Expansão de marcas premium segue como prioridade em 2025, diz GPA

Segundo Marcelo Pimentel, presidente da varejista, o público de alta renda responde por mais de 70% do faturamento; isso ajudou a reduzir os impactos do momento econômico mais desafiador

A expansão das bandeiras premium continua sendo a prioridade do GPA em 2025, disse o comando da companhia, em teleconferência com analistas, na manhã desta quarta-feira (19). A varejista também almeja expandir a penetração das marcas próprias. Atualmente, esses rótulos têm mais força no segmento popular, com marcas como a Qualitá. Para este ano, a empresa pretende entrar com uma marca na categoria premium.

Segundo Marcelo Pimentel, presidente da varejista, o público de alta renda responde por mais de 70% do faturamento. Isso ajudou a reduzir os impactos do momento econômico mais desafiador, com inflação e juros em patamares elevados.

Rafael Russowsky, diretor financeiro e de relações com investidores, acrescenta que o mercado deve esperar crescimento de margem na medida em que a participação dessas bandeiras nas receitas da companhia aumente. “Temos focado muito na expansão do negócio no premium. Ele tem margens superiores à média da companhia”, disse.

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Outra prioridade, segundo os executivos, é a expansão das lojas de proximidade Minuto Pão de Açúcar e Extra Mercado. As vendas nessas bandeiras somaram R$ 619 milhões no quarto trimestre.

Analistas questionaram o fato de o avanço dessas unidades ter sido menor do que em supermercados no quarto trimestre. Segundo Pimentel, isso se deu por questões relacionadas à sazonalidade. “Apesar do crescimento nas mesmas lojas ter sido ‘middle digit’ (entre 5% e 6%) , o que ainda assim é positivo, as margens dessas unidades vêm crescendo constantemente”, disse.

Confira a reportagem completa no Valor Econômico.

Foto: Ricardo Valarini/ Divulgação

Coopavel entra no mercado da piscicultura com marca própria e expansão estratégica

Coopavel entra no mercado da piscicultura com marca própria e expansão estratégica

Decisão de entrar no mercado da piscicultura reflete a visão da Coopavel de diversificar as fontes de renda para seus associados e fortalecer a economia rural

O ano de 2025 marcou o início de uma nova era para a piscicultura no Paraná, com a Coopavel, uma das maiores cooperativas do estado, assumindo um papel de destaque nesse setor. No dia 6 de janeiro, a cooperativa deu um passo significativo ao adquirir um frigorífico de peixes com capacidade de abate de 50 toneladas por dia, consolidando sua entrada no mercado de tilápia. Esse movimento estratégico foi oficializado durante a 37ª edição do Show Rural Coopavel, realizado entre 10 e 14 de fevereiro em Cascavel, onde a cooperativa lançou sua marca própria de pescados.

A decisão de entrar no mercado da piscicultura reflete a visão da Coopavel de diversificar as fontes de renda para seus associados e fortalecer a economia rural. De acordo com Dilvo Grolli, presidente da Coopavel, a iniciativa visa oferecer novas alternativas de produção aos produtores rurais, que tradicionalmente dependem de culturas como milho e soja. “Temos que apresentar alternativas de renda para os produtores rurais. O peixe é mais uma opção para aumentar a renda e fixar as famílias no campo, evitando o êxodo rural”, destacou Grolli.

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A tilápia, principal espécie cultivada pelos integrados da Coopavel, já posiciona o Paraná como o maior produtor nacional desse pescado. A cooperativa planeja quadruplicar sua capacidade de abate nos próximos anos, expandindo sua atuação para outros estados. A produção está concentrada na região Oeste do Parná, onde a cooperativa já conta com uma estrutura moderna e eficiente para processamento e distribuição.

Paulo Cesar Dias Alves, gerente de Aquicultura da Coopavel, ressaltou a importância do lançamento da marca própria de filé de tilápia. “Hoje é um dia muito especial para a Coopavel. Estamos lançando oficialmente nossa marca, que já está presente nas grandes redes de mercados e em outros estados. Nossos planos são ambiciosos e visam ampliar ainda mais nossa participação no mercado”, afirmou.

