindo ao consumidor equilibrar investimentos entre marcas nacionais premium e alternativas próprias competitivas.

Na CVS, Mike Wier explicou que o foco foi modernizar e simplificar a experiência de compra em um ambiente orientado à missão: farmácia e conveniência. A empresa redesenhou sua marca própria após mais de uma década sem mudanças significativas, priorizando embalagens mais claras, leitura rápida de atributos (como “sem açúcar” ou “sem alérgenos”) e a criação de submarcas para necessidades específicas.

Um ponto comum entre os painelistas foi a tolerância maior ao risco. Para ocupar espaços em branco e seguir tendências, as empresas passaram a aceitar testes, ajustes rápidos e descontinuação de produtos que não performam. Combinações de sabores ou propostas menos convencionais que não ressoam com o consumidor são retiradas para abrir espaço a novas apostas.

A inteligência artificial apareceu como aceleradora desse processo. As marcas utilizam IA para mapear tendências, analisar avaliações e comentários, construir narrativas de produto, apoiar especificações técnicas e reduzir o tempo de desenvolvimento. Para os executivos, a tecnologia ajuda a transformar grandes volumes de sinais de mercado em decisões mais ágeis e assertivas.

O painel também abordou o desafio geracional. Apesar do foco crescente em Geração Z e Alpha, os participantes destacaram que certas verdades permanecem universais: qualidade, valor, experiência e alinhamento a valores. A diferença está na estética, na comunicação e no ritmo de inovação.

Olhando para 2026, os executivos apontaram colaborações como vetor de crescimento das marcas próprias. A Macy’s citou a parceria da marca INC com o estilista Christian Siriano, que resultou em produtos exclusivos e em um desfile da New York Fashion Week dentro da loja. Tendências de saúde, novos canais de distribuição e sabores em alta (como ube e frutas) também foram mencionados como apostas para o próximo ciclo.

Imagem: Graciane Santos
Com colaboração de Graciane Santos

(*) Edmour Saiani é sócio-fundador da consultoria Ponto de Referência, formado pelo ITA, pós-graduado pela FGV. Com carreira que vai da engenharia ao comando de grandes empresas, é especialista em atendimento ao cliente.

Fonte: Central do Varejo 

GPA acelera a transição para produtos mais éticos e sustentáveis

Companhia atingiu 100% dos ovos de marcas próprias e exclusivas provenientes de galinhas livres de gaiolas. O êxito é apenas um dos pilares da sua Política de Bem-estar Animal, que reúne critérios e diretrizes também para as cadeias de frangos, suínos e bovinos

De olho na tendência global de uma maior valorização dos consumidores à origem dos alimentos e seus impactos socioambientais, o que incluiu o bem-estar animal, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) reforça sua aposta em produtos mais éticos e sustentáveis. Uma prova disso é que, em 2025, a rede alcançou 100% das vendas de ovos provenientes de galinhas livres de gaiolas em todas as marcas próprias e exclusivas.

Segundo dados do relatório Global State of Health & Wellness 2025, realizado pela NielsenIQ (NIQ) em 19 países, a compra consciente é caracterizada pela preocupação com a procedência e com impacto socioambiental dos alimentos. O estudo revela que 70% das pessoas consideram importante ou muito importante que os produtos de origem animal sejam produzidos de forma ética, incluindo comércio justo, ausência de crueldade animal e melhores condições de criação.

Nesse sentido, o GPA foi pioneiro no Brasil ao assumir o compromisso público de transformar seu ecossistema de fornecimento de ovos e migrar para sistemas livres de gaiolas, ainda em 2017. Oito anos depois, essa decisão se materializa em resultados concretos: em 2025, o grupo alcançou 100% das vendas de ovos provenientes desse modelo em todas as marcas próprias e exclusivas (o que era 9% no início do plano de transição).

Por trás desse avanço está uma estratégia bem-desenhada, que combina engajamento com fornecedores, articulação com diferentes atores da cadeia de valor, ações de conscientização do consumidor e padronização do abastecimento nas lojas.

Desde que assumiu esse compromisso, a organização estruturou um conjunto de ações, internas e externas, de engajamento e colaboração. Em 2018, a varejista foi pioneira ao lançar o primeiro ovo de marca própria, pela Taeq, proveniente do sistema livre de gaiola no varejo brasileiro, o que exigiu desenvolver e preparar os fornecedores para esse modelo de produção. A iniciativa demandou um esforço coordenado para capacitar e ampliar o entendimento técnico sobre o tema, tanto interno quanto externo, e garantir que 100% de suas lojas ofertassem esse tipo de produto aos consumidores.

