Private Label Brazil Feira de Marcas Próprias

Marcas próprias crescem no Brasil e grandes varejistas concentram 65% das vendas

Tendência global: marcas próprias ampliam presença no exterior e ganham espaço também no Brasil

Os dez maiores varejistas do Brasil concentram 65% das vendas de marcas próprias, segundo uma análise da NielsenIQ. O dado evidencia a relevância do segmento para os grandes varejistas e ocorre em um momento de forte expansão da categoria: no acumulado do ano até junho de 2026, as marcas próprias cresceram 3,8 vezes mais que os demais produtos, com alta de 10,9% em volume e 11,9% em valor.

Atualmente, 3 em cada 10 lares brasileiros consomem marcas próprias, enquanto a intenção de compra desses produtos chega a 58%. Em 2025, o segmento registrou faturamento acumulado de R$ 10,8 bilhões.

Estratégia de venda faz diferença

Um fator relevante apontado pela pesquisa é a construção de uma identidade visual única. Segundo a NielsenIQ, as marcas próprias que não levam o nome do varejista na embalagem cresceram 18,5% em vendas no acumulado do ano até junho, enquanto aquelas que estampam o nome da rede recuaram 4,9% no período. A frequência de compra aumentou 7,2%, enquanto o ticket médio por ocasião cresceu 9,8%.

As marcas próprias cresceram em todas as cestas analisadas, com exceção de Commodities. Bebidas foi o principal destaque, com alta de 41,2% em volume e 20,9% em valor. Bazar registrou crescimento de 17,7% em volume e 28,6% em valor.

América Latina ganha espaço

Autosserviço e Farma são os principais canais para as marcas próprias. No canal Farma, esses produtos representam 27,2% em valor, ante 16,8% da cesta total. No Autosserviço, a participação chega a 50,1%, enquanto a cesta total representa 40,5%.

Esse movimento observado no Brasil acompanha uma tendência mais ampla. Embora a Europa permaneça como o principal mercado global de marcas próprias, a América Latina é a segunda região que mais cresce em vendas em valor. No primeiro trimestre de 2026, as vendas desses produtos na região cresceram 10,5% em valor, atrás apenas da região composta por África e Oriente Médio, que avançou 17,4%.

Fonte: Giro News

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