A iniciativa da Coopavel recebeu apoio do governo do Paraná, que tem incentivado a piscicultura como uma cadeia produtiva estratégica para o agronegócio estadual. Anacleto Ortigara, ex-secretário da agricultura e atual secretário da Fazenda do Paraná, destacou a evolução tecnológica do setor e a importância da articulação entre cooperativas, empresas privadas e o poder público. “A piscicultura é fruto de muito trabalho e articulação. Com investimentos em tecnologia, genética e infraestrutura, o Paraná se consolida como um líder nesse segmento”, disse Ortigara.

Integração

A Coopavel também está atenta à demanda por integração de produtores rurais, incluindo aqueles que ainda não são associados à cooperativa. A proposta é oferecer suporte técnico e logístico para que os produtores possam diversificar suas atividades e aumentar sua rentabilidade. “Os produtores estão nos procurando para fazer essa integração, o que demonstra o potencial dessa nova cadeia produtiva”, completou Grolli.

Com investimentos em fábricas de ração, modernização de frigoríficos e apoio financeiro, a Coopavel está preparada para liderar a expansão da piscicultura no Paraná. A entrada da cooperativa nesse mercado não apenas fortalece a economia local, mas também reforça o compromisso da Coopavel com a sustentabilidade e a geração de oportunidades para as famílias rurais.

Nova protagonista na piscicultura paranaense

“Em 2025, a piscicultura ganha uma nova protagonista, e a Coopavel consolida sua posição como uma das principais forças do agronegócio brasileiro”, afirma o presidente do IFC Brasil, Altemir Gregolin. Ele destaca que a entrada da Coopavel no mercado da piscicultura reforça a liderança do Paraná como maior produtor e exportador nacional de peixes cultivados, com um sistema cooperativo verticalizado e altamente organizado.

“Visitei o Show Rural em Cascavel, capital da produção de peixes do Brasil. Esta região é um polo dinâmico, e temos notícias importantes nos últimos 90 dias, como a entrada da Cvale, da Primato, da LAR e, agora, da Coopavel, que adquiriu um frigorífico e promete ser grande nessa área. É um setor que cresce com alta produtividade e tecnologia, tornando-se referência nacional”, completa Gregolin, convidando todos para o IFC Brasil, que acontecerá de 02 a 04 de setembro em Foz do Iguaçu.

Assaí Atacadista reforça experiência de compra com 111 lojas ofertando novos serviços

Assaí Atacadista reforça experiência de compra com 111 lojas ofertando novos serviços

Em 2024, o Assaí Atacadista atingiu um marco importante em sua estratégia de atendimento aos clientes com a implementação de mais serviços em suas lojas. No total, 111 unidades em todas as regiões do Brasil passaram a oferecer Açougue, Empório de Frios, Cafeteria e/ou Padaria. No estado de São Paulo, 48 lojas ganharam mais serviços no último ano. Atualmente, das 302 unidades em todo o Brasil, 254 contam com essas opções que visam aprimorar a experiência de compra. No final de 2021, os serviços estavam presentes em 73 lojas.

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“Implantar esses serviços no parque existente de lojas é uma forma de demonstrar que estamos atentos ao que as famílias e comerciantes buscam. Desde 2022, todas as lojas inauguradas já trazem algum tipo de serviço. Com essa expansão, queremos proporcionar uma experiência de compra mais completa, com qualidade e conforto, sem abrir mão da nossa proposta de valor, que é garantir preços acessíveis e a melhor eficiência operacional possível”, comenta José Adelson, Diretor de Novos Negócios do Assaí.

Fonte: Giro News

Sebrae RS organiza missão empresarial para a Anuga, feira de alimentos e bebidas parceira da Private Label Brazil

 Feira Anuga Select Brazil 2025 é parceira da Private Label Brazil e ocorre entre os dias 07 e 09 de abril em São Paulo

O evento é uma oportunidade imperdível para empresários que buscam inovações, networking e conhecimento no setor de Alimentos & Bebidas e Foodtechs. Com vagas limitadas a 20 CNPJs, a missão inclui participação na feira e visitas técnicas a empresas de referência em Campinas e São Paulo, proporcionando uma experiência enriquecedora e estratégica.

Programação:

– 07/04: Saída de POA, chegada em Campinas, visita ao ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos);

– 08/04: Visitas técnicas em São Paulo;

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– 09/04: Visita à Feira Anuga Select Brazil e retorno a POA.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://k91efg16.forms.app/formularioanuga25.

Informações sobre investimento e demais detalhes devem ser consultadas diretamente com o Sebrae, pelo telefone (51) 9776-9631.