Todo esse processo foi acompanhado e sistematizado por meio do Programa Qualidade desde a Origem (QDO), lançado há mais de 15 anos, que monitora informações técnicas, dados de rastreabilidade, desempenho em auditorias e resultados de exames laboratoriais dos fornecedores. A iniciativa inclui um painel específico que acompanha a origem, define o estágio de cada parceiro em relação às diretrizes da política corporativa e orienta a elaboração de planos de ação para alcançar os padrões exigidos.

No relacionamento com o consumidor, a empresa investiu em comunicação dentro das lojas e em suas redes sociais, explicando as diferenças entre os sistemas de produção — convencional, livre de gaiolas, caipira e orgânico — para apoiar escolhas mais conscientes e sensibilizar o cliente no tema. E no e-commerce, incorporou um selo que identifica itens alinhados às diretrizes de bem-estar animal, facilitando a identificação.

Em 2025, para garantir o cumprimento da meta, colocou em prática um plano de transição específico para os fornecedores de marcas próprias, substituindo ovos convencionais por produtos que atendessem aos critérios de bem-estar animal. O processo incluiu a homologação de novas granjas, auditorias presenciais e acompanhamento do escoamento das embalagens.

O compromisso com ovos é apenas um dos pilares da Política de Bem-estar Animal do GPA, que reúne critérios e diretrizes também para as cadeias de frangos, suínos e bovinos. O conjunto de metas prevê que, até 2028, toda carne suína comercializada nas lojas Pão de Açúcar e Extra Mercado seja proveniente de empresas que adotem práticas de bem-estar animal. Já para os frangos de corte, estabeleceu que toda a linha de marcas próprias e exclusivas atendam integralmente às diretrizes até 2028. Para a carne bovina, a meta definida para 2025 foi antecipada, e a companhia atingiu 100% dos fornecedores publicamente comprometidos com políticas de bem-estar animal na cadeia produtiva em 2024.

Fonte: Globo Rural/ Conteúdo de marca do próprio GPA 

Vendas no varejo brasileiro crescem 2,5% em janeiro, mais que o esperado

Tendências do varejo para 2026 mudam a experiência de compra

Tecnologia, personalização, valor, conveniência e confiança são tendências do varejo para 2026 que redefinirão a experiência de compra

As tendências do varejo para 2026 revelam um consumidor mais atento, exigente e analítico, impulsionado por restrições orçamentárias, maior acesso à informação e novas referências de conveniência e valor. Sem dúvidas, nesse cenário, a experiência de compra passa por mudanças profundas, guiadas por tecnologia estratégica, jornadas simplificadas, personalização avançada, recommerce, confiança e novas formas de descoberta, que transformam o varejo em um ecossistema mais integrado, inteligente e sensorial.

A partir dos sinais apresentados por consultorias, especialistas e eventos do setor, o varejo entra em 2026 pressionado a oferecer experiências fluidas, consistentes e contextualizadas — ou seja, alinhadas às expectativas de um consumidor que sabe comparar, negociar e decidir com precisão.

Tendências do varejo para 2026
  • Valor mais amplo e o novo consumidor analítico
  • Jornada simples e fluida como diferencial competitivo
  • Fidelização orientada ao vínculo
  • Durabilidade e recommerce na experiência
  • Bem-estar e ambientes sensoriais
  • Tecnologia com propósito e IA invisível
  • Personalização avançada e consumidor “Eu S.A.”
  • Retail Media e descoberta sem busca
  • Marcas próprias premium e confiança
  • Servitização e expansão de serviços no PDV
  • Impactos diretos na experiência de compra
Valor e o novo consumidor analítico como tendências do varejo para 2026

As Tendências do varejo para 2026 apontam que valor deixou de significar apenas preço. O consumidor utiliza pesquisas, comparações e combinações de canais para maximizar o orçamento. Ele observa origem, propósito, durabilidade, qualidade percebida e relação custo por uso. Além disso, aprende a “hackear valor”, alternando entre atacarejo, apps e varejo tradicional. Ou seja, esse comportamento exige que o varejo comunique procedência, garantia, diferencial e benefícios reais, reforçando confiança e clareza.

