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Flexicotton lança novos produtos na Private Label de olho no crescimento do setor de Marca Própria

por Redação Private Label
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Para o executivo Maurício Rocha, da Flexicotton, investimentos em tecnologia podem resultar em qualidade superior e tornar a Marca Própria líder em seu segmento.

foto Maurício - 03-2018A Flexicotton, fabricante de produtos de higiene pessoal à base de algodão, trará novos produtos para a Private Label 2018, a maior feira do setor de Marcas Próprias e Terceirização da América Latina – que acontece nos dias 29 e 30 de agosto no Transamerica Expo, em São Paulo. A empresa acredita que há muito potencial a ser explorado no Brasil. Para o gerente comercial da Flexicotton, Maurício Rocha, a Private Label é uma grande vitrine e também um espaço perfeito para a celebração de negócios e busca de novos parceiros empresariais.

O setor de Marcas Próprias cresceu 68% nos últimos sete anos, porém ainda representa um tímido percentual se comparado ao mix de produtos oferecidos no varejo (cerca de 6%), o que o torna um mercado ainda com muito potencial a ser explorado. Segundo pesquisa da Kantar Worldpanel, 71% dos consumidores estão dispostos a comprar mais variedades de produtos de Marcas Próprias, enquanto os varejistas, por sua vez, estão sempre em busca de novos produtos para inserir no portfólio. Neste cenário, a Private Label 2018 vem com o objetivo de unir compradores e fornecedores de produtos e serviços, com o objetivo de desenvolver a Marca Própria em seus diversos segmentos. Para isso, a feira congregará diversas empresas que exporão seus produtos, além de especialistas que, no Palco de Inovações, falarão sobre tendências mundiais do setor.

Um dos grandes destaques da feira é a Rodada de Negócios, que durante os dois dias do evento, proporcionará aos expositores a oportunidade de agendar reuniões com os maiores varejistas do Brasil, apresentando de forma única seus produtos e diferenciais.

Leia a seguir entrevista com Maurício Rocha:

Private Label – O que a Flexicotton vai expor em seu estande na Private Label 2018?

Maurício Rocha –Iremos expor nosso portfólio de produtos para marcas próprias, como hastes flexíveis, algodão tradicional em rolo e bola, algodão premium em discos e quadrados, além de curativos adesivos e esparadrapos, dentre outros produtos.

Private Label – Qual é a expectativa em relação ao evento? 

Maurício Rocha –Estreitar o relacionamento com os clientes atuais e fechar novos negócios para redes que buscam desenvolver sua marca própria ou ampliar seu portfólio de produtos. A edição do ano passado foi muito prestigiada pelo mercado e temos a expectativa de nos mantermos no mesmo nível de participação.

Private Label – Qual a importância de um evento como a Private Label para o desenvolvimento do setor de Marcas Próprias no País?

Maurício Rocha –Tem grande importância por colocar a marca própria em um nível mais elevado, mais profissional, e apresenta o setor como estratégia mercado lógica para fidelização do consumidor. A feira nos possibilita mostrar a marca própria como alternativa mais competitiva, sem abrir mão da qualidade, perante as demais marcas nacionais. A Private Label mostra, ainda, que o segmento está mais organizado e que pode ser um importante caminho para a busca de melhores resultados para todos os canais, mas em especial para o varejo alimentar e farma.

Private Label – Graças a uma parceria importantíssima, a Flexicotton cresceu bastante com o fornecimento de hastes flexíveis, algodão e curativos adesivos. A empresa está partindo para a fabricação de outros produtos? Trará novas linhas para seu estande na Private Label?

Maurício Rocha –Nos últimos anos consolidamos ainda mais nossa posição como empresa líder no nosso segmento no mercado de marcas próprias, o que só foi possível com o lançamento de novos produtos e melhoria do nosso nível de serviço, que historicamente já era bom. Para este ano levaremos algumas novidades como absorventes para seios (protetor mamário), algodão premium em quadradinhos e embalagem econômica e novos formatos de curativos adesivos, dentre outros produtos.

Private Label – Pesquisas mostram que 60% dos lares brasileiros já compram produtos Marca Própria. Acredita que esse mercado, que já cresceu 68% em sete anos, ainda tem muito potencial a ser explorado?

Maurício Rocha –Tem um potencial enorme, pois, apesar deste crescimento, ainda nos encontramos praticamente com a mesma participação no varejo como um todo (entre 5% e 6% de tudo que se encontra em uma loja). Se compararmos com países europeus, onde a marca própria chega a ultrapassar 50% do mix de determinadas redes, vemos que temos um potencial gigantesco, com grandes oportunidades para toda a cadeia.

Private Label – A partir do estabelecimento da parceria entre fabricante e varejista, como é feito o acompanhamento do desempenho do produto na prateleira? Existe uma interação para aprimorar o produto diante da necessidade do consumidor final? 

Maurício Rocha –Sim, existe. Buscamos estar próximos da operação do cliente, acompanhando sell out e a exposição em loja. Um conceito errôneo, mas que felizmente está ficando no passado, é de achar que pelo fato de produzirmos marca própria (portanto,marca de propriedade do cliente)basta fornecermos os produtos que a preocupação com a exposição é exclusivamente do varejo. Não é bem assim. Temos que executar um monitoramento constante do comportamento do produto, compreendendo os gargalos que travam seus resultados na ponta e avaliar seu desempenho individual, no sentido de checar se precisa passar por alguma alteração ou aperfeiçoamento. Mas de todo esse processo a exposição ideal é o que faz toda a diferença. Nos dias atuais o consumidor está mais disposto a experimentar a marca própria, bastando,portanto, que ela esteja adequadamente disponível na loja.

 

Private Label – Como o mercado brasileiro está em relação ao mercado mundial de Marca Própria? 

Maurício Rocha –Estamos muito distantes. Como já dito, temos uma participação geral no varejo entre 5% e 6% enquanto que no mercado europeu encontramos participação superior a 50% em muitos países. Ou seja, há um potencial reprimido que precisa ser melhor explorado para nos aproximarmos do que acontece lá fora. Mas vemos alguns movimentos bem interessantes no mercado, que favorecem o aumento do marketshare da marca própria. Vários de nossos clientes revisaram ou estão revisando o sortimento, mantendo o que realmente é essencial, enxugando o excesso de marcas e privilegiando a exposição de seu mix de marca própria. Quando esse trabalho é bem feito, a marca própria se desenvolve e não é comum se tornar líder em algumas subcategorias. Temos vários exemplos, dentro do nosso portfólio, de que este fato se tornou realidade, com participação superior a 70% em alguns segmentos.

Private Label – Como o setor tem se organizado – na produção e na tecnologia – para continuar mantendo o binômio Qualidade e Preço e seguir sendo competitivo? 

Maurício Rocha –Parte da resposta já está na própria pergunta: com tecnologia. Temos a fábrica mais moderna da América Latina no nosso segmento e umas cinco mais modernas do mundo. Com equipamentos de última geração, alcançamos níveis elevados de produtividade e alto nível de conformidade e precisão nos produtos. Essa é uma parte da história. A outra está na “tecnologia humana”, com investimento constante em treinamento e sistemas para melhoria do desempenho individual e coletivo do nosso time. Vemos que o mercado como um todo está evoluindo, com várias indústrias colocando a marca própria num nível estratégico no seu negócio, com investimento em recursos tecnológicos e humanos para acompanhar o crescimento do nosso mercado e as exigências dos nossos clientes.

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