Sobre a feira

A Anuga Select Brazil é uma das principais feiras do setor de Alimentos & Bebidas e Foodtechs na América Latina, reunindo expositores nacionais e internacionais, apresentando as últimas tendências, tecnologias e inovações do mercado. O evento oferece um ambiente estratégico para conexões de alto valor, geração de negócios e atualização sobre as novidades que estão moldando o futuro da indústria.

Saiba mais em: https://anuga-brazil.com.br/

Marcas próprias no segmento de farmácias devem crescer 16% em 2025

Marcas próprias no segmento de farmácias devem crescer 16% em 2025

A projeção foi realizada pela Abmapro, que prevê um crescimento de 20% no lucro dos varejistas em geral

As marcas próprias no segmento de farmácias e drogarias devem crescer 16% em 2025, patamar equivalente ao do ano passado. A projeção foi feita pela Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro), que aponta um crescimento de 20% no lucro final mensal para os varejistas em geral.

Na análise da Abmapro, um dos destaques desse segmento é o grupo RD Saúde, dono da Raia Drogasil, que possui em seu portfólio cinco linhas próprias: Needs, Bwell, Natz, Nutrigood e Caretech.

Em 2022, a receita da RD com essas marcas foi 40% superior à de 2021, atingindo a marca de R$ 1 bilhão. Em 2023, o crescimento foi de 30%, chegando a R$ 1,3 bilhão. Os resultados do ano passado ainda não foram divulgados – o anúncio do fechamento anual do grupo será feito no dia 25 deste mês.

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O Grupo DPSP, dono da Drogaria São Paulo, também tem uma trajetória significativa com marcas próprias. Em 2018, lançou a Ever Care. Desde então, surgiram as linhas Ever Baby, Ever Nutri e Ever You. Nesse segmento, a pioneira é a Panvel, originária do Rio Grande do Sul. Em 1989, a empresa lançou sua linha de produtos próprios, que hoje soma mais de 1,1 mil marcas.

Segmento de casa e construção

Além das farmácias e drogarias, de acordo com a presidente da Abmapro, Neide Montesano, outro segmento que deve ter forte expansão de marcas próprias é o de home center. “A expectativa para 2024 é fechar com alta de 10%.” Gigantes desse tipo de varejo impulsionam os números, segundo a executiva. Ela citou a Leroy Merlin, que trabalha com 15 linhas de marcas exclusivas. “Eles têm hoje marcas próprias em praticamente todas as categorias.”

O principal motivo para a expansão das marcas próprias no país, na análise da Abmapro, é a percepção de custo-benefício por parte do consumidor. “Isso acaba por fidelizar o cliente.” Segundo a entidade, a economia com os preços pode chegar a 25%. A associação também destacou que o setor é resiliente em momentos de crise, justamente por apresentar preços competitivos.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, empresas que dominam o varejo também investem em marcas próprias. Um estudo de 2024 da Numerator mapeou o mercado americano e, de acordo com o relatório, produtos de marca própria em dez categorias têm penetração entre 53% (no caso do segmento de eletrônicos) e 99% (alimentos e saúde & beleza) nas compras domésticas dos últimos 12 meses.

Entre os dez setores analisados, o que tem menor participação de marcas próprias em seu mercado de atuação é o de eletrônicos (10,6%). No extremo oposto está o setor de materiais de escritório (37,8%). Assim como no Brasil, produtos de marcas próprias são associados a uma boa relação custo-benefício. Para 42% dos consumidores, a escolha por marcas próprias se deve à economia em relação a outros produtos, enquanto 59% afirmam que essas marcas agregam valor acima da média pelo preço praticado.

Com informações de DC News.

Fonte: Mercado & Consumo

Em crescimento, atacarejo busca agora vender produtos de marca própria, diz analista

Em crescimento, atacarejo busca agora vender produtos de marca própria, diz analista

Laryssa Sumer, da XP, afirma que o formato vencedor no Brasil procura oportunidades para aumentar rentabilidade

Um relatório recém-divulgado pela XP sobre o varejo alimentar aponta que há uma tendência do atacarejo de se colocar em suas prateleiras marcas próprias. A deterioração macroeconômica impulsiona ainda mais esta iniciativa.

Laryssa Sumer, analista de varejo da XP, que participou do programa Morning Call da XP, explica que o atacarejo é um formato de vendas essencialmente de produtos alimentícios que no Brasil vem sendo vencedor.