Jornada simples e fluida como diferencial competitivo

Dentro das tendências do varejo para 2026, a conveniência ganha centralidade. O consumidor deseja processos contínuos, sem fricção, que conectam redes sociais, loja física, aplicativos e atendimento. Estoque atualizado, retirada rápida, trocas descomplicadas e atendimento padronizado tornam-se fatores decisivos. Portanto, a capacidade de oferecer uma jornada coesa transforma-se em vantagem competitiva direta.

Fidelização orientada ao vínculo

As Tendências do varejo para 2026 mostram que fidelizar deixou de ser somar pontos. O consumidor busca reconhecimento, personalização e benefícios práticos, além de relacionamento humanizado e contínuo. Modelos como membership leve, recompensas simples e vantagens contextuais geram engajamento. Assim, a fidelidade passa a ser construída por relevância, proximidade e atenção ao histórico real de cada cliente.

Durabilidade e recommerce na experiência

A durabilidade se consolida como novo símbolo de valor. O consumo consciente reforça recommerce, devoluções com incentivo e serviços de manutenção. Essas práticas ampliam o ciclo de vida do produto, fortalecem a credibilidade e criam novos pontos de contato. Dentro das Tendências do varejo para 2026, essa lógica contribui para uma jornada mais sustentável e alinhada ao desejo do cliente de minimizar excessos.

Bem-estar e ambientes sensoriais

O excesso de estímulos cansa o consumidor. As Tendências do varejo para 2026 destacam a busca por experiências leves, acolhedoras e autênticas. Ambientes organizados por mood, iluminação equilibrada, aromas, texturas e atendimento empático fortalecem a conexão emocional. A economia de aura transforma a loja em espaço de pausa, reforçando memória, vínculo e bem-estar.

Tecnologia com propósito e IA invisível como tendências do varejo para 2026

A tecnologia se torna núcleo estratégico e as Tendências do varejo para 2026 indicam que a IA deixa de ser novidade e passa a operar como base da tomada de decisão. Em outras palavras, ela prevê demanda, ajusta preços, personaliza ofertas, organiza sortimento e analisa o movimento do consumidor em tempo real. Entretanto, o ponto crucial é que o cliente não quer “ver” tecnologia, mas sentir fluidez. Por isso, a IA invisível — integrada, contextual e automática — torna-se expectativa natural.

Personalização avançada e consumidor “Eu S.A.”

A hiperpersonalização 2.0 redefine interações. Com dados primários coletados diretamente nas jornadas de compra, as empresas conseguem direcionar ofertas com precisão. As Tendências do varejo para 2026 mostram que consumidores esperam antecipação e recomendações em tempo real. Seja na farmácia sugerindo vitaminas adequadas ao perfil, seja no supermercado oferecendo ofertas personalizadas, a personalização avança como fator de conversão e fidelidade.

Retail Media e descoberta sem busca

A descoberta de produtos muda radicalmente porque a influência de vídeos curtos e o avanço do social commerce moldam as tendências do varejo para 2026, tornando feeds e algoritmos essenciais para despertar interesse. Isto é, a jornada passa a começar nas redes. Além disso, o futuro “sem busca”, impulsionado por IA, desloca a otimização de SEO para GEO, onde o desafio deixa de ser ser encontrado e passa a ser ser escolhido por mecanismos autônomos de recomendação.

Tendências do varejo para 2026 também inclui confiança

As tendências do varejo para 2026 reforçam o avanço das marcas próprias, que deixam de ser alternativas econômicas e se tornam escolhas de alta credibilidade. Portfólios sofisticados, embalagens avançadas e qualidade percebida impulsionam a preferência em categorias como mantimentos, vestuário e produtos domésticos. A confiança emerge como motor de rentabilidade, diretamente conectado à consistência, transparência e justiça nos preços praticados.

Servitização e expansão de serviços no PDV

O ponto de venda se transforma em destino multifuncional. A servitização aparece entre as Tendências do varejo para 2026, ampliando o papel de supermercados, farmácias e lojas especializadas. Atendimento clínico, espaços gourmet, cafés e serviços agregados fortalecem fluxo, diferenciação e experiência. Portanto, ao entregar conveniência ampliada, o PDV se torna um ecossistema de soluções.