Rentabilidade

“É o formato que mais cresce e é bem-sucedido no país”, afirmou. “Todos esses formatos de baixo custo, como eles operam a preços menores, eles acabam se aproveitando da marca própria para trazer maior rentabilidade para o negócio. Os players no Brasil já estão se aproveitando dessa oportunidade”, destacou.

Mas há desafios logísticos a serem vencidos com a implantação de produtos de marcas próprias pelo atacarejo, ressalta o relatório da XP.

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Outro ponto abordado pelo documento refere-se ao avanço do e-commerce. A analista avalia que ao contrário do que se possa pensar, plataformas acabam sendo facilitadoras para as varejistas.

“As varejistas estão tentando entrar no universo digital, mas muitas vezes ela acaba tendo alguma dificuldade em penetrar nesse mundo online”, disse.

Plataformas digitais

“E a gente vê algumas plataformas digitais, como Mercado Livre e iFood, como bem posicionadas para capturar esse mercado digital como uma parceria das varejistas tradicionais. Essa é uma tendência do varejo alimentar brasileiro”, pontuou.

Uma outra tendência que se ensaia no varejo global é de os supermercados venderem medicamentos. “Aqui no Brasil há várias questões regulatórios que impedem isso”, esclareceu Laryssa Sumer.

“Mas nos Estados Unidos, o que se passa é que se constrói uma farmácia dentro do supermercado. Isso gera um investimento em pessoal porque tem que equipar a loja para vender medicamentos. Assim, o ganho (do supermercado) não seria de rentabilidade, mas de fidelidade do consumidor”, analisou.

Fonte: InfoMoney

Decathlon: a estratégia por trás da maior varejista esportiva do mundo e seus próximos passos

Com preços acessíveis, controle da produção e foco na experiência do consumidor, a Decathlon revolucionou o varejo esportivo e agora se prepara para uma nova fase de crescimento

A Decathlon é a maior varejista esportiva do mundo, operando em 76 países e com mais de 1.700 lojas. No Brasil, são mais de 50 unidades. Mas a abordagem no setor esportivo foge dos padrões seguidos por concorrentes como Adidas, Nike e Under Armour.

Diferente dessas marcas, a Decathlon não patrocina equipes esportivas de renome, não investe em marketing com influenciadores e não possui uma base de fãs fiel. Ainda assim, mantém a liderança global, impulsionada por uma estratégia centrada em acessibilidade e diversificação.

A empresa administra mais de 60 marcas próprias e atende a mais de 65 modalidades esportivas, o que permite um portfólio extenso de produtos a preços acessíveis.

A origem da Decathlon

A varejista foi fundada por Michel Leclercq, em 1976. A primeira loja foi aberta no estacionamento de uma unidade da Auchan, rede de supermercados criada por seu primo, Gérard Mulliez.

Inspirado na americana Sports Authority, Leclercq viu uma lacuna no mercado francês e decidiu criar uma empresa que reunisse equipamentos esportivos de diversas categorias em um só lugar.

Embora tenha deixado a gestão do grupo, o empresário ainda detém 40% das ações da companhia. Seu patrimônio é estimado em US$ 5,6 bilhões (aproximadamente R$ 33 bilhões).

Construir um império no varejo esportivo exigiu uma abordagem diferente. A Decathlon apostou em preços baixos e controle total da cadeia produtiva para crescer sem comprometer a margem de lucro.

Ao contrário de muitas empresas que reduzem preços inicialmente e os elevam após conquistar mercado, a Decathlon mantém preços acessíveis como um pilar estratégico. Para viabilizar essa política, trabalha com margens reduzidas e investe na otimização de custos.

Nos mercados em expansão, como China e Índia, a varejista estabeleceu centros de distribuição locais para minimizar despesas logísticas. Além disso, sua política de marketing é minimalista, evitando campanhas publicitárias de grande escala.

Outro diferencial é o foco em funcionalidade. A empresa prioriza qualidade e custo-benefício em detrimento do design sofisticado, o que reduz gastos com materiais e embalagens. Um exemplo disso é a decisão de eliminar caixas de sapatos por razões ambientais e logísticas.

As vendas digitais também ganharam espaço. Em 2023, 17,3% da receita da Decathlon veio do e-commerce, demonstrando o avanço da marca no ambiente digital.

Sustentabilidade e inovação

O compromisso da Decathlon vai além das vendas. A empresa promove iniciativas sustentáveis, como o programa Trocathlon, criado em 1986 para facilitar a troca de equipamentos usados entre consumidores.

No mesmo ano, lançou a plataforma Second Life, voltada à revenda de produtos de segunda mão. Essas ações refletem um esforço contínuo para reduzir desperdícios e promover a reutilização.

A companhia também se comprometeu a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 40% até 2030 e atingir emissões líquidas zero até 2050.

Além das práticas ambientais, a Decathlon tem se aproximado de eventos esportivos. Em 2023, tornou-se parceira oficial das Olimpíadas de Paris, apoiando equipes de 21 modalidades.

Cultura corporativa e engajamento interno

A empresa atribui parte de seu sucesso ao modelo de gestão voltado para autonomia e espírito esportivo. Jean-Marc Lemière, CFO da companhia, afirmou à revista Fortune que a Decathlon prioriza perfis profissionais alinhados ao propósito da empresa em vez de contratações baseadas apenas em conhecimento técnico.

Atualmente, a companhia emprega mais de 101 mil pessoas, sendo que quase metade são acionistas.
“Minimizamos hierarquias para incentivar o empreendedorismo em todos os níveis. Os funcionários que lidam diretamente com os clientes são os que têm mais insights sobre suas necessidades – por isso, devemos ouvi-los”, disse Barbara Martin Coppola, CEO da Decathlon, enfatizando a cultura horizontal da empresa.

Apesar da liderança no setor, a Decathlon enfrenta desafios competitivos significativos. Grandes marcas esportivas e outras varejistas especializadas dificultam sua expansão em mercados estratégicos.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a empresa fechou lojas físicas durante a pandemia e manteve apenas as vendas online. Na Suécia, encerrou operações em 2024 devido à baixa demanda e ao aumento dos custos.

No Reino Unido, a varejista registrou um prejuízo de £ 2 milhões (aproximadamente R$ 14,7 milhões) no último ano fiscal.

A situação na Alemanha mostra um cenário mais otimista: a empresa levou 23 anos para se tornar lucrativa no país, mas agora apresenta crescimento sustentado. Já na Ásia, especialmente na China, a marca segue expandindo sua presença.

Em março de 2024, Barbara Martin Coppola anunciou um novo direcionamento estratégico para a empresa. O objetivo é fortalecer a conexão da marca com atletas iniciantes e profissionais, ampliando seu alcance para além do varejo tradicional.

A reformulação prevê lojas mais modernas e interativas, com uma experiência de compra intuitiva e envolvente. “A nova estrutura promoverá navegação eficiente, comparação fácil e uma experiência de compra memorável”, diz Coppola.

Com essas mudanças, a Decathlon busca se posicionar não apenas como uma varejista, mas como uma referência global no mundo dos esportes.

Fonte: Exame

Kellanova investirá R$ 360 milhões no mercado brasileiro até 2026

Kellanova investirá R$ 360 milhões no mercado brasileiro até 2026

Detentora de marcas como Pringles, Sucrilhos e Cheez-It, a Kellanova vai investir R$ 360 milhões nas linhas de produção dos mais de 100 produtos no país até 2026. Somado ao primeiro aporte em 2023, no valor de R$ 250 milhões, que teve como foco a expansão produtiva de Pringles no Brasil, o montante totaliza mais de R$ 600 milhões em três anos, em linha com a visão da companhia de liderar globalmente o segmento de snacks, com foco principal nas categorias de cereais e salty snacks.

Participe da Private Label Brazil, o evento que é pioneiro no setor de Marcas Próprias e Terceirização

“Esse investimento reforça o papel estratégico do Brasil para o negócio global. Ao investir em melhorias de processos, capacidade produtiva, tecnologia e infraestrutura, temos como objetivo impulsionar não apenas o crescimento sustentável do negócio e das nossas marcas, mas também das comunidades em que estamos inseridos”, afirma Víctor Marroquín, presidente da Kellanova para a América Latina.

Crescimento da companhia

Desde a aquisição da Parati, em 2016, e do início da produção brasileira de Pringles em 2019, a Kellanova tem alcançado crescimento consistente. Somente a produção do snack de batata, por exemplo, quintuplicou seu tamanho no mercado brasileiro nos últimos seis anos. Além disso, a companhia expandiu a atuação comercial para o Nordeste em 2024.