Impactos diretos na experiência de compra

Ao integrar todas as Tendências do varejo para 2026, a experiência de compra torna-se mais fluida, personalizada, analítica e sensorial. Ou seja, consumidores esperam jornadas contínuas, recomendações precisas, ambientes acolhedores, transparência, propósito e respostas imediatas. Varejistas e indústrias precisam tomar decisões baseadas em dados, eliminar fricção, fortalecer confiança e oferecer valor ampliado. Assim, o varejo entra em 2026 guiado por um consumidor que exige precisão e recompensa marcas capazes de entregar cuidado, contexto e relevância.

Fonte: Super Varejo

Supermercados deixam de abrir aos domingos após acordo histórico e medida pode mudar o varejo no Brasil

A partir de 2026, o Espírito Santo vai testar um modelo inédito no país: por sete meses, supermercados e outros grandes pontos de venda de alimentos não vão abrir aos domingos. O acordo entre sindicatos patronais e de trabalhadores transforma o estado em um “laboratório real” para medir, com dados concretos, como mudam o consumo, o trabalho e os negócios quando o supermercado deixa de ser opção no fim de semana.

Como vai funcionar

O fechamento dominical não atinge apenas grandes redes. A convenção coletiva inclui hipermercados, atacarejos, atacadistas, autosserviços, mercearias estruturadas, hortifrutis de porte relevante, minimercados de grupos empresariais e lojas de alimentos em shoppings.

Essas operações devem manter as portas fechadas aos domingos no período de teste, salvo exceções específicas, como pontos em áreas turísticas com regras negociadas à parte. Lojas de material de construção seguirão a mesma lógica, alterando o padrão de funcionamento de parte importante do varejo capixaba.

O que muda para o consumo e o lazer dominical com a nova regra

Restaurantes, lanchonetes, cinemas, lojas de moda, farmácias e serviços diversos seguem liberados, mantendo o domingo como dia de consumo e lazer, mas sem o supermercado como protagonista. O consumidor continuará tendo opções para emergências, mas a compra semanal estruturada tende a migrar para outros dias.

Esse novo arranjo abre espaço para que shoppings e polos gastronômicos se reforcem como destino de lazer dominical, enquanto o varejo alimentar se concentra de segunda a sábado. Em paralelo, o comércio digital ganha relevância para quem prefere planejar tudo sem enfrentar filas.

Quais novos hábitos de consumo podem surgir com o fechamento dominical

Sem o domingo, o fluxo de compras deve se concentrar entre sexta à tarde e sábado, exigindo mais organização da rotina doméstica. Famílias que faziam o “rancho” no fim de semana terão de antecipar decisões, planejar a despensa e cuidar melhor dos estoques em casa.

Durante o período de teste, parte dos consumidores deve experimentar formas diferentes de organizar compras e lazer. Entre os hábitos que tendem a ser monitorados com mais atenção, destacam-se:

  • Compras grandes concentradas em um ou dois dias, principalmente sexta e sábado;
  • Uso mais intenso de mercados e mercearias de bairro para reposições urgentes;
  • Substituição do passeio ao hipermercado por outras formas de lazer dominical;
  • Busca por promoções em dias úteis para evitar lojas cheias;
  • Crescimento do e-commerce alimentar, com entregas e retiradas agendadas.
Quais efeitos o novo modelo traz para quem trabalha em supermercados

Para quem atua no varejo alimentar, o domingo livre representa uma mudança relevante, com um ponto fixo de descanso na semana. Isso facilita consultas médicas, participação em atividades escolares, convívio familiar e um descanso mais previsível, reduzindo o desgaste físico e emocional.

Além da folga dominical, a convenção coletiva prevê reajuste do piso salarial e auxílio-alimentação mensal, tornando o pacote mais competitivo frente a setores como logística e call centers. A reorganização de escalas será decisiva para evitar sobrecarga em menos dias e manter a qualidade do atendimento.

Confira a reportagem completa no portal E.M. Foco

Varejo alimentício está mais heterogêneo e acompanha novos hábitos do consumidor

Dados da Nielsen IQ apontam que perda do poder de compra acelera marcas próprias no Brasil

Segundo dados apresentados pela Nielsen IQ, o avanço da inflação de alimentos e a perda de poder de compra impulsionam uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro: 58% planejam ampliar a compra de produtos de marca própria ainda este ano e em 2026. De acordo com a pesquisa, o segmento de marca própria cresce em média 9,2% ao ano no Brasil.

As compras em autosserviços (supermercados, inclusive via e-commerce) e farma têm maior concentração de vendas, sendo os estados com maior volume de operações Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Os produtos que têm sido mais adquiridos são as bebidas à base de vegetais/cereais, cortes suínos, absorvente interno, inseticidas domésticos aerossol e margarina – os quais integram as 10 categorias que respondem por 42,5% do faturamento de marcas próprias nas vendas pela modalidade autosserviço.

Dados globais

Globalmente, marcas próprias atingiram 22,8% de participação em 2024 e 53% dos consumidores dizem estar mais propensos a comprar marca própria do que antes. A América Latina é a 2ª região com maior crescimento (+3,7%), tendo como destaques Colômbia, Costa Rica, Argentina e Peru. Além disso, jovens têm confiado cada vez mais nas marcas próprias.

Para Pietro Bastos, da Nielsen IQ, o avanço da marca própria deve acelerar, impulsionado pelo potencial ainda pouco explorado no Brasil e pelo aumento da confiança do consumidor. “Não se trata apenas de preço: marca própria amplia acesso a categorias, qualidade e produtos saudáveis”, destaca o executivo.

Fonte: Giro News

O crescimento das marcas próprias no varejo

Intenção de compra de marcas próprias chega a 58% entre brasileiros

A intenção de ampliar compras de marcas próprias alcança 58% dos consumidores brasileiros, segundo levantamento da NielsenIQ apresentado no SIMP 2025, evento da ABMAPRO. A pesquisa indica que inflação e perda de renda impulsionam esse movimento.

“Os investimentos crescem em todos os nichos e projetamos R$ 153 bilhões em vendas, com praticamente todos os canais crescendo fortemente, em especial o Farma que vem com forte contribuição nessa projeção, mas com avanços cada vez mais relevantes nos canais C&C e Home Center”, explica a presidente da ABMAPRO, Neide Montesano.

Segundo a NIQ, a categoria cresce em média 9,2% ao ano no país, com maior concentração em autosserviços e canal Farma. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo lideram o volume de vendas.

Entre as categorias mais consumidas estão bebidas vegetais, cortes suínos, absorvente interno, inseticidas aerossol e margarina, que juntas representam 42,5% do faturamento da modalidade no autosserviço.

Pietro Bastos, executivo da NielsenIQ, avalia que a tendência deve continuar. “Não se trata apenas de preço: as marca próprias ampliam acesso a categorias, qualidade e produtos saudáveis.”

Globalmente, a Marca Própria alcançou 22,8% de participação em 2024. A América Latina é a 2ª região com maior expansão, com destaque para Colômbia, Costa Rica, Argentina e Peru.

Fonte: SA+ Varejo

RD Saúde vai produzir e vender remédio de marca própria que não precisa de prescrição médica

Grupo dono das redes Raia e Drogasil obteve licença para produzir e comercializar mais de 20 moléculas

O grupo RD Saúde, dono das redes Raia e Drogasil e líder do varejo farmacêutico nacional, obteve licença para produção e venda de mais de 20 moléculas de medicamentos que não necessitam de prescrição médica (OTC). A venda deve ter início em 2026.

A notícia foi divulgada nesta segunda-feira (1º) durante o RD Day, evento da companhia com investidores, em São Paulo. A empresa também anunciou a criação de um espaço de beleza nas farmácias, e o primeiro deve ser inaugurado em uma loja em Barueri, na Grande São Paulo, no segundo trimestre do ano que vem.

Os medicamentos serão lançados sob a marca própria Bwell, de suplementos vitamínicos, que chegou ao mercado em 2023 e tem a atriz Ana Paula Arosio como garota-propaganda.

O novo negócio começou a ser estruturado em 2023. No ano passado, o grupo contratou fornecedores, obteve a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e iniciou os testes com a primeira fórmula, paracetamol, um analgésico e antipirético.

De acordo com a RD Saúde, a marca própria do paracetamol atingiu 12% das vendas da categoria. Ao todo, as mais de 20 moléculas que serão produzidas com a marca Bwell representam cerca de 16% das vendas de OTC no grupo.

Estão previstas fórmulas como dipirona monoidratada 500 mg/ml (“alívio de dores e febres”), dipirona monoidratada 330 mg + cafeína 50 mg + citrato de orfenadrina 35 mg (“relaxante muscular”), dipirona monoidratada 300 mg + mucato de isometepteno 30g + cafeína 30g (“alívio das dores de cabeça”) e butilbrometo de escopolamina 6,67mg/ml + dipirona 333,4 mg/ml (“dores abdominais e cólicas”).