Fonte: Giro News

Varejo alimentício está mais heterogêneo e acompanha novos hábitos do consumidor

Varejo alimentício está mais heterogêneo e acompanha novos hábitos do consumidor

Nova dinâmica impulsiona os varejistas a investirem em marcas próprias, enquanto as grandes marcas adotam estratégias típicas do varejo para fidelizar clientes e fortalecer sua identidade

O setor de varejo alimentício passou por transformações significativas na última década. As mudanças nos hábitos dos consumidores e os avanços tecnológicos reduziram a distinção entre compras em supermercados e em restaurantes, tornando o mercado mais diversificado.

Em 2023, cerca de 72% das vendas globais de alimentos ainda eram realizadas por supermercados, mercearias e hipermercados locais. No entanto, esses segmentos vêm dividindo espaço com atacadistas de desconto, clubes de compra, e-commerces especializados e serviços de alimentação via entrega, retirada e drive-thru.

Participe da Private Label Brazil, o evento que é pioneiro no setor de Marcas Próprias e Terceirização

O levantamento aponta que os drive-thrus, antes associados às redes de fast food, agora fazem parte da estratégia de cafeterias, padarias e até restaurantes casuais. Outra tendência relevante é a integração entre varejo e serviços de alimentação, evidenciada pelo crescimento das áreas de refeições prontas em supermercados e pela inclusão das chamadas “ghost kitchens” em grandes redes varejistas.

Essas cozinhas preparam pratos exclusivamente para entrega ou retirada e muitas vezes compartilham espaço com diferentes marcas para reduzir custos, conforme explica Michelle Evans, Global Lead de Retail and Digital Consumer Insights na Euromonitor International.

Integração digital alavanca buscas por alimentos saudáveis

Segundo Evans, a busca por conveniência, economia, saúde e sustentabilidade, especialmente na América do Norte, tem influenciado as decisões de compra. Atualmente, 60% dos consumidores afirmam preferir marcas comprometidas com práticas sustentáveis e estão dispostos a pagar mais por produtos nutritivos e de maior qualidade.

A tecnologia surge como aliada essencial para o avanço do setor, tanto no ambiente físico quanto no digital, melhorando a experiência do consumidor. O estudo aponta que 58% dos clientes já utilizam o celular para pesquisar antes de comprar alimentos, algo que era incomum há dez anos.

Além disso, espera-se um aumento de 5% nas compras online de alimentos até 2025. Esse comportamento híbrido já pode ser observado em grandes redes, onde a jornada de compra muitas vezes se inicia no digital e se conclui na loja física.

Na avaliação de Pedro Albuquerque, cofundador e diretor de Novos Negócios da Retail Payment Ecosystem, o consumidor pesquisa no site ou no aplicativo, mas faz questão de ir até a loja para ver o produto e aproveitar a experiência presencial. Neste contexto, o espaço físico se torna um centro de experimentação, permitindo contato direto com os produtos e um atendimento mais personalizado.

Essa nova dinâmica impulsiona os varejistas a investirem em marcas próprias, enquanto as grandes marcas adotam estratégias típicas do varejo para fidelizar clientes e fortalecer sua identidade. Quando bem executada, essa abordagem amplia as margens de lucro e pode ser aplicada em toda a jornada de compra, com destaque para o momento do pagamento.

Fonte: Mundo do Marketing

Participe da 8ª edição da feira pioneira de Marcas Próprias e Terceirização

Estão abertas as inscrições (gratuitas) para visitar a feira, que chega à sua 8ª Edição Nacional, realizada em São Paulo, reafirmando o seu pioneirismo e independência, focada no setor de MARCAS PRÓPRIAS e TERCEIRIZAÇÃO.

Durante os dois dias de evento, empresas expositoras e profissionais do setor (visitantes) encontrarão um ambiente propício para conhecimento mútuo, estreitamento de relações e discussão de possíveis parcerias.

Participe da Private Label Brazil, o evento que é pioneiro no setor de Marcas Próprias e Terceirização

Além da área de exposição, a feira contará com o “Lounge Compradores”, uma área oferecida a fornecedores e visitantes para a realização de negócios, e também um espaço de palestras e debates (desta vez realizado em conjunto com a feira parceira ANUGA SELECT BRAZIL).

Fique atento!