A investida da RD Saúde ocorre em um momento em que se acirra a concorrência entre o varejo farmacêutico e o varejo alimentar em torno da venda de medicamentos. Os supermercados querem vender remédios sem prescrição em suas lojas, algo previsto no projeto de lei 2.158/2023, aprovado em setembro. O PL prevê farmácias completas dentro dos supermercados, que só poderão funcionar se houver um farmacêutico responsável durante todo o horário de atendimento.

A liberação vinha sendo apoiada pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados) e rechaçada pela Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), que reúne as 29 maiores redes nacionais.

Agora, com a iniciativa da RD Saúde de fabricar, via terceiros, os próprios medicamentos OTC, o grupo se torna fornecedor dos supermercados. A venda total de medicamentos no Brasil, envolvendo remédios com e sem prescrição, soma cerca de R$ 200 bilhões ao ano.

Fonte: Folha de S. Paulo 

Vendas no Natal devem movimentar R$ 85 bi na economia brasileira, mostra pesquisa

Vendas no Natal devem movimentar R$ 85 bi na economia brasileira, mostra pesquisa

Levantamento mostra que 76% devem presentear no Natal, ou 124,3 milhões de pessoas

As vendas no comércio varejista no Brasil neste ano devem movimentar R$ 84,9 bilhões na economia. É o que aponta pesquisa de Intenção de Compras para o Natal 2025, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

De acordo com o levantamento, 76% dos consumidores devem presentear alguém na data natalina, com expectativa de que 124,3 milhões irão às compras. Em média, pretendem comprar quatro presentes no fim deste ano, número que aumenta para cinco entre as classes A/B, com valor médio de R$ 174. O valor supera em R$ 37 o de 2023, ou seja, um avanço de quase 30%.

Entre os consumidores, os filhos lideram a lista de presenteados neste Natal (58%), seguidos pelas mãe (46%), cônjuge (40%), pai (23%) e irmãos (23%). Para 28% dos entrevistados, o presente de maior valor será destinado aos filhos, 19% para marido/esposa e 18% a mães.

Segundo José César da Costa, presidente da CNDL, o Natal de 2025 reforça “a sua inegável importância” para o varejo brasileiro.Ele pontua que o momento é de planejamento financeiro por parte dos consumidores e de expectativa pelo comércio. “As ruas estarão cheias nas próximas semanas, mas dá tempo do consumidor pesquisar e negociar suas compras”, avalia em nota.

Produtos

A maior procura deve ser por roupas neste Natal, com intenções de compra em 52%. Na sequência, aparecem perfumes e cosméticos (36%), calçados (30%), brinquedos (30%) e acessórios (22%). Um outro destaque da pesquisa é que 43% dos consumidores já substituíram ou pretendem trocar os presentes materiais por experiências, como viagens, jantares, passeios ou shows.

De acordo com o levantamento, 38% dos entrevistados esperam comprar a mesma quantidade de presentes este ano em relação a 2024, 31% pretendem adquirir mais itens e 20% menos.

Um pouco menos da metade dos consumidores (41%) quer desembolsar mais nas compras natalinas em 2025 no confronto com 2024; 26% gastar menos e 23%, a mesma quantia.

Entre os que aumentarão os gastos: 36% darão um presente de maior valor, 34% afirmam que os preços estão mais caros, 18% economizaram ao longo do ano e 17% pretendem dar mais presentes.

As lojas físicas seguem como o principal canal de compra neste Natal: 75% das pessoas consultadas disseram que comprarão os presentes presencialmente. Os principais pontos de compra serão as lojas de departamento (36%) e os shopping centers (31%).

Em relação às compras online, 58% disseram que irão adquirir pelo menos algum presente de Natal pela internet, o que representa 94,2 milhões de pessoas. Em média, 70% dos presentes serão adquiridos por esse canal.

De acordo com o levantamento, oito em cada dez (82%) pessoas que farão alguma compra pretendem fazer pesquisa de preços antes de comprar os presentes para o Natal para economizar.

As principais formas de pagamento dos consumidores nas compras de Natal serão: Pix (54%), cartão de crédito parcelado (39%), cartão de débito (28%) e dinheiro (23%). // Com informação do Estadão de Conteúdo (Maria Regina Silva).

Fonte: Mercado & Consumo